Grupo WhatsApp

Inteligência artificial também precisa ser justa e transparente

Inteligência artificial também precisa ser justa e transparente

28/05/2019 Frank Coelho de Alcantara

As corporações da vida real já estão gerando insegurança entre a população.

Inteligência artificial também precisa ser justa e transparente

O governo brasileiro subscreveu, junto com 41 países, os princípios definidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a adoção de sistemas baseados em inteligência artificial (IA). Logo, a partir do último 22 de maio, o Brasil se compromete a utilizar a IA de forma que estes sistemas sejam justos, transparentes e responsáveis. Isso tem pouco efeito sobre a tecnologia em si, mas impacta a forma com a qual ela será utilizada.

A inteligência artificial induz medo. Principalmente por causa de nosso desconhecimento sobre seus limites e pelo estímulo da ficção científica cinematográfica — tememos HAL 9000 de 2001: Uma Odisseia no Espaço, Ultron dos Vingadores e até mesmo Auto, de Wall-e. As corporações da vida real já estão gerando insegurança entre a população, o que motivou a OCDE, juntamente com a Comunidade Europeia e o governo americano, a tomar essa iniciativa.

Em um caso recente e impactante, a empresa inglesa Cambridge Analytica mostrou como os dados recolhidos pelo Facebook poderiam ser utilizados para controlar o comportamento do público. Usando dados e algoritmos de inteligência artificial, seria possível até mesmo alterar o processo democrático — que deveria ser espontâneo. Por conta disso, a gigante mídia social está sofrendo forte oposição do governo americano.

Há uma charge excelente circulando na rede, em que um garotinho diz para Mark Zuckerberg: “meu pai disse que você está espionando a gente”. Ao que ele responde: “ele não é seu pai”.

Por isso, o documento da OCDE destaca que os países se comprometem a garantir que os sistemas de inteligência artificial tenham como base cinco pontos. O primeiro é o crescimento inclusivo e o desenvolvimento sustentável. Devem também respeitar o estado de direito, os direitos humanos, os valores democráticos e a diversidade (permitindo a intervenção humana). Precisam ser transparentes e seguros. Seu funcionamento deve acontecer de maneira robusta, com avaliação contínua de riscos. Por último, devem ter como responsáveis as organizações e indivíduos que as desenvolvem, implantam ou operam.

Em outras palavras, devem ser justos, amplos, democráticos, seguros e responsáveis.

Caberá a cada país introduzir esses conceitos nas leis que regulam o desenvolvimento de sistemas eletrônicos e sua relação com os seres humanos. Do ponto de vista da humanidade em geral, não poderiam existir melhores intenções. E, como se diz popularmente, “de boas intenções o inferno está cheio”.

Precisamos criar o quanto antes o arcabouço legal que vai garantir esses princípios — o que não será tarefa fácil. Para além das boas intenções, esses cinco princípios precisam ser regulamentados de forma clara, sem gerar dúvidas ou interpretações equivocadas ou dúbias.

Tomemos por exemplo Israel, que já faz parte da OCDE e também subscreve esses princípios. Nesse pequeno país do Oriente Médio, com menos de nove milhões de habitantes, já existem 950 startups voltadas apenas ao desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial em áreas que vão da venda de legumes à exploração espacial. Não há transparência sobre o que está sendo desenvolvido e como isso deve impactar na vida das pessoas.

Caberá às instituições de ensino superior aprofundar a discussão ética sobre a inteligência artificial e ver como é possível progredir sem denegrir. Fazer com que sistemas inteligentes sejam criados sem destruir empregos, vidas e países. A tarefa é árdua, mas possível e urgente.

* Frank Coelho de Alcantara é engenheiro, mestre em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação pela UFPR e coordenador do curso de Engenharia da Computação do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Uninter / Pg1 Comunicação



Startup ganha terreno em Santa Rita do Sapucaí

A Akko Health Devices recebeu área de 875 m2 da prefeitura para produzir equipamento que trata fungo em animais.

Autor: Divulgação


Startup da UFMG vence maratona de bioeconomia

Startup de Montes Claros (UFMG) vence desafio nacional com bioinsumo que aumenta a validade de flores e frutos e reduz o desperdício.

Autor: Divulgação


EDP busca inovação para renovar energia

As inscrições estão abertas para programa global que conecta a empresa a startups com foco em soluções para impulsionar a transição energética.

Autor: Divulgação


Copasa busca startups para gerenciar faturas de energia

Copasa lança edital para empresas inovadoras focadas em gestão de faturas de energia, com recursos de até R$1,6 milhão.

Autor: Divulgação


O cenário atual das Startups: inovação, IA e sustentabilidade

Startups em 2025 unem IA, sustentabilidade e impacto real para crescer com inovação e propósito claro.

Autor: Divulgação

O cenário atual das Startups: inovação, IA e sustentabilidade

Future Cow apresenta o “leite cultivado sem vaca”

Startup utiliza DNA da vaca para produzir leite sem a necessidade do animal.

Autor: Divulgação

Future Cow apresenta o “leite cultivado sem vaca”

Como fazer o “branding” da sua startup

Criando uma identidade de marca autêntica e forte.

Autor: Divulgação

Como fazer o “branding” da sua startup

Nova ferramenta aumenta a eficiência dos escritórios contábeis

A eficiência do escritório de contabilidade é vital para o sucesso de pequenas e grandes empresas.

Autor: Divulgação

Nova ferramenta aumenta a eficiência dos escritórios contábeis

Startup lança programa de parcerias em ESG no Brasil e exterior

O recente contrato firmado com a consultoria Live Ethics, de Aveiro, Portugal, marca o lançamento do programa de parcerias da ESG Now para consultores que atuam com sustentabilidade. 

Autor: Divulgação

Startup lança programa de parcerias em ESG no Brasil e exterior

O impacto da “Open Innovation e Effectuation” no ecossistema das startups

O cenário empresarial brasileiro está em constante evolução, e o ecossistema de startups não é exceção.

Autor: Bruno Rondani

O impacto da “Open Innovation e Effectuation” no ecossistema das startups

Cemig seleciona startups para desenvolvimento de soluções

Programa é o maior em inovação aberta do setor elétrico brasileiro.

Autor: Divulgação

Cemig seleciona startups para desenvolvimento de soluções

Startup cria plataformas de formação complementar para professores

Os professores podem aproveitar as plataformas para criar uma relação de ensino-aprendizagem na sala de aula, pois permite que eles ensinem os seus alunos ao mesmo tempo que aprendem.

Autor: Divulgação

Startup cria plataformas de formação complementar para professores