Grupo WhatsApp

8 de janeiro

8 de janeiro

20/06/2024 Bady Curi Neto

Venho aqui versar a defesa dos patriotas do “mal”

Coloco a beca sobre a mesa
Um pouco que constrangido
Em um país que a censura impera
Antes que versos sejam proibidos

Quem eram todos estes patriotas
Que ousaram contra a democracia?
Manifestantes a destempo
Postaram-se nas portas da caserna
Com barracos improvisados no tempo

Agasalhados pela Constituição
Clamando por um Brasil Melhor
Senhoras, idosos e famílias
Em seu lidimo direito da manifestação
Foram tratados como bandidos
E levaram todos para a Prisão

Vândalos, famílias ou arruaceiros?
Golpistas desarmados de 8 de janeiro
Em turbilhões desorientados
Alguns invadiram as sedes do Estado
Eram simplesmente baderneiros

O que se deu depois daquele instante?
Com aquelas senhoras e senhores
que não invadiram os Palácios da República?
Impedidos expressar suas ideias   
Foram tratados como malfeitores
Levando todos para a Colmeia

A Democracia deu lições de traição
Autoridades disponibilizaram ônibus
Para por fim ao acampamento

Com forma de condução
Erraram o caminho de proposito
conduzindo-os a prisão

Fechou-se o tempo
Deu-se início a tempestade
Famílias restaram abandonadas
Por pais encarcerados
Em malditas celas com cadeados

Prisões preventivas sem fim
Enceta-se um processo judicial
Em competência duvidosa
Pelo Supremo Tribunal Federal
Avoca-se Jurisdição que não pertencia
Ao menos pelo texto Constitucional

Themis tirou as vendas
A balança não tangia
Manchando a toga isenção
Espada transmutada em punhal
Postando a beca da acusação

Um empresário Baiano
Que há tempos passava mal
Na madura idade de 46 anos
E parecer pela liberdade provisória
De um Procurador do órgão Ministerial
Morreu na Papua, findando sua história

Outra presa, simples cabelereira
Mae de duas crianças, intitulada Terrorista
Não invadira os Palácios, mas em ato infame
Escrevera, com batom vermelho,
“Perdeu mané” na estátua da Justiça

Inibido de falar sobre o alheio
Não irei versificar caso a caso
Para que neste triste momento
Não avolume a indignação
O magistrado deve aplicar a lei
O perseguidor o justiçamento

Recuso, apenas, a ficar-me silente
Diante de Julgamentos de persecução
Onze togados impolutos, arautos da moral
Esquecem que Justiça exige bom senso
Consideram-se acima do bem e do mal

Julgamentos em blocos,
Sem separação das condutas
Como se fossem manadas
Malabarismos jurídicos, processos acelerados
Condenando réus a penas exacerbadas

Triste passagem da jurídica história
Na qual misturaram vândalos, famílias e senhoras
Pessoas sem liderança e desarmados
Uns destruíram patrimônio público e crime de invasão
Outros apenas se apresentaram na manifestação
Mas todos como golpistas foram apenados.

* Bady Curi Neto é advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e professor universitário.

Para mais informações sobre 8 de janeiro clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Todos os nossos textos são publicados também no X

Quem somos

Fonte: Naves Coelho Comunicação



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca