Grupo WhatsApp

As perspectivas da economia global para 2075

As perspectivas da economia global para 2075

20/08/2023 João Alfredo Lopes Nyegray

Seja em negócios ou em economia, não é possível prever o futuro, mas pode-se analisar as perspectivas do que virá a partir dos dados atuais.

É o que fez recentemente o Goldman Sachs (GS), uma renomada instituição financeira global fundada nos EUA em 1869.

Trata-se de uma das principais empresas do mundo em termos de investimento, gestão de ativos e valores mobiliários; com uma equipe altamente qualificada de analistas e economistas que realizam pesquisas abrangentes sobre os mercados financeiros, a economia global e diversos setores industriais.

Enquanto hoje os 10 maiores PIBs globais são – em ordem – EUA, China, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Índia, Itália, Brasil e Canadá; o Goldman Sachs projeta um cenário bastante diferente para os próximos 50 anos.

De acordo com a instituição, o atual líder, os Estados Unidos, caiu para o terceiro lugar, ultrapassado por China e Índia. Mais do que isso, a recente análise do GS projeta uma crescente importância dos países emergentes.

Os países emergentes, também conhecidos como economias emergentes, são nações que apresentam rápido crescimento econômico e industrialização crescente, geralmente acompanhados por um aumento no padrão de vida de parte de sua população.

Esses países estão em transição de economias agrárias ou de baixo desenvolvimento para economias mais industrializadas e tecnologicamente avançadas, num processo que se iniciou após o final da Guerra Fria.

Ainda que o termo “país emergente” venha sendo utilizado com cada vez mais frequência, a classificação de um país como tal não possui critérios universais, podendo variar a depender das instituições e agências que a utilizam.

Geralmente os países emergentes têm algumas características em comum, como rápido crescimento econômico, urbanização acelerada e o desenvolvimento do setor industrial.

Na projeção do Goldman Sachs para 2075, países emergentes como Indonésia, Nigéria, Paquistão e Egito não apenas estarão entre as 10 maiores economias do mundo, como estarão à frente do Brasil. Desses, Nigéria, Egito e Paquistão não estão entre as 20 maiores economias do mundo atualmente.

Além desse fato, outro ponto que chama atenção na projeção do GS é a questão populacional. Enquanto atualmente China e Índia são os únicos países do globo a terem mais de um bilhão de pessoas (1,4 bilhão de habitantes cada país), estima-se que a população chinesa cairá para 1 bilhão, enquanto a indiana deverá alcançar 1,7 bilhão.

Países com menor população, mas economicamente muito relevantes hoje, como França e Coreia do Sul, tendem a perder espaço.

O que explica, de acordo com o GS, que países que hoje não são potências – como Egito e Paquistão – e que figurarão entre as 10 maiores economias do mundo é tanto o seu crescimento econômico quanto seu crescimento populacional.

Essas duas nações, Egito e Paquistão, passarão o Brasil que – nos últimos 15 anos – teve um crescimento econômico muito lento.

Para o Goldman Sachs, Nigéria, Paquistão e Egito vão “com as políticas e instituições adequadas, se tornar algumas das maiores economias do mundo”.

Esse é, sem dúvidas, o efeito de termos uma economia deitada eternamente em berço esplêndido: seguimos fadados a ser o país de um futuro que nunca chega.

* João Alfredo Lopes Nyegray é doutor e mestre em Internacionalização e Estratégia. Especialista em Negócios Internacionais.

Para mais informações sobre economia clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

 

Fonte: Central Press



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca