Grupo WhatsApp

Pico de bronquiolite deve ocorrer no segundo semestre

Pico de bronquiolite deve ocorrer no segundo semestre

01/07/2020 Dra. Andressa Tannure

A pandemia mudou radicalmente o perfil das internações infantis neste ano.

No período de março a julho, as hospitalizações por bronquiolite costumam atingir seu maior pico, lotando enfermarias e unidades de terapia intensiva (UTI).

Com o isolamento social e o afastamento das crianças das creches e escolas, as infecções respiratórias diminuíram.

Porém, se já não bastasse o coronavírus, com a chegada das baixas temperaturas e, provavelmente, o retorno às aulas, é esperado que o pico da infecção por bronquiolite ocorra no segundo semestre.

A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, que são a parte final da “tubulação” do pulmão, cuja função é levar o ar até nossos alvéolos, onde ocorre a respiração.

Essa inflamação provoca um edema das vias aéreas e um aumento da secreção no seu interior, dificultando a respiração.

Ocorre principalmente em crianças abaixo de 2 anos (predominando entre 6 e 12 meses), que têm as vias aéreas mais estreitas, a maioria dos casos é leve, e se trata em casa. Mas também pode ser potencialmente grave.

A bronquiolite pode ser causada por diversos tipos diferentes de vírus. Esse vírus é espalhado através da tosse ou espirros por pessoas infectadas, em secreções ou saliva.

São vírus comuns que, em adultos e crianças maiores, causam um resfriado, mas, nos bebês, pode causar a bronquiolite. Um dos vírus mais frequente é o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por 50 a 80% dos casos.

O quadro clínico inicial é o mesmo de um resfriado comum: coriza, um pouco de tosse, espirros, podendo ter febre ou não. Com o tempo, a tosse vai piorando e a respiração pode ficar mais rápida e mais difícil.

A criança parece estar sempre “cansada”. Pode-se ouvir sibilos (chiado no peito), dito popularmente que parece “um gatinho” no pulmão.

Deve-se estar alerta para os sinais de esforço respiratório: batimento de asa nasal (as abas do nariz abrindo e fechando), um afundamento da barriga e da região na base do pescoço, assim como o aparecimento das costelas, decorrente da tentativa de ajudar na respiração.

Em casos mais graves, a criança pode ficar com os lábios e extremidades roxas, gemente, sonolenta e até apresentar pausas respiratórias.

Nos casos leves, a doença pode durar poucos dias. Em outros casos, pode ocorrer piora progressiva, com pico entre o 3º e 5º dia da doença, quando só então começa a melhorar. A tosse e o chiado podem persistir por até 3 a 4 semanas, no total.

A bronquiolite pode ser especialmente grave em crianças com doenças crônicas, como cardiopatias ou doenças pulmonares, prematuros e imunodeficientes.

Entre as complicações que podem ocorrer nos casos mais graves podemos citar desidratação (pela perda de líquidos e baixa ingestão), pneumonias, atelectasias (obstrução dos brônquios por secreções) e oxigenação deficiente do sangue, levando a uma insuficiência respiratória.

O diagnóstico é clínico. Exames subsidiários como raio X e hemograma, em geral, servem apenas para afastar complicações.

Pode ser feita pesquisa para alguns dos vírus causadores nas secreções do paciente. Outros exames raramente são necessários.

O tratamento é feito principalmente com inalações com soro fisiológico 0,9%, para umidificar as vias aéreas e fluidificar as secreções. Nenhuma outra medicação tem seu efeito comprovado e não é usada rotineiramente.

A criança deve ficar em repouso e sentada ou deitada em berço inclinado (ângulo de 30-40º), mantendo o pescoço levemente estendido para facilitar a respiração.

Deve-se garantir que a criança esteja muito bem hidratada, para ajudar também na fluidificação e eliminação das secreções. Pode ser indicada fisioterapia respiratória em alguns casos.

Antibióticos não têm efeito contra o vírus. Só são usados em caso de complicações bacterianas secundárias. Em caso de insuficiência respiratória, a criança deve ser hospitalizada e oferecido oxigênio.

E qual o segredo para se evitar a bronquiolite? Como outras doenças virais de alta transmissibilidade, a melhor prevenção é evitar o contato das crianças pequenas com indivíduos com sintomas gripais.

