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A sociedade possível após a pandemia precisa ser ambientalmente responsável

A sociedade possível após a pandemia precisa ser ambientalmente responsável

28/05/2020 José Humberto de Souza

O que, primeiramente, tem sido reclamado como um dos objetivos da sociedade para o pós-pandemia são valores mais solidários.

Imagina-se que sairemos desse momento histórico, em que nos vemos sendo orientados a manter distanciamento social, mais preocupados com as relações que estabelecemos com as outras pessoas, mas também com um novo olhar para as questões ambientais.

Podemos afirmar que o equilíbrio fino entre a ação humana e a natureza passa por um episódio de tensão.

A disseminação do novo coronavírus que dizima há meses milhares de vidas em todo o mundo, hospitalizando adultos e crianças, colapsando sistemas de saúde, fechando empresas e acertando em cheio a economia aponta que já não é mais possível buscar reestabelecer o modo de vida como ele existia até então.

Muitos reclamam para a criação de um ‘novo normal’, porém não se dão conta de que essa normalidade pretendida já começou a ser construída no agora.

Ao redor de todo o planeta novas rotinas foram estabelecidas. Lavar as mãos com mais frequência, cobrir o rosto com máscaras, evitar aglomeração e saídas desnecessárias são apenas algumas das mudanças.

Há outras, consequências evidentes dessas primeiras: com o fechamento dos restaurantes tem se cozinhado mais em casa; como não se pode ir todos os dias pela manhã à padaria para comprar pão fresco as famílias têm aprendido como preparar a massa; uma passada rápida no supermercado ou frutaria se transformou em uma tarefa que necessita ser planejada.

Com isso, uma quantidade maior de resíduos tem sido produzidos em cada lar, chamando a atenção para a destinação correta destes materiais. O que é reciclável, rejeito ou compostável? Qual a destinação correta?

Em uma perspectiva ampla essa mesma preocupação deve, se pretendemos aprender lições com a pandemia, orientar para uma nova relação entre sociedade e meio ambiente.

Tendo em conta apenas os resíduos de peixes produzidos no litoral catarinense, maior estado produtor de pescados de todo o país, temos, por exemplo, toneladas de material com dois destinos possíveis: os aterros sanitários ou a indústria de reaproveitamento de proteína animal.

Na primeira hipótese o animal é filetado e apenas as partes com valor para alimentação humana são utilizadas, gerando um grande transtorno  às empresas que precisam lidar com as sobras, sem contar, evidentemente, com o desperdício de se jogar no lixo rabos, vísceras e cabeças de peixes que poderiam ter um destino muito mais nobre.

A segunda opção, no entanto, está muito mais alinhada com essa responsabilidade ambiental pretendida.

Diariamente, apenas para citar a Agroforte – empresa referência no setor brasileiro localizada há poucos quilômetros da capital catarinense Florianópolis – recebe até 200 toneladas de resíduos de pescado para processamento.

Esse material é transformado em farinha e óleo que serão comercializados como matéria-prima para a fabricação de ração para cães, gatos e camarões. Isso reduz em absoluto o volume despejado nos lixões.

A atividade humana quando realizada de forma despreocupada com o meio ambiente coloca em risco a saúde de todos e as condições para as novas gerações.

Repensar a forma como tratamos os resíduos é essencial para iniciarmos o debate sobre o mundo que pretendemos construir quando pudermos voltar a caminhar livremente pelas ruas.

* José Humberto de Souza é gestor da Agroforte.

Fonte: Estrutura de Comunicação



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