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Da ficção para a sala de aula

Da ficção para a sala de aula

22/05/2023 Lorenzo Tessari

Nossos educadores têm um dilema pela frente, de um lado o desafio de lidar com novas tecnologias e do outro seus benefícios.

Da ficção para a sala de aula

O campo da ciência que estuda o processo de aprendizagem das máquinas executando atividades humanas, conhecido como inteligência artificial e pela sigla IA, nunca esteve tão inserido no dia a dia das pessoas. Hoje ela está em inúmeras soluções, nos aplicativos, em apps de trânsito, nas câmeras de vigilância e, dentre outros, no reconhecimento facial. A inteligência artificial se faz presente também nas escolas, um  desafio para professores na forma de agregá-la ao processo de ensino. 

Assim como toda tecnologia, a IA vem para facilitar a realização de tarefas, e aí pode estar o primeiro alerta, sobre o uso de assistentes virtuais, como o ChatGPT. Com a notoriedade e a repercussão dos benefícios desta ferramenta, a novidade atraiu, em pouco tempo, a atenção de muitos estudantes, sendo hoje algo difícil de projetar o seu uso em sala de aula. 

Diante desse cenário, é preciso criar regras que contribuam para que a inteligência artificial se torne um aliado no processo de aprendizagem, algo benéfico para alunos e professores. Pois utilizada de maneira inadequada pode até mesmo prejudicar a formação intelectual e social do indivíduo. As novas tecnologias devem atuar no ambiente escolar como meio de  estímulo à atividade e ao esforço cognitivo dos estudantes.

Nossos educadores têm um dilema pela frente, de um lado o desafio de lidar com novas tecnologias e do outro seus benefícios. Dentre os maus usos da IA, destacamos a lição de casa, no qual os trabalhos de pesquisa a um clique por meio do ChatGPT, intensificam o aprendizado passivo do aluno, que recebe a informação sem processá-la. Contudo, a ferramenta não deve ser entendida como oráculo, uma  verdade absoluta. O sistema tem como finalidade interagir com seres humanos fornecendo respostas e soluções para determinada dúvida. Logo, a ferramenta reúne um banco de dados, que pode trazer informações incorretas, desatualizadas e enviesadas. Como é sabido, sarcasmo e ironia ainda não são compreendidos pela inteligência artificial. E por fim, é relevante citar que o mau uso pode implicar em plágio e direitos autorais. 

Contudo, quando adotada de forma adequada a inteligência artificial é capaz de transformar o sistema de ensino. Por meio da IA será possível realizar um trabalho personalizado e agregar maior eficiência ao professor, assim como um maior apoio nas atividades de avaliação e acesso a recursos educacionais adicionais. Dentre eles, o reforço na aprendizagem, no qual o professor revisa conceitos e apresenta informações relacionadas ao tema da aula, bem como na elaboração de listas de exercícios e a criação de roteiros de aulas. 

Outra aplicação é como chatbots educacionais no processo de aprendizagem para tornar as aulas mais interativas e ensinar alfabetização midiática aos alunos. Temos como um dos principais exemplos o Khanmigo, da empresa Khan Academy, nela os alunos aprendem a resolver problemas e os conceitos por trás deles, estimulando assim o raciocínio durante a interação.

A interação com ChatGPT em outra língua pode reforçar a prática de aprendizagem na hora de aprender outro idioma. Análises de feedbacks e sugestão de insights sobre uma base de dados, tanto qualitativa quanto quantitativa, podem fornecer melhorias consideráveis no trabalho do profissional de educação, assim como criar atividades interdisciplinares é uma das formas de trabalhar os conteúdos de maneira mais atual, e isso pode ser desenvolvido em colaboração com a IA.

Fato é que o ChatGPT popularizou a inteligência artificial. Uma das preocupações relativas às novas tecnologias é o descompasso entre a rápida evolução delas e a capacidade de debater as consequências sociais, éticas, econômicas que elas causam. Trata-se de algo novo, é natural causar certo estranhamento muitas vezes por desconhecimento, mas  posteriormente, novas nuances são apresentadas e conseguimos trabalhar com elas. 

Logo, restringir ou limitar o acesso é algo que está fora de questão, isso seria lutar contra a evolução tecnológica. Acredito que devemos ensinar nossos alunos a fazer a IA pensar com eles, não para eles. O mundo está mudando e precisamos preparar  nossos alunos. Os avanços tecnológicos continuam, mas é fundamental o debate e o acesso a todos. 

* Lorenzo Tessari é Chief Operating Officer (COO) da Gama Ensino.

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Fonte: Seven PR



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