Grupo WhatsApp

Asteroide ou cometa: uma distinção importante

Asteroide ou cometa: uma distinção importante

01/10/2018 Zulfikar Abbany (rk)

Não só tamanho, distância e composição: uns talvez tenham trazido vida à Terra; outros, extinções em massa.

Asteroide ou cometa: uma distinção importante

Cientistas espaciais acreditam que os asteroides, assim como os cometas e outros corpos celestes, se formaram cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, nos primeiros momentos de nosso sistema solar.

Da mesma forma que os planetas, eles orbitam em torno do Sol, embora de forma particular: cometas têm longas órbitas elípticas, podendo passar milhares de anos nos confins do sistema antes de voltarem a se aproximar do astro central.

Certos asteroides e cometas chegam incrivelmente perto da Terra, e quando os cientistas conseguem fazer uma sonda pousar sobre um deles, uma de suas esperanças é aprender mais sobre aqueles obscuros princípios da vida, e como ela chegou até a Terra. Assim é grande a expectativa, num momento em que a Agência Espacial Japonesa (Jaxa) acaba de abordar o asteroide chamado Ryugu.

Japoneses em missão inédita

A missão Hayabusa 2, da Jaxa, visa trazer amostras desse asteroide próximo da Terra. Dela participam três sondas, uma das quais, a Mascot, foi construída em colaboração com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e leva os instrumentos para estudar a superfície de Ryugu.

A primeira vez que cientistas pousam sobre um asteroide é acompanhada com grande suspense pela comunidade NewSpace, especialmente por exploradores e mineradores comerciais de asteroides, para quem esses corpos celestes também representam o futuro humano.

Por outro lado, é a segunda vez que um dispositivo terrestre aborda num corpo rochoso no espaço: em 2014 a missão europeia Rosetta pousou no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, também conhecido como 67P/C-G ou "Chury".

Potencialmente, cada tipo de objeto celeste traz informações diferentes para a ciência humana. Asteroides se localizam no Cinturão de Asteroides, entre Marte e Júpiter. Cometas, por sua vez, são encontrados mais distante. ou no Cinturão de Kuiper, além da órbita de Netuno, ou na Nuvem de Oort, no extremo do sistema solar, a cerca de 300 bilhões de quilômetros do Sol.

Tamanho e composição são documento

Já houve algumas colisões de cometas com nosso planeta, mas os asteroides em geral ficam pelo meio do caminho: eles entram a atmosfera terrestre em média uma vez por ano e chegam a ter o tamanho de um carro, mas se incineram antes de atingir a superfície.

Com os meteoroides é diferente: eles são partículas de um cometa ou asteroide em órbita solar, que quando sobrevivem à passagem pela atmosfera e caem em terra passam a ser chamados meteoritos.

Em geral, asteroides não são considerados perigosos para a Terra, mas o impacto de um meteoroide de 25 metros de diâmetro causaria danos consideráveis. Segundo a Nasa, o choque de um corpo celeste de um a dois quilômetros teria "efeitos de escala mundial".

Cometas têm um diâmetro entre 9 e 40 quilômetros, asteroides vão de pequenas pedras até objetos de mais de 965 quilômetros de diâmetro. Calcula-se que Ryugu tenha cerca de 900 metros, enquanto "Chury" mede 4,1 quilômetros em seu lado mais longo.

Outra diferença é a composição química: cometas se constituem de gelo, rocha e compostos hidrocarbônicos; enquanto asteroides são de pedra e metais. Por isso, o interesse dos futuros mineradores neles, e essa nova corrida por recursos naturais.

Arautos de vida ou de morte?

Segundo a Nasa, asteroides são "inativos", enquanto cometas são "parcialmente ativos". Ambos os tipos de objetos são rochosos, poeirentos e de forma irregular, e potencialmente abrigariam matéria orgânica, viva.

Porém, cometas podem se tornar "ativos", tendendo a emitir gases ou jatos de poeira, quanto mais se aproximam do Sol – como a equipe da Rosetta pôde observar ao estudar "Chury". A superfície da "bola de neve suja" se aquece, e os materiais contidos nela se derretem e evaporam, produzindo uma cauda. Um exemplo é a espetacular cauda do cometa Halley, observada quando ele passa pela Terra a cada 70 anos, mais ou menos.

Isso significa também que a superfície dos cometas é altamente instável, enquanto a dos asteroides é sólida, com visíveis crateras e outros indícios de colisões com objetos menores. Devido à sua constituição, eles não produzem caudas.

Embora todas as órbitas sejam elípticas, elas o são em graus diferentes: enquanto as dos planetas são quase circulares, as dos asteroides relativamente circulares e estáveis, as dos cometas são altamente esticadas, "amassadas" quase.

Por último, os dois tipos de corpos itinerantes se distinguem pelas teorias em torno de sua relação com a vida terrestre. Para certos cientistas, os cometas podem ter contribuído para trazer água à Terra. Já os asteroides têm a fama de talvez terem causado extinções em massa no planeta – como a ocorrida com os dinossauros. 



Reciclagem de papel tem pior índice desde 2018

A taxa de 59,7% em 2024 preocupa o setor, que mesmo com alto faturamento, não registrou rentabilidade e precisou investir na reestruturação da coleta.

Autor: Divulgação

Reciclagem de papel tem pior índice desde 2018

Plantas de casa podem agravar alergias respiratórias

A moda de ter plantas dentro de casa esconde um risco: espécies populares como Lírio da Paz e Samambaia podem piorar rinite e sinusite.

Autor: Divulgação

Plantas de casa podem agravar alergias respiratórias

Biodegradável x Reciclável: entenda as diferenças e os impactos dos microplásticos

Quando o apelo sustentável vira estratégia de venda, conhecer a fundo os materiais é essencial para evitar armadilhas ambientais.

Autor: Divulgação

Biodegradável x Reciclável: entenda as diferenças e os impactos dos microplásticos

CNI apoia licença para poço na margem equatorial

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou apoio à liberação do Ibama para a Petrobras explorar o primeiro poço em águas profundas na Margem Equatorial.

Autor: Divulgação

CNI apoia licença para poço na margem equatorial

Descarte correto de medicamentos: saúde e meio ambiente

Guardar medicamentos vencidos traz riscos à saúde e ao meio ambiente; saiba como descartá-los corretamente.

Autor: Divulgação

Descarte correto de medicamentos: saúde e meio ambiente

A água como o vetor da ação climática mundial

A água é o ponto de conexão entre clima, agricultura, energia e cidades. Melhorar sua gestão é a forma mais rápida e escalável de gerar impacto positivo para toda a sociedade.

Autor: Juan Rios

A água como o vetor da ação climática mundial

Crescimento sustentável da Amazônia requer responsabilidade do setor privado

O futuro da Amazônia não depende apenas de políticas públicas ou da ação de organizações ambientais.

Autor: Pedro Portugal

Crescimento sustentável da Amazônia requer responsabilidade do setor privado

A natureza não negocia: adverte e reage

Um chamado à lucidez ecológica: a Terra levou bilhões de anos para se tornar um lar hospitaleiro aos seres humanos.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra

A natureza não negocia: adverte e reage

A solução para as cidades está na natureza

No caminho até a COP30, o Brasil tem a chance de mostrar ao mundo como integrar resiliência urbana, justiça climática e Soluções Baseadas na Natureza.

Autor: Juliana Baladelli Ribeiro

A solução para as cidades está na natureza

Desenvolvimento da Amazônia passa por empresas

Setor privado é fundamental para a preservação e crescimento sustentável da Amazônia, com práticas que geram retorno financeiro e social.

Autor: Divulgação

Desenvolvimento da Amazônia passa por empresas

Brasil abre maior fábrica de mosquitos do mundo

Nova biofábrica em Curitiba utilizará a tecnologia Wolbachia, que impede a replicação dos vírus, para auxiliar no combate à dengue, zika e chikungunya.

Autor: Divulgação

Brasil abre maior fábrica de mosquitos do mundo

Quase 111 toneladas de lixo retiradas de rodovias

A Concessionária Via Nascentes recolhe 110,98 toneladas de lixo em rodovias no primeiro semestre.

Autor: Divulgação

Quase 111 toneladas de lixo retiradas de rodovias