Grupo WhatsApp

A importância de uma economia ajustada e em rota de crescimento

A importância de uma economia ajustada e em rota de crescimento

29/04/2024 Gino Paulucci Jr.

Não é segredo para ninguém e temos defendido há anos que um parque industrial mais novo, que suporte um processo de neoindustrialização, é capaz de produzir mais e melhor, incrementando a produtividade da economia como um todo, com menor consumo de energia e melhor sustentabilidade.

O processo de desindustrialização no Brasil, que ocorre há décadas, se acentuou com a pandemia da Covid-19.

Segundo os dados extraídos do Banco Mundial a participação do setor manufatureiro no PIB (Produto Interno Bruto) atingiu novas mínimas históricas, indicando ainda que a indústria continua perdendo protagonismo na economia brasileira. Em 1984 a indústria de transformação representava 34,27% do PIB e em 2022 apenas 11,12%.

Trata-se do menor percentual desde 1947, ano em que se inicia a série histórica das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A série mostra que a indústria vem sofrendo um retrocesso quase contínuo desde o início dos anos 2000, evidenciando tanto as dificuldades de competitividade como também de recuperação das perdas provocadas pela crise da Covid-19.

As causas são muitas e complexas, vão desde o custo Brasil, da falta de qualificação da mão de obra, chegando ao baixo nível de investimento produtivo - a chamada Formação Bruta de Capital Fixo - FBCF, que nunca foi tão baixa.

Sabemos que o investimento produtivo e a atualização tecnológica são necessários para que a indústria mantenha-se competitiva frente a seus competidores e concorrentes em âmbito mundial.

O que temos assistido é a economia brasileira perdendo a batalha da competitividade e da produtividade, mas os números indicam que a perda de relevância do setor industrial no PIB é um fenômeno mundial e estrutural.

Nas últimas décadas, em diversos países do mundo, a diminuição do peso do setor manufatureiro tem sido acompanhada por um avanço de setores de serviços destinados a atender uma demanda cada vez maior por atividades como serviços de tecnologia e informação, serviços pessoais, de saúde e educação.

No Brasil, no entanto, o processo de desindustrialização tem sido há tempos classificado como "prematuro", por se dar numa velocidade mais rápida do que a verificada em outras economias e por ocorrer antes de o país ter atingido um maior nível de desenvolvimento e de renda per capita.

Por essa e outras razões temos defendido a criação de uma política industrial articulada, que promova a transformação da estrutura industrial, com a melhoria na taxa de formação bruta de capital fixo, o avanço da digitalização, da transição energética, da descarbonização, da transformação nos modelos de negócios das empresas para que resulte num forte aumento da produtividade e da competitividade da economia e a consequente inserção nas cadeias de globais de valor.

Por isso temos apoiado as ações vinculadas a NIB – Nova Indústria Brasil e participado e contribuído ativamente no Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, o CNDI.

Consideramos fundamental que haja uma economia ajustada e em rota de crescimento. A agenda de combate aos itens que compõem o chamado “Custo Brasil” deve continuar a ser enfrentada.

Devemos continuar persistindo na agenda das “reformas estruturantes”, de forma a remover os entraves à competitividade.

Com uma indústria mais produtiva e competitiva ganha o Brasil e a sociedade. Apoiamos a implementação das ações propostas com responsabilidade, metas claras preestabelecidas e transparência, de forma que o Brasil avance com uma nova estrutura produtiva que possa contribuir para a resolução de nossos graves problemas econômicos e sociais.

A aprovação pelo Congresso Nacional dos projetos que fazem parte da NIB, entre eles a “Depreciação Acelerada” e a criação da “Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD)” são elementos importantes para a competitividade do setor industrial, que nos trazem otimismo e contam com todo o nosso apoio.

* Gino Paulucci Jr é engenheiro mecânico, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ.

Para mais informações sobre indústria clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Fonte: Vervi Assessoria



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca