Grupo WhatsApp

Análise de dados e a saúde dos colaboradores nas empresas

Análise de dados e a saúde dos colaboradores nas empresas

15/08/2022 Bruno Souza de Oliveira

Como a análise de dados está ajudando empresas a melhorar a saúde dos colaboradores.

"Prevenir é melhor do que remediar". O ditado popular reforça um tema muito debatido entre os executivos de RH e Gestão de Pessoas: colaboradores saudáveis têm produtividade maior.

Contudo, infelizmente, estamos longe disso. Estudo da International Stress Management (ISMA) considerou a força de trabalho brasileira como a segunda mais estressada do mundo, sendo que 72% dos trabalhadores no Brasil sofrem de estresse e 32% de síndrome de burnout.

Em dez anos, o número de funcionários que buscaram auxílio psicológico aumentou 250% segundo dados da consultoria Optum.

Quando um quadro crônico afeta a saúde e o bem-estar do colaborador é associado ao momento econômico, o cenário fica ainda mais grave.

O fato pode ser constatado por um estudo da Mercer March Benefícios: no Brasil, entre 2012 e 2019, o custo médico-hospitalar subiu impressionantes 149%. O crescimento é 4 vezes maior do que a inflação.

O aumento do estresse no trabalho, aliado à falta de acompanhamento médico e do autocuidado com a saúde trazem consequências que impactam as empresas, como: aumento de turnover por baixa lealdade; baixa produtividade, engajamento e performance; aumento de custos com afastamentos por doenças, absenteísmos e horas improdutivas causadas por problemas de saúde (presenteísmo); e custo de oportunidade (perda de receita, interrupção de projetos e outras oportunidades perdidas por conta da ausência por saúde).

Diante desse cenário complexo, a forma das empresas lidarem com os benefícios está mudando. Hoje, não basta apenas oferecer recursos, é preciso medir como estão sendo utilizados e seus impactos no ambiente de trabalho.

O Health Analytics usa o conceito de inteligência de dados. Tem como base o comportamento de consumo de medicamentos dos colaboradores e gera estatísticas que ajudam os gestores na detecção de possíveis problemas de saúde e na tomada de decisão para solucioná-los.

As análises mostram a presença de doenças crônicas, epidemias e outros indicadores na companhia. Claro, tudo isso de forma anônima.

Health Analytics já é realidade em grandes empresas

Danone, Creditas, Leroy Merlin e Hypera Farma são algumas das marcas que adotaram os benefícios do Health Analytics.

No caso da Danone, a companhia está disposta a mudar a relação de seus colaboradores com a própria saúde.

A empresa do segmento alimentício lançou no início de 2020, antes mesmo da pandemia da covid-19, um programa inovador para refundar protocolos de autocuidado e a própria noção que o time tinha sobre bem-estar. 

A empresa entende que é preciso ir além da relação mais usual entre empregado e empregador — as pessoas acham que têm o direito de receber saúde, e o empregador precisa prover isso.

Porém, quando o colaborador entende que o plano é dele, ele usa do jeito que quer, e isso não traz benefícios para si ou para a empresa.

A Danone vem trabalhando a questão da autogestão da saúde, fazendo o funcionário entender que é responsável pelo seu próprio bem-estar. A missão é empoderar seus colaboradores no cuidado com sua saúde, tendo a empresa como parceira.

A atenção com a saúde dos colaboradores foi dividida em quatro níveis. No primeiro estágio, a companhia colocou as ações voltadas a evitar que as pessoas adoeçam; no segundo, as iniciativas que cuidam de quem apresenta um quadro de doenças.

O terceiro patamar refere-se aos quadros crônicos, e o ciclo termina com um trabalho de assistência social na quarta etapa.

A Danone criou, então, um cabedal de ferramentas para prestar suporte a cada fase, com aplicativos para suporte a exercícios físicos, meditação e mapeamento da saúde mental.

Foi uma reformulação de mindset na empresa, facilitada pelas informações do Health Analytics.

A análise de dados da saúde dos funcionários veio para ficar, contribuindo com tomadas de decisões dos gestores que melhorem o ambiente de trabalho e, principalmente, a saúde dos colaboradores.

* Bruno Souza de Oliveira é cofundador e diretor de operações e tecnologia da healthtech Medipreço.

Para mais informações sobre análise de dados clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Fonte: Pólvora Comunicação



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca