Grupo WhatsApp

Empresas com dívidas devem rever seu planejamento financeiro

Empresas com dívidas devem rever seu planejamento financeiro

21/03/2023 Beatriz Machnick

É bastante desafiador o retrato da vida financeira dos brasileiros: de acordo com o Banco Central, cerca de 12,2 milhões de pessoas terminaram o ano de 2022 com um nível de endividamento considerado de risco.

É uma realidade que atinge sobretudo pessoas físicas e micro e pequenos empreendedores, mas também assombra empresas maiores de todos os ramos – haja vista o noticiário recente.

Primeiro, é importante esclarecer os termos. Você sabe a diferença entre endividamento e inadimplência? Estar endividado significa contrair uma dívida, e comprometer-se com seu pagamento futuro.

Já a inadimplência vem quando esse pagamento está em atrasado, ou seja, não é pago no prazo combinado. A principal consequência é que, no segundo caso, o nome do consumidor é negativado junto a órgãos de proteção ao crédito.

Quando o endividado é uma empresa, sabemos que existem linhas de crédito específicas, com contratos diferenciados.

Principalmente durante a pandemia, foram criadas medidas extraordinárias para salvar o empresariado, como a adoção de prazos mais flexíveis, e de novas formas de pagamento.

É muito importante que a empresa atente ao tipo de contrato bancário estabelecido, de forma que haja segurança jurídica e evitando cláusulas abusivas.

O objetivo é evitar tanto a quebra do contrato quanto a inadimplência, e em situações inusitadas, como foi o caso da pandemia, é possível realizar sua revisão: a desproporção entre as prestações, a função social do contrato, entre outros quesitos podem levar à revisão.

Nesses casos, algumas das soluções podem ser a suspensão do contrato, o aumento do prazo de pagamento ou a diminuição do valor das parcelas.

É sabido que taxas de juros escondem grande risco para o contratante da dívida, e devem ser negociadas de antemão.

Se pensarmos que taxas razoáveis, elas costumam ir de 1 a 3% ao mês, é preocupante verificar que muitos contratos de financiamento bancário fixam juros muito acima desses valores.

Quando for necessário negociar, procure garantias de segurança: falar diretamente com o responsável por seu contrato; e denunciar qualquer tipo de coação no processo do pagamento.

Em casos extremos, recomendo buscar consultoria jurídica. Por isso insisto na necessidade de planejamento financeiro, seja para a pessoa física ou jurídica.

Coloque tudo em sua planilha; separe os gastos pessoais dos da empresa; livre-se das dívidas antes de pensar em qualquer novo gasto; e revise suas metas a cada período de seis meses.

Educação financeira e muita disciplina serão o único remédio: determinação já salvaram e transformaram muitas empresas!

* Beatriz Machnick é professora, contadora, especialista em Controladoria e Finanças, mestre em Governança e Sustentabilidade.

Para mais informações sobre planejamento financeiro clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Fonte: Smartcom Inteligência em Comunicação



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca