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Terror noturno pode atingir crianças de até 12 anos

Terror noturno pode atingir crianças de até 12 anos

31/08/2023 Dra. Talita Padovan

Especialista explica o que fazer para ajudar seu filho.

Terror noturno pode atingir crianças de até 12 anos

Os terrores noturnos, ou terrores do sono, são parassonias (desordens do sono) caracterizadas por episódios de terror acentuado e pânico, que surgem de modo repentino durante o sono da criança, associados à intensa vocalização e motilidade (gritos e movimentos), acompanhados por altos níveis de descarga autonômica e que pode ocorrer nas primeiras três horas de sono no estágio de ondas lentas de 3 ou 4. 

A prevalência dos terrores noturnos é incerta, porém alguns estudos estimam que ocorra entre 1 e 6,5% das crianças entre 1 e 12 anos de idade, mas geralmente ocorre em crianças entre 4 e 12 anos de idade, com pico entre 5 e 7 anos, sendo incomum após a puberdade. Na infância é discretamente mais prevalente em meninos do que em meninas. Esta parassonia afeta menos de 1% dos adultos e, quando ela ocorre, pode ser um indicativo de alterações neurológicas sobrejacentes que devem ser investigadas. 

A psicóloga Talita Padovan explica que durante o episódio a criança costuma despertar abruptamente do sono, sentar-se ou pular na cama, gritar de terror e medo intenso, apresentando uma expressão facial de susto ou pânico. “Eventualmente a criança pode correr na tentativa de escapar de um perigo inexistente. A criança pode ou não falar durante o episódio, caso ela fale, geralmente é de forma incoerente e desorganizada, e pode também ocorrer de ficar com o olhar parado.”, explica.

Outros sintomas que acompanham o episódio é uma hiperatividade autonômica e a criança pode ficar com coração e respiração acelerados (taquicardia e taquipnéia), suor intenso, ficar com o rosto vermelho, pupilas dilatadas, agitação, tremores e aumento do tônus muscular (ficar mais rígida), a enurese (urinar) é algo menos frequente, mas também pode ocorrer. É Importante destacar que durante a ocorrência do evento o paciente não está nem totalmente adormecido, nem totalmente desperto.

“Geralmente os episódios duram entre 2 e 15 minutos, porém alguns podem durar até uma hora. Após o término do evento, a criança tende a adormecer abruptamente novamente. Na manhã do dia seguinte o paciente pode apresentar amnésia retrógrada, não se lembrando do ocorrido”, cita Talita Padovan.

Existem alguns fatores que podem aumentar a probabilidade da ocorrência dos terrores noturnos que incluem estresse agudo associado a quadros de febre ou privação de sono. “Se a criança estiver passando por períodos ansiosos, tristes ou enfrentando qualquer problema pode desencadear o distúrbio”, explica a psicóloga.

O ambiente de sono com ruídos altos, fadiga, atividade física excessiva, bexiga cheia durante o sono, síndrome das pernas inquietas, síndrome do estresse pós traumático em vítimas de bullying, Transtorno do Espectro Autista, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), enxaqueca infantil, uso excessivo de cafeína, síndrome da apnéia obstrutiva do sono e epilepsia também são fatores que podem levar ao terror.

 Algumas doenças como a doença do refluxo gastroesofágico e asma podem precipitar este distúrbio. Existem alguns medicamentos que podem desencadear os terrores noturnos como os neurolépticos, sedativos-hipnóticos e anti-histamínicos. Além disso, existem evidências para um fator de risco genético envolvido nos terrores noturnos, sendo que a prevalência dessa patologia em parentes de primeiro grau de um indivíduo afetado é pelo menos dez vezes maior do que na população em geral. 

Como agir e o que fazer quando ocorrer as crises 

A psicóloga Talita Padovan aconselha que durante as crises o melhor é não acordar a criança, pois ela pode despertar assustada e demorar mais tempo para restabelecer a calma. “É necessário acompanhar o momento, oferecendo proteção, caso apresente sonambulismo ou comportamento agressivo e corra o risco de causar danos físicos a si mesma, é importante acompanhar até que a criança se acalme e volte a dormir ou, caso acorde, oferecer afago, proteção e carinho até que se acalme novamente.”

Algumas medidas podem ajudar a criança a diminuir o terror noturno, segundo a psicóloga a regularidade no horário do sono, cuidados com a alimentação, investigar se algum medicamento em uso pode causar o terror e diminuir a ansiedade caso a criança esteja passando por um momento estressor e oferecer conforto físico e emocional antes do sono.

Em vista disso, Talita aconselha os pais sempre estarem atentos, quando a criança apresentar prejuízos físicos, emocionais ou em suas atividades diárias é importante buscar ajuda médica e psicológica. Desta forma, diminuirá significamente os sintomas e seus efeitos nocivos.

* Dra. Talita Padovan, psicóloga especializada em casos de altíssima complexidade e desastres naturais.

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Fonte: Boost Assessoria de Imprensa



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