Grupo WhatsApp

Liberdades, ideias, inovações e Estado-Babá

Liberdades, ideias, inovações e Estado-Babá

03/06/2023 Alex Pipkin

Não é difícil constatar porque os próximos quatro anos no Brasil serão de retrocessos e, ainda pior, de impactos severamente negativos para gerações futuras de jovens brasileiros.

Exemplos tais como a recepção do ditador venezuelano Nicolás Maduro com honras de Estado no país comprovam que se tem o retorno de uma visão de mundo defensora do Estado grande, benfeitor, centralizador e, verdadeiramente, autocrático, perpetuando-se a chaga da dependência.

Não deveria ser surpresa, pelo menos para aqueles que estudaram e conhecem a história, que a maior prosperidade é grandemente dependente da liberdade.

Alguns poderiam objetar trazendo à tona o caso chinês, em que, embora inexista liberdade individual, não há dúvidas de que a liberdade econômica foi o grande motor do crescimento, sobretudo, a partir de 1978.

Parece-me uma questão em aberto a longevidade da situação de escassez de liberdades individuais com crescimento econômico chinês.

Objetivamente, nos mais de 200 anos anteriores, o mundo deu um salto econômico positivo em razão das liberdades individuais e econômicas.

Pois está de volta no Brasil a ideia de que a solução para a vida dos cidadãos deve vir do Estado inchado, este sendo o ator protagonista, ao invés das pessoas e das empresas.

Seguramente, o protagonismo estatal não enseja que é esse o farol adequado da trilha da prosperidade para todos.

O Estado deve ser limitado e eficiente, em especial quanto à garantia dos direitos individuais e da imperiosa necessidade de igualdade perante às leis – portanto, da genuína justiça.

De outro lado, a história demonstra que o crescimento econômico ocorre quando há liderança por parte do setor privado, não do governo.

Do governo devem partir os incentivos adequados para a geração de empregos, de renda e de riqueza nos mercados.

O verdadeiro progresso advém da ampla liberdade de os indivíduos poderem pensar e agir de acordo com aquilo que acreditam e desejam para suas próprias vidas.

A ideia de que um governo, do alto de sua sabedoria superior, possa definir o que é melhor para seus cidadãos, além de ser comprovadamente um equívoco, expressa claramente um viés autoritário.

Ademais, vive-se por aqui um momento tenebroso de parcialidade e de grotesco ativismo judicial, com o judiciário legislando e interpretando leis ao seu bel prazer. Os atos de censura são transparentes e se multiplicam cada vez mais.

O que faz um país se desenvolver econômica e socialmente são as inovações, no modelo schumpeteriano da destruição criativa, e essas são frutos das ideias criativas de pessoas e de organizações que investem e trabalham em livre associação com outros indivíduos a fim de criarem novas soluções para os consumidores e para toda sociedade.

É importante ressaltar que soluções inovadoras dizem respeito tanto àquelas que transformam os padrões existentes como também às pequenas inovações incrementais que são realizadas pelos chamados “pequenos inovadores”.

Distintamente da retórica que se está a ouvir e a presenciar, especialmente nesta última década, o alcance do progresso por meio das inovações não decorre da mente “superior” de burocratas estatais que se arrogam o direito de definir o que os cidadãos devem pensar, dizer, fazer e em que devem focar.

Pelo contrário, tem origem nas ideias que nascem e que se movem, definitivamente, por uma ordem espontânea, portanto, incapaz de ser administrada, centralizada e orquestrada por um ente estatal. Nesse contexto, os representantes do povo têm como obra principal evitar o mal maior.

Penso que o estatismo presente, e a ideia em voga da “grandeza do Estado-Babá”, suprimindo as compulsórias liberdades, são as armas letais para o surgimento de inovações e do respectivo progresso nacional.

Quando se aprenderá e se porá em prática que o que se necessita são liberdades individuais e econômicas?

Que se suprima, em definitivo, a ideia de que os brasileiros precisam da Babá-Estado e de cuidados de burocratas estatais quanto ao que devem ou não fazer.

* Alex Pipkin  é Colunista do Instituto Liberal, é doutor em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS.

Para mais informações sobre liberdade clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Fonte: ASF Comunicação



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca