Consteladora
Consteladora
É uma profissional que facilita sessões de Constelação Familiar Sistêmica, uma prática que busca identificar e resolver emaranhados e dinâmicas inconscientes que afetam indivíduos dentro de seus sistemas familiares.
Essa abordagem foi desenvolvida pelo terapeuta alemão Bert Hellinger.
O Que Faz Uma Consteladora?
A consteladora atua como uma guia, ajudando o cliente (chamado de "constelado") a visualizar e compreender as influências de gerações passadas em seus desafios atuais. O objetivo é trazer à luz padrões repetitivos, traumas não resolvidos ou lealdades invisíveis que podem estar impactando áreas da vida, como relacionamentos, carreira, saúde ou finanças.
As sessões podem ser realizadas de duas formas principais:
Em Grupo (Workshop): O constelado apresenta sua questão, e outras pessoas do grupo são escolhidas para representar membros da família (ou conceitos como sentimentos, recursos). A consteladora observa as interações e sensações dos representantes, que se movem de forma intuitiva, revelando a dinâmica oculta do sistema familiar.
Individualmente: A consteladora utiliza bonecos, almofadas ou outros objetos para representar os membros da família do cliente, e o processo de visualização e movimentação ocorre de forma mais simbólica, com o constelado interagindo com os objetos.
Durante a sessão, a consteladora pode propor frases de "cura" ou movimentos que visam restabelecer a ordem e o equilíbrio no sistema, promovendo a compreensão e, idealmente, a resolução do problema apresentado.
Bases e Controvérsias
A Constelação Familiar se baseia em leis sistêmicas, como a necessidade de pertencimento de todos os membros, a hierarquia e o equilíbrio entre dar e receber. Acredita-se que, ao reconhecer e honrar essas leis, os indivíduos podem se libertar de pesos que não lhes pertencem.
É importante notar que a Constelação Familiar é considerada uma prática integrativa e complementar (PIC) e não substitui tratamentos médicos ou psicológicos convencionais. No Brasil, ela foi incluída no Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS.
No entanto, a natureza da Constelação Familiar é objeto de debate. Enquanto muitos a veem como uma ferramenta terapêutica poderosa para autoconhecimento e resolução de conflitos, a comunidade científica e conselhos de psicologia, como o Conselho Federal de Psicologia (CFP) no Brasil, destacam que a Constelação Familiar é uma prática pseudocientífica, não possui comprovação científica e pode apresentar incongruências éticas e de conduta profissional quando utilizada de forma inadequada, especialmente ao abordar temas sensíveis como adoecimento ou traumas sem o devido suporte de profissionais de saúde mental.
Fonte: Gemini

