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Os médicos e a espiritualidade dos pacientes

Os médicos e a espiritualidade dos pacientes

22/02/2017 Eric Nelson

“O que eu deveria saber sobre você como pessoa, a fim de ajudar a prestar-lhe o melhor atendimento possível?”

Os médicos e a espiritualidade dos pacientes

Essa é uma pergunta que todo médico deveria fazer, diz Chochinov, autor da Dignity Therapy [“Terapia com Dignidade”] e Diretor da Manitoba Palliative Care Research Unit [Unidade de Pesquisa de Tratamentos Paliativos de Manitoba]; pergunta essa que ele descobriu ser de grande ajuda tanto para o paciente como para o médico, a fim de se conectar com sua espiritualidade inata e, ao fazê-lo, promoverem uma saúde melhor.

Mesmo que espiritualidade seja uma palavra que o paciente não esteja acostumado a usar ou um assunto que o médico esteja relutante em abordar, isso não a torna menos relevante. Definida pela American Academy of Family Physicians [Academia Americana de Médicos de Família] como “a maneira de você encontrar significado, esperança, conforto e paz interior em sua vida”, a espiritualidade é algo que interessa a todos nós e não pode ser ? não deve ser ? facilmente descartada.

A boa notícia é que, cada vez mais, médicos, enfermeiros e outros profissionais que prestam serviços de saúde estão começando a reconhecer o papel especial que eles têm de desempenhar ao abordar as complexidades da vida de seus pacientes, seus temores, até mesmo sua capacidade de manter um senso de conexão com Deus durante tempos de crise. Embora o cuidado de tais necessidades espirituais seja desde há muito tempo considerado de domínio exclusivo de capelães e do clero, estudos confirmam que há tanto a demanda como a oportunidade para que essa responsabilidade seja compartilhada, em certo grau, por todos os envolvidos no cuidado diário dos pacientes.

Descobri que isso é verdade há muitos anos quando, ainda adolescente, estava deitado em uma cama de hospital, recuperando-me de vários ferimentos após um acidente, inclusive duas pernas quebradas, uma mão quebrada, várias lesões internas e cortes extensos e contusões no rosto.

Entretanto, naquele momento, o maior desafio que enfrentava era se aceitava ou não o que um dos médicos considerava uma necessidade imediata de cirurgia para restaurar uma pelve quebrada.

Depois de consultar meus pais, pedi que me fosse dado o resto da tarde e da noite para refletir e decidir o que fazer. O médico concordou e disse que ainda estava em seus planos vir ao hospital na manhã seguinte para preparar a operação.

Embora esse diálogo entre médico e paciente parecesse bastante sem importância, o que foi deixado de ser dito entre nós dois foi exatamente o mais importante.

Durante as três semanas anteriores, o pessoal do hospital que cuidava de mim havia constatado não somente uma recuperação muito rápida das que foram consideradas lesões que podiam alterar uma vida, lesões essas tão graves que apresentavam até mesmo risco de vida, mas também encontraram um paciente e uma família que confiavam de todo o coração na oração para obter a cura e bons resultados.

Em um determinado momento, durante uma operação para restaurar o que fora diagnosticado como grave hemorragia interna, os médicos acabaram não encontrando nada de errado. Como um dos membros da equipe cirúrgica comentou: “Alguém deve ter chegado ali antes de nós”. Além disso, dentro de um tempo relativamente curto, todos os cortes e cicatrizes em minha face foram curados sem qualquer intervenção médica.

Portanto, o que meu médico não disse quando eu pedi um tempo antes de prosseguir com a cirurgia recomendada, mas que eu indubitavelmente senti, foi que ele confiava no fato de que eu tomaria a decisão correta com relação à minha saúde.

Na manhã seguinte, novas radiografias foram feitas que mostraram uma melhora impressionante. Ao invés de me levarem de maca para a sala de cirurgia, planos foram feitos para eu completar a recuperação em casa.

Não me lembro desse médico ou de qualquer outra pessoa no hospital jamais ter me perguntado se havia alguma coisa que eles precisavam saber sobre mim como pessoa, a fim de ajudá-los a cuidar melhor de mim. Acho que em meu caso foi mais intuição. O mais importante é que eles tanto respeitaram minhas necessidades espirituais como foram receptivos a elas.

No final, eu gostaria de pensar que não fui só eu, mas também aqueles que cuidaram de mim os que se beneficiaram com essa experiência e que juntos alcançamos um maior apreço pelo que pode acontecer quando honramos a espiritualidade dos outros.

* Eric Nelson escreve sobre a conexão entre a consciência e a saúde, e integra o Comitê de Publicação da Ciência Cristã. Este artigo foi publicado no Communities Digital News



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