Grupo WhatsApp

Fake News x Liberdade de Expressão: até onde vai o limite?

Fake News x Liberdade de Expressão: até onde vai o limite?

10/11/2025 Divulgação

O avanço das redes sociais trouxe um dilema que desafia democracias no mundo inteiro: como equilibrar o direito fundamental à liberdade de expressão com a necessidade de combater a desinformação?

No Brasil, essa discussão ganhou força especialmente durante os períodos eleitorais, quando notícias falsas podem distorcer fatos, comprometer candidaturas e influenciar o voto.

De acordo com levantamento do Instituto Ipsos (2023), o Brasil é um dos países que mais consome e compartilha notícias falsas: 62% dos brasileiros admitem já ter acreditado em informações inverídicas. No contexto eleitoral, o risco se amplia, pois a desinformação pode ferir diretamente a soberania popular.

Para a advogada Caroline Uehara, especialista em direito eleitoral, a questão está no equilíbrio entre liberdade e responsabilidade.

“A liberdade de expressão é um direito constitucional, mas não é absoluto. Quando o exercício desse direito ameaça a honra, a imagem ou a própria democracia, é preciso que o Estado atue para coibir excessos. A mentira deliberada, usada como estratégia de manipulação, não pode ser confundida com opinião.”

O Código Eleitoral já prevê punições para quem divulga fatos sabidamente inverídicos com finalidade eleitoral (art. 323), com pena de detenção de até um ano ou multa.

Além disso, desde 2021, o artigo 323-A incluiu a penalização para quem promove ou compartilha fake news de forma consciente, reforçando a tentativa de frear a disseminação de desinformação em campanhas.

No entanto, a regulamentação encontra resistência. Para muitos, qualquer forma de controle pode abrir espaço para censura. É nesse ponto que a comunicação precisa ser observada também sob a ótica da sociedade civil.

A jornalista Ana Lopes, especialista em comunicação política, ressalta a importância da educação midiática.

“Mais do que punir, é fundamental investir em campanhas de conscientização. O eleitor precisa aprender a identificar fontes confiáveis, checar informações e entender que compartilhar sem verificar pode ter consequências sérias. Informação é poder — e, na política, pode decidir uma eleição.”

Segundo relatório da UNESCO (2022), a alfabetização midiática é apontada como uma das principais ferramentas de combate à desinformação no século XXI, justamente por responsabilizar o cidadão no processo de filtragem das informações que consome e compartilha.

O desafio, portanto, está em criar um ambiente em que a liberdade de expressão seja preservada, mas que a mentira não se torne uma arma política.

A regulação deve ser transparente, proporcional e pautada em critérios claros, evitando abusos por parte de quem fiscaliza.

“O limite da liberdade de expressão é quando ela deixa de informar ou opinar e passa a manipular. Nesse ponto, não estamos mais falando de direito, mas de crime contra a democracia”, conclui Caroline Uehara.

A jornalista Ana Lopes acrescenta que o papel do eleitor é central nessa equação:

“A democracia se fortalece quando o cidadão entende que liberdade vem acompanhada de responsabilidade. Garantir um debate público saudável depende tanto das instituições quanto da consciência de cada um de nós.”

Para mais informações sobre fake news clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Todos os nossos textos são publicados também no Facebook e no X (antigo Twitter)

Quem somos

Fonte: AL9 Comunicação



Imposto de Renda: quem ganha até R$5 mil realmente ficará isento?

Nova regra entra em vigor em 2026 e promete aliviar a carga tributária da classe média, mas vem acompanhada de mudanças importantes na tributação de dividendos e de altas rendas.

Autor: Divulgação


Implicações dos prazos judiciais no novo Código Civil

O regime de prazos judiciais é, indubitavelmente, um dos pilares centrais da dinâmica processual estabelecida pelo Código de Processo Civil de 2015 (Lei nº 13.105/2015).

Autor: Ellen Ketlin Machado Rocha


Isenção do IRPF: quais os benefícios e impactos?

A aprovação unânime do Projeto de Lei (PL) 1.087/2025 representa um marco histórico na política tributária brasileira.

Autor: Divulgação


Quando a estética vira dor

Entrar numa cirurgia plástica costuma ser movido por desejo de transformação. Seja corrigir um traço, recuperar a autoestima, reinventar o espelho ou até mesmo por uma condição de necessidade.

Autor: Thayan Fernando Ferreira


Trabalho temporário: direitos, limites e vantagens

Com a chegada do final do ano, época de festas, férias escolares e aumento no consumo, cresce a procura pelas empresas e lojas por trabalhadores temporários em diversos setores, como comércio, turismo, restaurantes e indústrias.

Autor: Giovanna Tawada


Banco deve indenizar cliente por furtos em conta

Criminosos levaram telefone e transferiram valores por meio de aplicativo bancário.

Autor: Divulgação


Município deve indenizar empresa por queda de árvore em imóvel

TJMG confirmou decisão da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública da Comarca de Belo Horizonte.

Autor: Divulgação


Erro de homônimo leva INSS a cancelar benefício de idoso

Casos de cancelamento indevido de benefícios previdenciários têm se multiplicado no Brasil.

Autor: Divulgação


Projeto-piloto de Secretaria unificada das Varas das Garantias em BH

A Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais (CGJ) publicou, no dia 3/09, a Portaria nº 8.547/CGJ/2025, que cria o projeto-piloto "Secretaria Unificada do Juiz das Garantias e Audiência de Custódia", na Comarca de Belo Horizonte.

Autor: Divulgação


Revisão de atividades concomitantes ainda gera erros no INSS

A revisão pode representar aumento no valor da renda mensal e até o recebimento de retroativos referentes aos últimos cinco anos.

Autor: Divulgação


STJ e a garantia tratamento contínuo de autismo nos planos de saúde

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu um passo relevante na proteção dos pacientes ao firmar o entendimento de que operadoras de planos de saúde não podem rescindir unilateralmente o contrato enquanto o beneficiário estiver em tratamento médico essencial.

Autor: José Santana dos Santos Junior


Estelionato sentimental

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou recentemente o Projeto de Lei nº 69/2025, que tipifica o chamado “estelionato sentimental” como crime específico.

Autor: Divulgação