Grupo WhatsApp

No setor de energia, enquanto há reservas há esperança

No setor de energia, enquanto há reservas há esperança

20/06/2016 Alberto Machado Neto

Nossas de reservas de óleo e gás nos colocam em posição de destaque em termos internacionais.

O setor de energia, envolvendo petróleo e gás, geração de energia elétrica e fontes alternativas, como eólica, solar e biomassa, representa um importante potencial como indutor do desenvolvimento nacional, pois movimenta extensa cadeia de valor.

Para desenvolvê-lo, o Brasil precisa de uma verdadeira política industrial que estimule e promova o desenvolvimento nacional a partir da demanda gerada pelo setor de energia, ou seja, o uso inteligente do “Poder de Compra do Estado”, que nada tem a ver com protecionismo, mas sim com medidas para dotar o País de um sólido, eficiente, competitivo e sustentável parque industrial.

O setor de P&G no Brasil está em meio a uma crise sem precedentes: a expressiva redução do preço internacional do barril do petróleo, apesar da recuperação nos últimos dias, é um fator que reduz o faturamento das empresas e, em consequência, seus investimentos e a crise política e econômica que se abate sobre o país não possibilita refúgio em outros segmentos, afinal todos vão mal.

O crédito está difícil e caro, faltam garantias e, mesmo que, por ventura, haja vontade política para a implantação de uma política industrial consistente, há pouca ou nenhuma margem para incentivos creditícios e fiscais, pois a prioridade do governo atual é a recuperação do equilíbrio fiscal que passa por medidas restritivas ao crédito e aos investimentos.

A saída para esse cenário começa pela recuperação da “credibilidade”, seja de princípios, de competência, de objetivos, de ideologia ou mesmo de expectativa de encaminhamento de soluções viáveis e passíveis de resultados sinalizados no curto prazo.

A retomada do crescimento da indústria petrolífera nacional passa pela solução dos problemas internos de sua principal locomotiva, a Petrobras, de modo a viabilizar a retomada de seus planos de investimento, não tão vultosos como os anteriores à crise, mas minimamente confiáveis.

Urge recuperar a confiança de, pelo menos, quatro atores: os acionistas, para aportarem recursos via capital de risco quando necessário; os financiadores, para a disponibilizarem novos créditos ou para negociarem a dívida existente; os empregados, para que retomem sua capacidade de gestão e, principalmente, de decisão e, finalmente, de toda a cadeia de valor formada pelos fornecedores de bens e serviços, para que invistam e desenvolvam as tecnologias necessárias.

Dentre as razões que sinalizam esperanças de um futuro promissor, três têm que ser levadas em conta: ainda existem muitas áreas a explorar, nos próximos 40 anos o petróleo ainda deve ser razoavelmente importante na matriz energética e como matéria prima e o Brasil conta com reservas significativas, entre as maiores do mundo.

O estrago ocasionado pelo escândalo envolvendo a Petrobras foi importante, mas não foi o único culpado pela situação atual em que se encontra o País. A ele devem ser acrescentados, entre outros: no âmbito interno, o aparelhamento do setor que priorizou indicações políticas em detrimento da competência técnica, o uso de empresas estatais como instrumento de política econômica congelando artificialmente os preços no mercado interno, a suspensão dos leilões de blocos exploratórios e a exigência de ter a Petrobras como operador único nos campos do pré-sal e, no âmbito externo, a queda do preço do petróleo e das demais commodities e a desaceleração do crescimento dos principais países demandantes.

Os preços tendem a buscar um equilíbrio no médio prazo. Dificilmente teremos o petróleo na faixa dos USD 100 nesta década, mas também dificilmente ficará por muito tempo no patamar atual, tendendo a se aproximar dos USD 70 nos próximos dois ou três anos e o cenário de preço baixo leva à busca pela redução de custos, melhorando a atratividade de novos investimentos. Nossas de reservas de óleo e gás nos colocam em posição de destaque em termos internacionais.

Como o ditado que diz “enquanto há vida, há esperança”, podemos dizer que “enquanto há reservas há esperança”, só que não temos muito tempo para monetizá-las, pois não é possível garantir por muitas décadas a importância econômica que o petróleo tem atualmente.

Dentre os obstáculos a serem vencidos: os investimentos estão praticamente parados e para os poucos investimentos em andamento há ainda o problema da inadimplência e do envolvimento dos principais demandantes em casos de corrupção que estão sendo investigados.

Torna-se necessário que o governo consiga conduzir o setor com uma visão macro envolvendo todas as áreas, principalmente com o entendimento da enorme capacidade de alavancagem que o setor sob a responsabilidade do MME tem da economia nacional, mediante o aproveitamento de suas demandas de bens e serviços em prol do desenvolvimento de nossa indústria, de nossa engenharia e de nossa tecnologia ao invés de simplesmente priorizarem a produção de petróleo ou de outros energéticos.

A solução passa ainda por reconquistar a confiança, a credibilidade e sinalizar claramente os planos futuros, adotando medidas que tornem toda a cadeia de valor do setor de petróleo e gás sustentável e competitiva em termos internacionais.

Por último, cabe destacar que, até o momento, nunca frutificaram medidas que objetivassem o crescimento homogêneo de toda a cadeia de valor. As que foram adotadas até o presente momento, como o Repetro, a exigência de índices mínimos de Conteúdo Local, o Fundo de Marinha Mercante, entre outras, ficaram limitadas, apenas, aos dois primeiros elos da referida cadeia. Isso tem que mudar.

* Alberto Machado Neto é diretor de Petróleo, Gás, Bionergia e Petroquímica da ABIMAQ e professor da Fundação Getúlio Vargas – FGV.



Dicas da Cemig para economizar energia no verão

Com a alta de temperaturas, a Cemig orienta consumidores mineiros a fazerem uso consciente de eletrodomésticos para evitar aumento na conta de luz.

Autor: Divulgação

Dicas da Cemig para economizar energia no verão

Brasil atinge 217 mil empresas com energia solar em 2025

Mais de 217 mil empresas brasileiras aderiram à geração própria de energia solar em 2025, adicionando 2 GW de potência e R$9 bilhões em investimentos.

Autor: Divulgação

Brasil atinge 217 mil empresas com energia solar em 2025

Cemig alerta: atenção a enfeites de Natal evita acidentes

A chegada do fim de ano exige cuidados especiais com a decoração natalina. A Cemig orienta a população a evitar acidentes com choque elétrico e incêndios.

Autor: Divulgação

Cemig alerta: atenção a enfeites de Natal evita acidentes

Solar ganha força e mira a autonomia

Mais de 3 milhões de lares usam energia solar no Brasil, impulsionados pela economia e pela busca por autonomia fora de casa.

Autor: Divulgação


Cemig investirá R$200 mi em inovação no setor

O programa busca soluções práticas e alinhadas aos nove desafios estratégicos da companhia.

Autor: Divulgação


Engie investirá R$260 milhões em linhas de transmissão

Em missão oficial na França, o governador Romeu Zema se reuniu com a Engie. A empresa anunciou R$ 260 milhões em investimento privado em Minas Gerais.

Autor: Divulgação


Primeira produtora de biometano de Minas é inaugurada no triângulo

Com o apoio do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Invest Minas, foi inaugurada em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro.

Autor: Divulgação


McDonald’s no Brasil usa 96% de energia limpa

A Arcos Dorados, maior franqueadora do McDonald's, alcançou 96% de consumo de energia renovável nos restaurantes próprios no Brasil.

Autor: Divulgação

McDonald’s no Brasil usa 96% de energia limpa

O alerta da Cemig para riscos elétricos

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) emite um alerta sério: acidentes elétricos matam tanto quanto doenças graves no Brasil.

Autor: Divulgação

O alerta da Cemig para riscos elétricos

PV Doctor anuncia Painel Consultivo Internacional

Empresa especializada em monitoramento de ativos fotovoltaicos de Singapura mira o futuro com ciência e experiência.

Autor: Divulgação

PV Doctor anuncia Painel Consultivo Internacional

Gasmig reduz tarifas de gás natural para indústrias e veículos

Descontos chegam a R$ 0,20/m³ no segmento industrial e R$ 0,23/m³ para GNV.

Autor: Divulgação


Iluminação pública com LED já beneficia milhões de brasileiros

Com 812 projetos em andamento com participação da iniciativa privada, municípios investem em PPPs e consórcios para melhorar os serviços urbanos, aponta o advogado Leonardo Dalla Costa.

Autor: Divulgação

Iluminação pública com LED já beneficia milhões de brasileiros