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AIOps ou cérebro humano: quem leva a melhor?

AIOps ou cérebro humano: quem leva a melhor?

19/08/2022 Emauri Gaspar

Ao longo de 6 milhões de anos, o cérebro humano, seguindo os rumos da evolução natural, aumentou de tamanho e potencializou novas funcionalidades.

Contudo, sua capacidade de armazenar e lembrar de fatos ainda é uma incógnita não absolutamente explicada pela ciência.

O que sabemos é que o cérebro arquiva dois tipos principais de dados: os primeiros, de curto prazo, como nomes, fisionomias ou números de telefone (muitas vezes, por pouquíssimo tempo); e os outros estão na memória de longo prazo, de forma implícita ou explícita, na qual são guardadas informações como pedalar e trocar a marcha do carro, por exemplo, ou vagas lembranças, como um momento daquela viagem dos sonhos.

Agora, imagine só uma empresa e a quantidade de informações que esse organismo vivo dispõe. Projete a possibilidade de essas informações serem tratadas somente pela mente humana, sem apoio algum da tecnologia. Provavelmente, a essa altura, se você respondeu “impossível”, acertou.

Digo mais: está ficando cada vez mais inverossímil gerenciar um negócio, em consecutiva mudança e evolução natural do mercado, sem a tecnologia adequada.

Nesse esquema, entra em cena o gerenciamento eficaz produzido por AIOps, acrônimo de Artificial Intelligence for IT Operations, ou seja, inteligência artificial para operações de TI (Tecnologia da Informação).

Uma vez que os ambientes organizacionais já deixaram de lado o poder de “saber o que está por vir”, a verdade é que está havendo uma forte demanda por infraestruturas de TI cada vez mais avançadas e baseadas em informações que têm competência para se reinventar em frações de segundos.

Neste aspecto, as principais vantagens de AIOps são: atenuação de diferentes riscos (como identificação de contas corrompidas, tentativas sequenciais de acesso não autorizado e comportamentos suspeitos); e, principalmente, o auxílio à mente humana para se concentrar em tarefas que lhe trarão maior valor agregado.

De acordo com a AIOps Exchange, o mercado de inteligência artificial para TI ganhou força durante a pandemia da Covid-19.

Então, se em 2019 foi registrado que 45% das organizações procuravam as soluções AIOps para analisar e determinar a provável causa dos incidentes e prever problemas futuros, hoje esse número é bem maior!

E a tendência, pelo que estamos acompanhando, é que haja uma explosão de demanda por AIOps ainda em 2022, porque, além de antever problemas, a tecnologia aperfeiçoa ainda mais a hiperautomação, eliminando erros nos fluxos de trabalho por intervenção humana e, portanto, se tornando parte fundamental no processo de diagnóstico e correção.

A propósito, o cenário é bem promissor para os próximos anos, com esperança de investimentos bilionários em estruturas de IA, conforme mostra a International Data Corporation (IDC), a qual diz que os gastos globais com AIOps chegarão à marca de US$ 110 bilhões em 2024.

As empresas que já estão apostando nessa tendência sabem que, ao possibilitarem que a inteligência artificial faça parte da infraestrutura das operações de TI como protagonista – e não mais como coadjuvante –, atingem a efetividade de que realmente necessitam, por três principais razões, pontuadas pela consultoria Gartner:

1) a observação/monitoramento, em que é possível, graças ao acompanhamento ininterrupto dos dados, ter acesso a informações atuais e históricas, métricas de ocorrências, análise de performance e irregularidades;

2) o engajamento, visto que, por estar associada ao gerenciamento de serviços de TI, a AIOps abarca a automação de tarefas, análise de riscos e de desempenho e gestão do conhecimento por meio de notificações sobre incidentes, dependências e mudanças;

3) a ação/automação, na qual, a partir dos dados coletados, o sistema estrutura scripts, runbooks e hiperautomações de prevenção de falhas em sistemas, aplicações ou servidores.

* Emauri Gaspar é cofundador da Run2biz.

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Fonte: Engenharia de Comunicação



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