Grupo WhatsApp

Apesar da polarização radical, brasileiros não abrem mão da Democracia

Apesar da polarização radical, brasileiros não abrem mão da Democracia

11/02/2024 Wilson Pedroso

Desde as eleições presidenciais de 2018, temos percebido a intensificação da polarização política no país, com eleitores cada vez mais divididos.

As pessoas estão falando mais sobre ideologia partidária, o que, muitas vezes, resulta em discursos de intolerância e ódio.

Apesar da radicalização, há um alento: os brasileiros são unânimes no apoio à Democracia, que tem como algumas de suas principais vertentes a igualdade dos cidadãos perante a lei e o direito ao voto com eleições livres.

Esse cenário fica evidente ao analisarmos os resultados de pesquisas recentes. Em levantamento realizado pelo instituto Atlas Intel e divulgado no último dia 6 de fevereiro, os brasileiros apontam a polarização como maior fator de conflito social no país.

As pessoas estão sentindo o impacto das brigas ideológicas no cotidiano de suas vidas, com reflexos nas relações de família, trabalho e amizades.

Segundo mostrou a pesquisa, a divisão social provocada pelas divergências de apoios políticos ficou à frente de questões como, por exemplo, classe social, raça e religião.

Outra pesquisa que nos ajuda a analisar esse cenário e traçar o perfil do eleitorado foi realizada no segundo semestre do ano passado pela APPC Consultoria e Pesquisa, sob minha curadoria.

Na época, 47% dos entrevistados declararam ter interesse “alto” ou “muito alto” por política, enquanto aqueles que responderam ter interesse “muito baixo” ou “nenhum” somaram menos de 25% do total.

Além disso, 45% dos eleitores declararam que o interesse por política “aumentou” hoje, em comparação com os últimos dez anos.

E mais da metade, 61%, disse que “sempre” ou “quase sempre” costuma conversar sobre política com amigos e familiares. A consulta foi feita no estado de São Paulo, mas é uma amostra importante do comportamento do eleitorado.

Se as pessoas falam mais sobre política e expõe livremente suas opiniões, ainda que muitas vezes radicalizadas, é porque vivem em um estado democrático, que lhes garante exercer o livre direito de expressão. E elas sabem disso.

Se retornarmos à pesquisa Atlas Intel, divulgada agora no início de fevereiro, 62% dos entrevistados declararam ter opinião positiva sobre a Democracia Liberal, contra apenas 16% que avaliam o modelo como negativo.

Ou seja, os brasileiros acreditam na importância da preservação dos princípios presentes na Constituição Federal.

Há mais dados que corroboram essa tese. Pesquisa Genial/Quaest divulgada no início de janeiro mostrou que, um ano após os atos de 8 de janeiro, 89% dos brasileiros se posicionaram contrários aos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A estatística nos mostra que, independentemente de apoio ou posição política, o povo brasileiro reprova atos que possam colocar o estado democrático em risco.

Ou seja, não há espaço para golpes no Brasil. A sociedade tem, sim, defendido, de forma ferrenha, as lideranças políticas que as representam do ponto de vista ideológico, mas não abrem mão da Democracia.

* Wilson Pedroso é consultor eleitoral e analista político com MBA nas áreas de Gestão e Marketing.

Para mais informações sobre democracia clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Fonte: Júlia Guimarães



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca