Mortes de cavalos por ração contaminada: alerta no Brasil
Mortes de cavalos por ração contaminada: alerta no Brasil
Centenas de cavalos mortos por ração contaminada acendem alerta sobre a segurança alimentar animal no Brasil.

A recente tragédia que vitimou centenas de cavalos no Brasil, devido à ração contaminada, trouxe à tona a urgência de repensar a segurança alimentar animal. Cavalos, por sua natureza, são extremamente sensíveis a falhas na alimentação. A veterinária Paula Eloize, especialista na área, destaca que o perigo reside em toxinas imperceptíveis, como as presentes na planta Crotalaria ou oriundas de fungos e matérias-primas mal armazenadas.
A dificuldade reside no fato de que a contaminação muitas vezes não é visível. A ração pode parecer em perfeitas condições, mas já contém toxinas que se manifestam de forma aguda no organismo dos animais, causando sintomas como apatia, falta de coordenação, icterícia e, em muitos casos, morte súbita.
A doutora Paula também alerta para a contaminação cruzada em fábricas que não realizam a higienização adequada entre a produção de diferentes lotes de ração. Ela enfatiza que a confiança na marca não é suficiente; os criadores precisam exigir laudos de análises, conhecer a procedência das matérias-primas e verificar se a indústria segue programas de controle de qualidade. A segurança, segundo ela, não pode ser terceirizada.
Para evitar que novas tragédias aconteçam, Paula Eloize compartilha cinco recomendações essenciais:
1. Exija rastreabilidade completa: Ao comprar ração, você adquire toda a cadeia de produção. É fundamental que cada lote seja claramente identificado com dados de fabricação, validade e códigos que permitam rastrear a origem das matérias-primas até o produto final. Além disso, o fabricante deve disponibilizar laudos laboratoriais que comprovem a ausência de substâncias tóxicas.
2. Armazene corretamente: A umidade, o calor e pragas como roedores e insetos são grandes inimigos da qualidade da ração. O depósito deve ser ventilado, seco, limpo e protegido da luz solar direta, com os sacos de ração elevados do chão.
3. Capacite a equipe: Não basta ter a melhor ração se a equipe não sabe manuseá-la. Treinamentos periódicos são cruciais para que todos saibam separar os lotes por espécie e data, identificar alterações no alimento e higienizar o ambiente de armazenamento.
4. Observe sinais precoces nos animais: Cavalos expressam desconforto através do corpo. Sinais como falta de apetite, apatia, fraqueza, sudorese excessiva, tremores musculares e dificuldade de locomoção devem acender um alerta. Se qualquer sintoma for percebido, suspenda imediatamente a ração e procure um veterinário.
Para Paula, este episódio deve ser um marco no Brasil. "É preciso parar de tratar a segurança alimentar como um detalhe. Na cadeia produtiva, cada elo importa. Do agricultor que planta o milho até o haras que alimenta o cavalo, todos precisam entender que vidas e fortunas dependem desse cuidado."
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