Grupo WhatsApp

Brasileiros devem investir mais no exterior em 2022

Brasileiros devem investir mais no exterior em 2022

18/11/2021 Jayme Petra de Mello Neto

Com um cenário econômico e político instável no âmbito nacional, muitos brasileiros estão intensificando os investimentos no exterior.

E, se antes as apostas eram apenas no mercado financeiro ou, no máximo, na aquisição de imóveis de veraneio, hoje, muitos estão apostando na abertura de empresas em outros países com a finalidade de diversificar suas fontes de renda.

Dados do Banco Central mostram que o total de investimentos financeiros fora do país somou o equivalente a US$ 61,6 bilhões só entre janeiro e agosto deste ano – uma alta de 44% em relação 2020 inteiro. Boa parte desse fenômeno é advinda da segurança jurídica cada vez maior nessas transações internacionais.

Atualmente, tanto pessoas físicas quanto jurídicas tem fácil acesso aos investimentos estrangeiros. E, as opções são muitas. Há tanto os que buscam aplicações financeiras quanto os que estabelecem uma operação fora do Brasil.

Nesses casos, notamos tanto situações de empresas que buscam a terceirização de suas produções em países de baixo custo, como China, Índia, Indonésia e Paquistão, quanto aquelas criadas para gerar riqueza local.

Nesse sentido, temos percebido muitos filhos, netos e até bisnetos de imigrantes europeus voltando ao país de origem de seus ancestrais a fim de investir em mercados extremamente elitizados, como os de produtos de luxo ou gourmet.

Na maioria dos casos, o objetivo é a satisfação pessoal e a geração de uma renda extra, sem fazer nenhum tipo de negócio com o Brasil.

Independentemente da opção escolhida, é fundamental contar com ajuda especializada. O investimento no exterior pode ser muito atrativo, mas é preciso garantir a legitimidade das operações, a fim de evitar problemas com a Receita Federal.

É preciso comprovar a origem lícita do dinheiro e fazer as devidas declarações para fins de imposto de renda, evitando desgastes futuros.

Esse cuidado é fundamental para que essas operações não sirvam para lavar dinheiro originado do tráfico de drogas ou exploração sexual, por exemplo.

Apesar da atratividade desses investimentos, cabe destacar que a segunda fase da reforma tributária pretende eliminar algumas vantagens fiscais, buscando instituir o chamado regime de tributação automática dos lucros auferidos por entidades controladas por pessoas físicas e localizadas em paraísos fiscais.

Essas sociedades costumam ser utilizadas por pessoas físicas residentes fiscais no Brasil como holdings patrimoniais offshore.

Na tributação automática, o resultado positivo auferido pela entidade offshore deverá ser submetido à tributação no Brasil na data do balanço no qual tiverem sido apurados, conforme as alíquotas progressivas do IRPF de até 27,5%, independentemente de sua efetiva distribuição.

Como as regras mudam com frequência, quem deseja iniciar sua jornada nos investimentos externos, seja por meio de pessoa física ou jurídica, deve ser bem assessorado e evitar opções aparente benéficas demais, com altos riscos jurídicos por trás.

Essas operações demandam conhecimento específico tanto nas leis do Brasil quanto nas do país em que se pretende investir.

O processo exige o cumprimento das obrigações perante o Banco Central, a coleta de todas as informações financeiras para a Receita e, principalmente, a devida comprovação da origem dos recursos a serem utilizados.

O acompanhamento contínuo dessas operações também é fundamental, afinal, muitas leis são alteradas com frequência, tanto aqui quanto no exterior. É preciso se manter sempre atento e atualizado sobre possíveis mudanças de regras.

Com todos esses cuidados, é possível obter um investimento muito mais seguro, com foco principalmente na diversificação do patrimônio.

* Jayme Petra de Mello Neto é advogado do escritório Marcos Martins Advogados e especialista em Direito cível e societário.

Para mais informações sobre investimentos no exterior clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Fonte: InformaMídia



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca