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A juventude e as redes sociais

A juventude e as redes sociais

12/11/2025 Tiago Marcon

É muito importante constatarmos que nós, especialmente os jovens, temos um desejo profundo de conexão.

Procuramos conexões o tempo todo: com a realidade em que estamos inseridos, as pessoas, os lugares. Fomos criados como seres de relação. Temos a necessidade de nos relacionarmos uns com os outros. Ninguém é uma ilha isolada.

Fomos feitos para compartilhar a vida. E basta olharmos um pouco para a existência humana que logo percebemos a forma como se constituem as famílias, as amizades, os companheiros de trabalho, os colegas, pois estamos sempre nos conectando uns com os outros. 

E nas redes sociais isso não é diferente. Elas se tornam um lugar de conexão, onde estabelecemos comunhão, criamos vínculos. Mas que tipo de conexões estamos formando? Qual é a qualidade dessas conexões? As redes, de fato, têm me aproximado mais das pessoas ou têm me distanciado delas? Quando queremos nos conectar com alguém, fazemos isso com o desejo de nos relacionarmos com a pessoa real, com aquilo que ela traz de mais essencial? Queremos e buscamos um laço profundo, concreto?

Com a possibilidade de nos conectarmos também por meio das redes sociais, nas quais expomos nossas vidas, compartilhamos ideias, conhecemos novas pessoas — tudo isso representa uma grande oportunidade. Porém, essa oportunidade também pode se tornar um grande risco. É inevitável termos contato com esse mundo digital. E mais: precisamos saber como fazer bom uso dessas redes, desses meios que nos foram concedidos, para que, realmente, possamos nos conectar com mais pessoas e compartilhar vida. 

As redes precisam ser um meio de comunhão e crescimento — e não de destruição e distanciamento. Não podemos nos enganar! Muitas vezes, achamos que estamos conectados com várias pessoas, mas, na verdade, estamos distantes, isolados. Por isso eu e você precisamos estar muito atentos e nos perguntar: o que as redes têm produzido em nós? Têm nos aproximado? Têm nos agregado? Nas conexões estabelecidas, o que compartilho e o que recebo? Isso tem me ajudado a crescer como pessoa e a estabelecer vínculos, a ser mais humano? Ou, pelo contrário, tenho apenas tentado transmitir uma imagem ilusória sobre mim mesmo? 

A exposição saudável é aquela em que compartilho sentimentos, ideias, reflexões, momentos que vivo, e isso é muito bom. E quando o compartilhamento deixa de ser saudável? É quando exponho aspectos íntimos, tão delicados que nem todas as pessoas estão preparadas (ou são dignas) para receber aquilo que estou mostrando. Por quê? Porque é algo sagrado. Por isso preciso ter filtro, discernimento, entendimento e uma reflexão mais profunda para saber o que devo ou não devo expor nas redes sociais. Muitas vezes, quando algo cai na rede, é praticamente irreversível. Não posso simplesmente apagar da memória das pessoas aquilo que elas viram, mesmo que eu delete uma postagem. Por isso precisamos estar muito atentos. 

A exposição saudável é aquela que agrega, e nem sempre são situações agradáveis,: às vezes, são desafios e realidades difíceis que estamos enfrentando. Sem contar que, hoje, as redes sociais se tornaram, para os jovens, um meio potente de compartilhar a vida — e a vida que vivemos com Deus. Faço essa experiência de vida. Todas as vezes que tive a oportunidade de compartilhar, pelas redes sociais, vivências, desafios, lutas que enfrentei, percebi que outras pessoas também foram edificadas. Porque evangelizar é isso: é dar a vida que se vive.  

As redes sociais se tornaram um meio concreto para isso. Eu evangelizo, compartilho a vida e as experiências, inclusive, os meus próprios desafios. Mas preciso entender, como nos ensinam os sábios: “que proveito posso tirar de tudo isso para ser uma pessoa melhor?” 

A rede social não é lugar para gerar conflitos ou fazer postagem com o objetivo de causar inveja nos outros. É um lugar de compartilhamento de vida com responsabilidade. Lembremos que fomos criados para viver junto com os outros, e para isso precisamos estabelecer conexões; e as redes sociais podem se tornar um meio concreto para que isso aconteça, desde que saibamos usá-las bem. Se assim fizermos, as redes, de fato, se tornam meios pelos quais podemos edificar e também ser edificado por outras pessoas. 

* Tiago Marcon é membro da Comunidade Canção Nova, responsável pela Imersão Missionária da Canção Nova no Chile.

Foto: Divulgação/Freepik

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