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Celular é um bom presente para crianças?

Celular é um bom presente para crianças?

10/12/2009 Reinaldo Domingos

Com a proximidade do natal, muitas crianças pedem de presente aparelhos celulares. Por esse motivo, muitos pais me questionam sobre a hora de dar essa ferramenta para os filhos e como combater o uso excessivo pelas crianças e jovens, evitando que o celular se torne uma fonte inesgotável de despesas para famílias.

Sempre alerto que já tive contato com casos de jovens que, sem controle, gastaram verdadeiras fortunas com ligações, envio de mensagem ou com aplicativos, como músicas e jogos. Outro problema é que esses aparelhos servem como uma distração, prejudicando o desempenho na escola e em outras atividades extracurriculares. Assim, a ação de comprar um aparelho para uma criança tem que ser muito bem refletida pelos adultos, começando por uma pergunta básica: Com que idade dar o primeiro celular? Como em quase tudo na vida, não existe uma data exata, isso dependerá da percepção dos pais. A aquisição de um celular dependerá muito da utilidade que terá e da necessidade que ele irá suprir. Esse aparelho é importante quando a criança começa a sair sozinha, pois é uma ferramenta de localização e comunicação em casos de problemas. Mas, é necessário muito cuidado para que ele não seja usado de forma abusiva e compulsivao.

Para que isso não ocorra, é preciso ter a sensibilidade de orientar e conversar para que se tenha consciência que celular é para uma necessidade de comunicação e deve ser utilizado com muita rapidez. Na hora de comprar, um ponto a ser analisado é se o aparelho será pré ou pós pago. No início, a melhor opção são os aparelhos pré pagos, pois, com ele é possível estabelecer o quanto a criança poderá utilizar mensalmente. Contudo, caso jovem extrapole o valor rapidamente, é importante uma conversa, mostrando que não poderá colocar mais crédito até o inicio do próximo mês. É importante frisar que os pais não devem ceder. Caso faça isso, criará a idéia de que sempre existe uma alternativa. Pode ter certeza, no futuro essa alternativa será o endividamento.

É interessante também incentivar os jovens a utilizarem benefícios que as operadoras dão aos usuários, como desconto para os números que ela mais liga. Isso mostrará que o jovem pode economizar em pequenas ações. A aquisição do aparelho deve ser uma ação em conjunto, para que o jovem aprenda com a negociação, para isso estabeleça um valor antes de sair para comprar. Não compre aparelho muito caro, por mais que a criança seja responsável, a chance de perder ou quebrar o aparelho é muito grande, sem contar que aparelho muito caro é chamariz para bandidos. Quanto aos aplicativos, também deve haver uma limitação mensal por parte dos pais. Tomando esses cuidados, pode acreditar, o celular será uma ótima alternativa de comunicação entre pais e filhos.

*Reinaldo Domingos é Educador e terapeuta financeiro. Também é autor do livro “Terapia Financeira -(Editora Gente) e presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira.



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