GHG Protocol
GHG Protocol
O GHG Protocol (Gas Protocol, ou Protocolo de Gases de Efeito Estufa) é um padrão global amplamente reconhecido e utilizado para medir, gerenciar e relatar as emissões de gases de efeito estufa por empresas, organizações, cidades e governos.
Ele foi desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI) e pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) em 1998 e lançado em 2001.
Objetivos principais do GHG Protocol:
Padronização: Fornecer uma estrutura padronizada globalmente para que as organizações possam medir e relatar de forma consistente e confiável o impacto climático de suas atividades. Isso permite a comparação de emissões entre diferentes entidades e setores.
Gestão e Redução: Ajudar as organizações a identificar as fontes de suas emissões de GEE, entender seu impacto total e, assim, planejar e implementar ações eficazes para reduzir essas emissões.
Transparência e Responsabilidade: Promover a transparência e a responsabilidade corporativa em relação às mudanças climáticas, fornecendo dados confiáveis para stakeholders internos e externos (investidores, consumidores, reguladores).
Apoio a Políticas Climáticas: Oferecer uma base sólida de dados para a formulação e avaliação de políticas climáticas, tanto em nível nacional quanto subnacional.
Como funciona o GHG Protocol?
O GHG Protocol é mais conhecido por sua metodologia de categorização das emissões de GEE em três "escopos":
Escopo 1: Emissões Diretas
São as emissões provenientes de fontes que pertencem ou são controladas diretamente pela organização.
Exemplos: queima de combustíveis em caldeiras, fornos ou veículos da própria empresa, emissões de processos industriais, vazamentos de gases refrigerantes de equipamentos de ar condicionado.
Escopo 2: Emissões Indiretas por Energia Adquirida
São as emissões indiretas geradas pela produção da energia elétrica, calor ou vapor que a organização compra e consome. Embora a empresa não gere essas emissões diretamente, ela é indiretamente responsável por elas ao consumir essa energia.
Exemplo: emissões da usina termelétrica que gera a eletricidade consumida pela empresa.
Escopo 3: Outras Emissões Indiretas
São todas as outras emissões indiretas que ocorrem na cadeia de valor da organização, mas que não são de propriedade ou controle direto. São frequentemente as mais difíceis de mensurar e o reporte é voluntário, mas cada vez mais incentivado.
Exemplos: viagens de negócios (aéreas ou terrestres), deslocamento diário de funcionários (casa-trabalho), produção e transporte de matérias-primas adquiridas, descarte de resíduos, uso de produtos vendidos pela empresa, serviços terceirizados.
O GHG Protocol fornece diretrizes detalhadas e ferramentas de cálculo para quantificar as emissões desses três escopos, utilizando fatores de emissão para converter dados de atividade (por exemplo, litros de combustível consumido, kWh de eletricidade usada) em equivalentes de dióxido de carbono (CO2e).
No Brasil, existe o Programa Brasileiro GHG Protocol, que adapta a metodologia global à realidade do país, apoiando empresas e organizações na elaboração e publicação de seus inventários de GEE.
Fonte: Gemini

