Grupo WhatsApp

TikTok, Covid-19 e Cyberwar: nunca fomos tão vigiados

TikTok, Covid-19 e Cyberwar: nunca fomos tão vigiados

21/07/2020 Dane Avanzi

Como no filme “A vida de Truman”, o cidadão comum é cada dia mais vigiado, não só no Brasil, mas, de modo geral, em todos os lugares do mundo.

Poucas pessoas sabem, mas o Google tem acesso a todos os seus passos desde que você ativou uma conta de Gmail ou comprou um smartphone.

Como não ser rastreado? Não possuir smartphone e não ter conta em nenhuma rede social. Radical, né? Pois é.

Se não quiser se desconectar totalmente, continuará sendo monitorado em seus mais cotidianos hábitos e detalhes mais recônditos de sua vida e personalidade.

Para impedir que esses dados sejam explorados e vendidos para grandes corporações, a Lei Geral de Proteção de Dados, já em vigor na Europa e nos Estados Unidos, começa a vigorar em agosto de 2020 no Brasil.

Em tempos de pandemia e pós-pandemia, em que os hábitos das pessoas estão sendo radicalmente modificados em todos os âmbitos, tais informações podem ajudar países e grandes corporações a construir novos impérios e fortunas, seja pelo mapeamento de novas demandas de produtos e serviços, seja pela remodelagem de modelos de negócios já existentes.

Todas essas informações nos dias de hoje são processadas por supercomputadores, softwares de Big Data, em grandes volumes, denominados metadados.

Some-se a esse cenário a Cyberwar entre Estados Unidos e China na luta pela hegemonia mundial, que a cada dia se torna mais acirrada, e eis que sem aviso surge um novo player no tabuleiro.

O aplicativo TikTok, criado e controlado por uma empresa chinesa, possui mais de 1,5 bilhão de usuários em todo o mundo.

Essa nova rede social tem como diferencial o mapeamento global das principais tendências de hashtags do momento, além de possibilitar criar vídeos e memes com efeitos especiais e rapidamente viralizar vídeos de pessoas desconhecidas, tornando-as celebridades.

Assim como outras mídias sociais, possui mecanismos de coletas de dados de seus usuários parecidos com o do Facebook e de outras empresas americanas, e isso tem incomodado muito as autoridades estadunidenses.

Atrelado a isso, o TikTok se diferencia pela possibilidade de adquirir criptomoedas e efetuar transações como compra de emojis, exemplo.

Com o avanço das moedas digitais, seria parte da estratégia chinesa difundir uma nova moeda global? Penso que sim.

Em um passado recente, Julian Assange, do Wikileaks, e o ex-analista da NSA (National Security Agency), a Agência de Segurança Nacional americana, Edward Snowden, nos revelaram a intensa Cyberwar entre EUA e China, que desde então só tem se acirrado.

Na China, atividades corriqueiras para os brasileiros, como acessar YouTube, Facebook, WhatsApp ou buscar um assunto no Google são quase impossíveis, uma vez que eles possuem as informações apenas nas redes sociais e comunidades chinesas.

Tal controle é possível graças a um sistema central de computadores e softwares que centralizam todos os acessos e trocas de arquivos realizados em território chinês com o resto da rede no mundo, apelidado no universo digital como “Great Firewall of China”, em alusão à Grande Muralha da China.

Tal aparato controla todo o conteúdo online em circulação no país, barrando o que for considerado impróprio.

Assim como a expressão sugere, firewall é uma barreira de proteção que pode bloquear o acesso a conteúdos considerados indesejados.

Isso dá a eles uma vantagem considerável nessa disputa hegemônica, porquanto, os cidadãos chineses, com raras exceções desconhecem as redes sociais e do restante do mundo.

Em razão disso, a China hoje interage com todos os países do mundo, conhecendo e influenciando suas culturas, mas nenhuma empresa estrangeira é capaz de influenciar e interagir com a sociedade chinesa. Eis a principal razão do incomodo das autoridades e empresas estadunidenses.

Nesse contexto, durante mais da metade do século 20, os EUA foram a grande potência hegemônica do mundo.

No entanto, nas últimas décadas, a China, com exceção do poderio militar, se apresenta como a grande candidata a ocupar a liderança mundial da nova economia digital que emerge, rompendo paradigmas, quebrando barreiras de fronteiras e estabelecendo novas maneiras de sentir, pensar e viver.

Desde priscas eras, vale o ditado de que “saber é poder” – agora, mais do que nunca, este poder molda a mente humana e plasma novas realidades.

* Dane Avanzi é advogado, empresário de telecomunicações e diretor do Grupo Avanzi.

Fonte: InformaMídia



A virada fiscal: como a reforma tributária impulsiona a digitalização das empresas

A preparação para a reforma tributária começa pelo mapeamento minucioso dos fluxos críticos.

Autor: Cláudio Costa


Como adentrar no universo 4.0 com confiança e sem hesitação

A digitalização na Indústria deixou de ser tendência e passou a requisito para a competividade.

Autor: Hernane Cauduro

Como adentrar no universo 4.0 com confiança e sem hesitação

Presença digital não basta: como transformar visibilidade em negócios

Toda empresa hoje está praticamente inserida no ambiente digital por um perfil institucional no LinkedIn, Instagram, Tic Toc, X, ou com seu próprio site ou canal no Youtube.

Autor: Marcelo Freitas

Presença digital não basta: como transformar visibilidade em negócios

UFMG cria app para reabilitar homens

App IUProst®, 100% brasileiro e gratuito, usa gamificação para reabilitar pacientes de câncer de próstata com incontinência urinária e sexual.

Autor: Divulgação

UFMG cria app para reabilitar homens

Por que as empresas estão investindo em MDM (Mobile Device Management)

Com o avanço do trabalho remoto e o uso crescente de dispositivos móveis nas empresas, aumenta também a preocupação com a segurança e a gestão desses equipamentos.

Autor: Paulo Amorim

Por que as empresas estão investindo em MDM (Mobile Device Management)

Golpes digitais crescem: como a geração 50+ se protege

Cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes financeiras envolvendo Pix ou boletos no último ano.

Autor: Divulgação

Golpes digitais crescem: como a geração 50+ se protege

Brasil concentra 90% dos ataques cibernéticos da América Latina

Além da vulnerabilidade técnica, a falta de cultura de proteção é o principal problema no Brasil.

Autor: Divulgação

Brasil concentra 90% dos ataques cibernéticos da América Latina

Mensagens de WhatsApp fora do expediente podem gerar processo trabalhista?

Suéllen Paulino listou quais medidas devem ser tomadas caso o funcionário esteja recebendo mensagens corporativa.

Autor: Divulgação

Mensagens de WhatsApp fora do expediente podem gerar processo trabalhista?

Dia do Idoso: dicas para não cair em golpes financeiros

Banco aposta na educação digital para ajudar os idosos a identificarem riscos e evitarem prejuízos.

Autor: Daniele Ferreira

Dia do Idoso: dicas para não cair em golpes financeiros

TJMG alerta para golpes que usam o nome da instituição

Cidadãos devem verificar mensagens por canais oficiais.

Autor: Divulgação

TJMG alerta para golpes que usam o nome da instituição

O golpe ainda é o mesmo

O avanço da tecnologia e as novas ferramentas financeiras criaram novos jeitos de aplicar velhos golpes.

Autor: Divulgação

O golpe ainda é o mesmo

O poder oculto das plataformas de conteúdo no setor financeiro

O setor de Bancos, Serviços Financeiros e Seguros (BFSI) lida diariamente com dados de clientes, contratos regulatórios e transações em tempo real.

Autor: Marcos Pinotti

O poder oculto das plataformas de conteúdo no setor financeiro