Grupo WhatsApp

A arte de administrar

A arte de administrar

14/02/2009 Dirceu Cardoso Gonçalves

A criação - e imediata revogação - de barreiras para a importação de mais de 3 mil produtos, a briga de ministros, que foram devidamente ameaçados de demissão caso não parassem com a baixaria, e outras trapalhadas ultimamente registradas no seio do governo, são inadmissíveis e demonstram um certo clima de acefalia administrativa na República.

O governo, para assim poder ser chamado, tem de efetivamente governar. O ideal é que as decisões sejam tomadas exclusivamente pelo chefe ou por alguém por ele designado, mas com o seu conhecimento prévio. Até porque, será ele o responsável pelo sucesso ou fracasso da medida. Nenhum governo - federal, estadual ou municipal - pode abrir mão de sua função de mando. E quem tem legitimidade para mandar é somente aquele que, através do voto, recebeu a delegação direta do povo. Ministros e servidores, por mais categorizados que sejam, tem suas funções específicas, mas não a decisão. E se a tiverem, está errado.

O presidente Lula, por sua história política, consegue bons índices de popularidade mesmo quando acontecimentos do seu governo não ficam bem explicados ou remetem para a impunidade, tão comum no meio político-governamental. Mas não deve se esquecer que, até meses atrás, só governou sob os bons ventos da economia internacional. Agora vivemos um momento crucial onde toda cautela é necessária e a descredibilização do governo seria um grande prejuízo. A comunidade nacional espera medidas firmes e responsáveis para enfrentar a crise, que já nos atinge. Não basta discursos otimistas ou fazer de conta que o problema ocorre só no exterior.

Nossas indústrias já sentiram a queda nas exportações de seus produtos, as bolsas e o cambio já tiraram o sono de muita gente e ainda não ocorreram as medidas profundas e efetivas de desoneração fiscal, tanto reclamadas pelos diferentes segmentos da economia. Não precisamos que o governo dê dinheiro aos bancos ou ao empresariado, mas que reduza consideravelmente os impostos que hoje oneram a produção e o mercado de trabalho. É prematura e causa preocupação a movimentação de setores governamentais, e do próprio presidente, para viabilizar a candidatura da ministra Dilma Houssef. As eleições ocorrerão somente em outubro do próximo ano. Seria uma grande perda de tempo e de eficiência político-administrativa, ter candidatos desde já.

Todos precisam trabalhar seriamente para enfrentar a crise. Cabe ao presidente, com sua inconteste liderança, impedir que querelas entre ministros e candidaturas precoces venham a atrapalhar o enfrentamento da tormenta econômica. Se não o fizer, correrá o risco de potencializar, mais uma vez, a frase atribuída ao general De Gaulle, durante a sua visita ao Brasil em 1963, de que "Este não é um país sério"... E todos nós, brasileiros, sairemos perdendo.

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca