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Atrasos na fala: quando procurar ajuda?

Atrasos na fala: quando procurar ajuda?

19/07/2023 Carla Faedda

Carla Faedda, professora do curso de Fonoaudiologia do UDF, explica sobre os cuidados necessários que os pais devem ter no desenvolvimento da linguagem da criança.

Atrasos na fala: quando procurar ajuda?

A expectativa pela primeira palavra de um filho é algo presente na maioria das famílias. A fala desempenha um papel fundamental em nossa vida diária e é uma das principais formas de comunicação humana. Ela nos permite aprender, ensinar, colaborar e interagir com o mundo ao nosso redor.  

O desenvolvimento da linguagem começa muito antes da criança começar a falar. Segundo a fonoaudióloga e professora do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Carla Faedda, a comunicação oral se inicia logo após o nascimento por meio do choro, posturas e expressões faciais e é necessário que os pais estejam atentos para atrasos nesse processo.  

“Não costumamos marcar uma idade fixa, devido ao desenvolvimento gradativo da linguagem na infância. Conhecer esse desenvolvimento é importante para determinar se a comunicação está se desenvolvendo adequadamente ou não. O desenvolvimento da comunicação e o desenvolvimento neuropsicomotor estão alinhados e precisam de atenção. Por isso, é importante que a criança esteja sendo acompanhada por um médico pediatra, pois inicialmente, ele é quem sinaliza qualquer atraso no desenvolvimento”, explica.  

Aos seis meses, é comum que o bebê esteja na fase do balbucio, onde ele realiza sons guturais, usa os lábios e a língua para produzir sons, esses sons vão evoluindo e aos 12 meses este bebê deve emitir cerca de 10 a 50 palavrinhas. Entre um ano e meio e um ano e oito meses, as crianças aprendem uma média de dez ou mais palavras por dia. Entre um e dois anos o vocabulário pode incluir até 200 palavras, muitas delas nomes. Entre dois e três anos, seu vocabulário aumentará para até 300 palavras. Ela usará nomes e verbos juntos para formar frases completas, embora simples, como “eu quero agora”. Então, se esses marcos estão alterados, é importante que a família procure ajuda profissional.  

Além disso, a professora Carla Faedda também ressalta que a família tem papel fundamental na aquisição da linguagem e que é possível desenvolver um ambiente mais propício para a comunicação por meio de ações simples como:  

- Falar sempre de frente e na mesma altura da criança; 

- Praticar a leitura desde cedo para estimular além da fala e da linguagem, a formação de um vocabulário mais rico e aumento da criatividade; 

- Caso a criança fale a palavra errada, apenas repita a palavra da forma correta, sem sinalizar o erro;  

- Mostrar-se interessado no que a criança tem a dizer; 

- Manter-se calmo e espere a criança acabar de falar; 

- Fazer das atividades do dia a dia, como a hora do banho, momentos para incentivar a fala, sempre nomeando partes do corpo, objetos, lugares, cores e ações;  

- Realizar brincadeiras lúdicas como faz-de-conta também são excelentes formas de incentivar a comunicação.  

Existem pesquisas que afirmam que o atraso e transtorno na aquisição da fala e da linguagem, podem causar prejuízos futuros no desenvolvimento cognitivo, na leitura e na escrita. Por isso, o diagnóstico e a intervenção precoces são importantes. Quanto antes a família identificar sinais de alerta, melhor. 

“Também é importante saber se a criança parece não ouvir quando chamada, se apresenta dificuldades em compreender a fala do adulto, se apresenta dificuldades em se relacionar com outras crianças, se apresenta comportamento aversivo aos sons ou ao toque, se tem histórico de otites de repetição - que podem causar atrasos na aquisição da fala, ou se apresenta atrasos no desenvolvimento motor associado. Porém, sob qualquer suspeita, o ideal é buscar ajuda profissional o quanto antes, o tempo é crucial na infância. Existem alguns mitos e orientações erradas sobre o processo de aquisição da linguagem pelas crianças que precisam ser extintos. Como por exemplo, esperar até quatro anos e, se não falar, aí procure ajuda profissional. O ideal é não esperar, é agir de forma preventiva assim que os sinais aparecem”, orienta a professora e fonoaudióloga, Carla Faedda.   

* Carla Faedda, fonoaudióloga e professora do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF).

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Fonte: XCOM Agência de Comunicação UDF



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