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Escassez de investimentos: o que as startups podem esperar nos próximos anos

Escassez de investimentos: o que as startups podem esperar nos próximos anos

14/09/2022 Henri Navesuh

Após o ápice de investimentos nos últimos anos, os números já demonstram desde o início do ano uma desaceleração no mercado.

Escassez de investimentos: o que as startups podem esperar nos próximos anos

A alta global dos juros resultou na escassez de investimentos no ecossistema de inovação. Recentemente, o relatório 'Inside Venture Capital', da plataforma Distrito, registrou uma queda de 60% em aportes em startups no mês de maio em comparação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa geral do mercado é a de que esse cenário se reverta apenas em 2024. Isso porque em 2023 a perspectiva é que a inflação e juros se mantenham altos. Nesse momento, então, de retração, o investidor acaba buscando investimentos de renda fixa, com menos risco e retorno garantido em alto patamar.

Para as startups, essa diminuição de investimentos gera uma correção de valuation, ou seja, a valorização no mercado privado de ações sofre uma diminuição de múltiplo. Isso significa que um fundo que antes pagava 15 vezes de receita agora está pagando oito, o que faz, então, as startups valerem menos. Por exemplo, se uma startup valia R$ 100 milhões, passa a valer quase metade na avaliação de fundos ou de um investidor estratégico nessa altura do campeonato. Atualmente, há escassez de recursos, menos gente captando dinheiro para investimento de risco, menos oferta de capital e por isso os preços começam a aumentar.

Contudo, isso não significa que não tenha dinheiro no mercado ou que as Venture Capitals não tenham  capacidade de fazer rounds de investimento, de série A, série B ou de seed capital, por exemplo. O que acontece é que os investidores estão mais exigentes em relação aos aportes realizados. Para tanto, devem se certificar de que os ativos estão melhores, mais bem geridos, que as teses de valores são mais lógicas, razoáveis e mais fundamentadas.

Após o ápice de investimentos nos últimos anos, os números já demonstram desde o início do ano uma desaceleração no mercado de Venture Capital no Brasil, com queda prevista de 40% a 50% para esse ano. Com menor poder de capital, o que vemos no mercado é uma quantidade enorme de demissões. A plataforma Layoffs Brasil calcula uma média de 5.689 desligamentos de colaboradores em startups em 2022. Esse movimento agressivo de encurtamento das equipes acontece principalmente nos investimentos dessas empresas que crescem queimando muito caixa - um fenômeno de mercado que chamamos de ‘cash burn’: quando a startup está ‘queimando’ o dinheiro do investimento para testar a ideia e começar a crescer. Com isso, o preço da mão de obra de profissionais de tecnologia de produto e de desenvolvimento de software deve sofrer uma correção, com uma queda drástica, porque apesar da demanda por esses perfis continuar alta, observamos que há mais qualificação e disponibilidade no mercado do que tínhamos há um ano, por exemplo.

De todo modo, vale ressaltar que essas correções acontecem de tempos em tempos e há um ‘incentivo perverso’ junto aos fundos em que o investidor precisa fazer uma aplicação do dinheiro que captou, porque ele ganha ao fazer o deploy - direcionamento de recurso para algum ativo - onde ele precisa aplicar esse investimento em: empresas, negócios e startups que vão rentabilizá-lo. Em momentos de liquidez no mercado, isto é, acesso fácil ao dinheiro como nunca se viu antes, os fundos conseguem muito capital, porém não encontram bons ativos para investir. Então começa a ter uma relação de equilíbrio de oferta, o preço dos ativos tende a cair, e o oposto quanto à demanda também é uma verdade.

Texto: Daniel Abbud - CEO e co-fundador da 7Stars Ventures, holding de investimentos,

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Fonte: Markable Comunicação



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