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Como as crises da economia mundial afetam os jovens

Como as crises da economia mundial afetam os jovens

01/05/2025 Benedicto Ismael Camargo Dutra

Tudo ficou desequilibrado na política e na economia global, uns levando vantagens continuamente e muitos tomando perdas como numa rigidez ditatorial.

Pouca atenção tem sido dada para o aprimoramento mental e espiritual da espécie humana. Algo imprevisto veio contra a rotina da desigualdade e começou essa balbúrdia.

É a reciprocidade da lei da vida, cada um colhe o que semeia. Algo que os homens não querem respeitar, pois sempre querem levar vantagens.

As decisões do governo Trump vieram com forte impacto sobre a situação de ganhos e perdas de grupos e nações que promovem a desigualdade na distribuição da riqueza, prejudicial a muitos, causando confusão e incerteza.

Também faz parte do plano de manter o predomínio do dólar. Mas a realidade vai acontecendo indiferente aos planos dos homens que só pensam em seus interesses. Fortes acontecimentos estão demonstrando aos arrogantes a força das leis da Criação.

Há tempo ouve-se que a qualquer momento haveria uma correção na Bolsa e seus papéis. Eventos especiais podem causar baixa nas cotações, mas ativo consistente não deveria ter flutuação tão sensível, a menos que tenha tido uma valorização superior ao valor real. Nesse sobe desce muitos perdem, poucos ganham.

Após o acordo monetário de 1985, chamado Plaza, o Japão teve de se ajustar à valorização do iene, de 240 para 120 por dólar. A situação atual provocada pelas novas tarifas é inversa. Será que a China promoverá desvalorização do yuan? 

Desvalorizar a moeda é uma tática para baratear a exportação em dólar. Se o yuan, a moeda chinesa, for desvalorizada, a situação não deverá piorar muito para o importador.

As moedas se tornaram uma caixa de surpresa de volatilidade. Quem conhece as surpresas ganha dinheiro sem esforço algum.

A Bolsa, com sua gordura anunciada, derrapou e as novas tarifas entraram como bode expiatório. Tudo foi monetizado, e com dinheiro insuficiente, as dívidas em geral aumentaram, principalmente as dívidas das nações.

Um inusitado impulso vem acelerando os acontecimentos mundiais fazendo com que venha à tona tudo que estava encoberto.

Com estrondos, evidencia-se a cobiça por riqueza e poder como a motivação básica que, de forma oculta, tem impedido a evolução espiritual da humanidade.

O fato é que está ficando difícil contratar colaboradores para várias atividades. O ser humano é o responsável para construir a sua própria história; para isso tem de participar de tudo o que faz, algo que se tornou duplamente difícil, de um lado por gerações que não estão procurando por isso, optando por um viver descomprometido; de outro, indivíduos seguindo processos já definidos, com pouco espaço para criatividade, promovendo a robotização.

Faltaram propósitos nobres, voltados para o bem geral da parte dos tomadores de decisões, sejam dirigentes políticos e empresariais, e consequentemente da população também.

Todos juntos deveriam alcançar as metas enobrecedoras e se realizarem, para chegar a patamares mais elevados de atuação e evolução.

Os adolescentes veem as crises e ficam pensando: que vida é essa? Ao concluir essa fase, os jovens deveriam estar fortalecidos para a vida adulta, com propósitos voltados para o bem geral, mas se ressentem da falta disso ao observar o comportamento dos administradores das nações, das corporações e das empresas.

Nesse ambiente, os colaboradores se sentiriam motivados para que todos juntos se empenhassem na conquista das metas construtivas e beneficiadoras.

No entanto, é preciso entender que os seres humanos são diferentes, mas juntos, homens e mulheres reúnem força poderosa; porém, quando entram em competição acirrada acabam sofrendo perdas.

Assim o viver se tornou áspero e os adolescentes são os primeiros a captar essa angústia, e sem o conhecimento do significado da vida, da sua finalidade e das leis universais que a regem, acolhem no seu íntimo a revolta destrutiva, quando em vez disso deveriam sair da adolescência fortes e preparados para um viver construtivo, beneficiador e natural.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP.

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Fonte: Silvia Giurlani



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