Grupo WhatsApp

O que esperar do cartão de crédito com prazos menores

O que esperar do cartão de crédito com prazos menores

01/02/2017 Françoise Iatski de Lima

Todos os emissores de cartão de crédito sofreriam algum impacto com a medida.

Diante da crise econômica atual e tentativas de retomada do crescimento, o Governo Federal propõe mudanças nos cartões de crédito e meios de pagamentos e, como parte do pacote de estímulo, almeja provocar a redução dos juros ao consumidor final, por meio da redução do prazo que as administradoras de cartão de crédito têm para pagar o lojista.

Hoje em dia, o comerciante leva em torno de 30 dias para receber o dinheiro após a aquisição do cliente. Para o mercado brasileiro, acredita-se que uma mudança como essa trará benefícios aos varejistas, que terão custos menores, dada a formação de capital de giro em menor tempo e extinção da necessidade da antecipação de recebíveis e suas taxas.

Por outro lado, os prazos dificultariam a continuidade das fintechs, dado seu pequeno aporte de capital e a diferença entre os prazos de pagamentos e recebimentos. O termo fintech surgiu da junção de duas palavras em inglês: financial (finanças) e technology (tecnologia).

No Brasil, esse segmento é representado por startups, como a conhecida Nubank. Empresas como essas são caracteristicamente aquelas que usam tecnologia de forma intensiva para oferecer produtos na área de serviços financeiros de uma forma inovadora.

Essas empresas crescem fortemente no Brasil dado o amadurecimento do sistema de inovação e investimento que ampara a chegada de startups ao sistema financeiro. Outro motivo é a própria regulamentação do sistema de pagamento pelo Banco Central, que teve início em 2013 e facilitou pagamentos por meio de celular e serviços como cartões pré-pago, tudo sem a intermediação de instituições financeiras e taxas bancárias.

Analisando economicamente, o fator mais relevante é que nessa operação não há cobrança de anuidade e nenhuma outra taxa, possibilidade gerada pelo modelo de negócio totalmente digital, que permite cortar custos com agências e estruturas caras, além da papelada, dada a menor burocracia.

Fator essencial em momentos de crises econômicas. As fintechs ganham dinheiro de duas maneiras: em cada compra que o cliente faz usando o cartão, recebem uma pequena porcentagem do estabelecimento comercial, e, quando o usuário opta por financiar o valor da fatura, cobram juros sobre o valor da compra (crédito rotativo).

O atual prazo de 30 dias funciona porque os consumidores pagam uma compra feita no cartão de crédito, em média, 26 dias após. Em um mês, essas empresas recebem os pagamentos das faturas e repassam o dinheiro para as máquinas de cartões, como Cielo e Rede, que, então, pagam ao lojista.

Em um mês, as firmas tecnológicas conseguem formar caixa e repassar aos cartões. Se o governo brasileiro seguir em frente com a medida de redução do prazo de pagamento para lojistas, as fintechs teriam que buscar recursos para os repasses no mercado financeiro, antes de receber os pagamentos das faturas dos usuários de seu sistema.

Nota-se que todos os emissores de cartão de crédito sofreriam algum impacto com a medida, mas os menores seriam os mais prejudicados por não terem a capacidade de financiamento dos grandes bancos, que aliás, trabalham com diversos outros produtos. Basta saber se essa mudança agradaria os consumidores finais.

* Françoise Iatski de Lima é mestre em Desenvolvimento Econômico e professora de Economia da Universidade Positivo (UP).



Startup ganha terreno em Santa Rita do Sapucaí

A Akko Health Devices recebeu área de 875 m2 da prefeitura para produzir equipamento que trata fungo em animais.

Autor: Divulgação


Startup da UFMG vence maratona de bioeconomia

Startup de Montes Claros (UFMG) vence desafio nacional com bioinsumo que aumenta a validade de flores e frutos e reduz o desperdício.

Autor: Divulgação


EDP busca inovação para renovar energia

As inscrições estão abertas para programa global que conecta a empresa a startups com foco em soluções para impulsionar a transição energética.

Autor: Divulgação


Copasa busca startups para gerenciar faturas de energia

Copasa lança edital para empresas inovadoras focadas em gestão de faturas de energia, com recursos de até R$1,6 milhão.

Autor: Divulgação


O cenário atual das Startups: inovação, IA e sustentabilidade

Startups em 2025 unem IA, sustentabilidade e impacto real para crescer com inovação e propósito claro.

Autor: Divulgação

O cenário atual das Startups: inovação, IA e sustentabilidade

Future Cow apresenta o “leite cultivado sem vaca”

Startup utiliza DNA da vaca para produzir leite sem a necessidade do animal.

Autor: Divulgação

Future Cow apresenta o “leite cultivado sem vaca”

Como fazer o “branding” da sua startup

Criando uma identidade de marca autêntica e forte.

Autor: Divulgação

Como fazer o “branding” da sua startup

Nova ferramenta aumenta a eficiência dos escritórios contábeis

A eficiência do escritório de contabilidade é vital para o sucesso de pequenas e grandes empresas.

Autor: Divulgação

Nova ferramenta aumenta a eficiência dos escritórios contábeis

Startup lança programa de parcerias em ESG no Brasil e exterior

O recente contrato firmado com a consultoria Live Ethics, de Aveiro, Portugal, marca o lançamento do programa de parcerias da ESG Now para consultores que atuam com sustentabilidade. 

Autor: Divulgação

Startup lança programa de parcerias em ESG no Brasil e exterior

O impacto da “Open Innovation e Effectuation” no ecossistema das startups

O cenário empresarial brasileiro está em constante evolução, e o ecossistema de startups não é exceção.

Autor: Bruno Rondani

O impacto da “Open Innovation e Effectuation” no ecossistema das startups

Cemig seleciona startups para desenvolvimento de soluções

Programa é o maior em inovação aberta do setor elétrico brasileiro.

Autor: Divulgação

Cemig seleciona startups para desenvolvimento de soluções

Startup cria plataformas de formação complementar para professores

Os professores podem aproveitar as plataformas para criar uma relação de ensino-aprendizagem na sala de aula, pois permite que eles ensinem os seus alunos ao mesmo tempo que aprendem.

Autor: Divulgação

Startup cria plataformas de formação complementar para professores