Na medida do possível, deve evitar também ambientes fechados com aglomerados de pessoas, áreas muito poluídas e fumaça de cigarro, que é um grande irritante das vias aéreas, e a lavagem das mãos, que é primordial.

Não esquecer que a amamentação com leite materno exclusivo também diminui formas graves da doença. Não há vacina específica contra a bronquiolite.

Existe uma vacina contra o VSR, mas suas indicações são bem restritas. Fique atento aos sintomas.

* Dra. Andressa Tannure é pediatra, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e especialista em Suporte de Vida em Pediatria pelo Instituto Sírio-Libanês e pelo HCOR.

Fonte: FGR Assessoria de Comunicação



Embrapa e a cannabis medicinal: um passo que pode mudar o setor

A recente autorização da Anvisa para que a Embrapa pesquise o cultivo de cannabis sativa ocorre em um momento de expansão do setor no Brasil.

Autor: Michele Farran

Embrapa e a cannabis medicinal: um passo que pode mudar o setor

Brasil atrai estrangeiras com tratamentos estéticos

Com mais de 2 milhões de cirurgias em 2024, Brasil se consolida como destino de turismo estético, com alta procura por soluções eficazes contra celulite.

Autor: Divulgação

Brasil atrai estrangeiras com tratamentos estéticos

Negar atendimento médico é negar a vida

O volume de ações judiciais contra operadoras de planos de saúde suplementar no Brasil tende a explodir.

Autor: Thayan Fernando Ferreira


A estética da virtude: por que parecer forte importa tanto quanto ser forte

Hoje em dia virou modismo dizer que “não importa a aparência, importa o que está por dentro”.

Autor: Ray Personal Trainer

A estética da virtude: por que parecer forte importa tanto quanto ser forte

Diabetes Mellitus: informação é o primeiro passo para o cuidado

Os nomes das doenças nem sempre são meras classificações médicas e, muitas vezes, guardam histórias sobre como foram reconhecidas ao longo do tempo.

Autor: Marina Mendes Nogueira Rodrigues

Diabetes Mellitus: informação é o primeiro passo para o cuidado

Pneumonia em idosos: sinais atípicos requerem atenção

Internação de Galvão Bueno por pneumonia alerta para manifestação da doença em idosos, onde sintomas clássicos podem não aparecer.

Autor: Divulgação

Pneumonia em idosos: sinais atípicos requerem atenção

Resistência à saúde: homens vivem menos e adoecem mais

Isto devido à resistência em buscar serviços de saúde, alertam estudo e especialista.

Autor: Divulgação

Resistência à saúde: homens vivem menos e adoecem mais

Preenchimento de glúteos: chegada do verão aumenta a procura por procedimentos

Mais exposição corporal, eventos sociais e influência das redes sociais fazem com que a procura por preenchimento de glúteos aumente nas clínicas médicas.

Autor: Dr. Leonardo Rizzo

Preenchimento de glúteos: chegada do verão aumenta a procura por procedimentos

Crescer com TDAH: os desafios pouco falados da vida adulta

O mês outubro não é somente Rosa em alusão à campanha do Outubro Rosa. Ele também é Laranja para mostrar a importância da conscientização do TDAH.

Autor: Andréa Ladislau

Crescer com TDAH: os desafios pouco falados da vida adulta

Planos de saúde devem cobrir o congelamento de óvulos em pacientes com câncer

O congelamento de óvulos, nessa hipótese, não se qualifica como procedimento estético ou eletivo.

Autor: Mayara Rodrigues Mariano

Planos de saúde devem cobrir o congelamento de óvulos em pacientes com câncer

Nem todo nódulo de tireoide é câncer: saiba quando se preocupar

Alteração comum, nódulos na tireoide são em sua maioria benignos, mas exigem acompanhamento médico para diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Autor: Divulgação

Nem todo nódulo de tireoide é câncer: saiba quando se preocupar

Brasil passa a contar com a Sociedade Brasileira de Harmonização

Segundo país que mais realiza procedimentos estéticos não invasivos, o Brasil agora passa a contar com a SBH, uma instituição focada em promover a capacitação médica e atualização científica.

Autor: Divulgação

Brasil passa a contar com a Sociedade Brasileira de Harmonização