Grupo WhatsApp

O Estado Brasileiro é como um Bebê Reborn: caro e sem vida

O Estado Brasileiro é como um Bebê Reborn: caro e sem vida

29/05/2025 André Charone

Os bebês reborn são obras de arte. Feitos à mão, com riqueza de detalhes, pele realista, cheirinho de talco, roupinhas importadas. Custa caro, exige cuidados, mas no fundo, não choram, não crescem e não têm vida. Uma ilusão bem-produzida.

Assim é o Estado brasileiro. Uma estrutura maquiada para parecer eficiente, inclusiva e próspera. Mas, por dentro, o que temos é um simulacro de funcionamento: burocrático, ineficiente, disfuncional.

A cada nova eleição, troca-se a roupinha, dá-se um nome novo ao boneco, mas o “bebê” continua sem vida própria, mantido artificialmente às custas do sacrifício dos contribuintes.

1. Custa caro e não entrega nada

Assim como um bebê reborn pode custar R$ 2.000, R$ 5.000 ou até R$ 10.000, o Estado brasileiro custa mais de R$ 3 trilhões por ano, só em arrecadação tributária.

Em troca, o brasileiro enfrenta filas no SUS, insegurança nas ruas, escolas públicas sem estrutura e serviços que parecem um brinquedo quebrado.

Segundo o IBGE, em 2024, mais de 62 milhões de brasileiros viviam em situação de insegurança alimentar. E isso em um país que gasta quase 35% do PIB com carga tributária maior que a média da OCDE.

2. Bonito na propaganda, mas irreal no dia a dia

A propaganda estatal é impecável: programas sociais anunciados com pompa, promessas de inclusão, campanhas de marketing com slogans cativantes.

Mas na prática, a máquina pública é lenta, inchada e majoritariamente voltada para manter privilégios corporativos.

Como o bebê reborn nas vitrines, o Estado é feito para parecer perfeito. Só quem convive de verdade com ele, empresários, microempreendedores, professores da rede pública, servidores de base, percebe o quanto ele é inerte.

3. Precisa de cuidados diários... e quem cuida é o contribuinte

Assim como o bebê reborn precisa ser limpo, vestido, alimentado, ainda que não tenha necessidades reais, o Estado brasileiro exige atenção constante: renovações, declarações, licenças, autorizações, guias de recolhimento, obrigações acessórias...

Uma burocracia que engole mais de 1.500 horas por ano só para se pagar tributos, segundo o Banco Mundial.

Quem sustenta tudo isso? O trabalhador, o empresário, o autônomo que são tratados como culpados até que provem o contrário.

4. Não tem autonomia: depende da "boa vontade" de quem o manipula

O bebê reborn só se move quando alguém o carrega. O Estado brasileiro também. Depende do Congresso, do Judiciário, de coalizões, de interesses.

Raras são as políticas de longo prazo. Tudo gira em torno de votos, de poder, de conveniências. Planejamento? Só o de manter-se no cargo.

Enquanto isso, as reformas estruturais vão sendo empurradas com a barriga. A reforma tributária de 2023, por exemplo, criou mais dúvidas que soluções, e promete só começar a funcionar plenamente em 2033. Até lá, continuamos cuidando do “boneco” como se fosse um filho real.

5. Pode até emocionar, mas não tem futuro

Muita gente se encanta com o bebê reborn, e há quem realmente se envolva emocionalmente. Mas todos sabem que ele não vai crescer, nem amadurecer. O Estado brasileiro, da forma como está, também não.

Enquanto se mantiver dependente da arrecadação crescente e da expansão desenfreada da máquina pública, será sempre uma criança mimada, incapaz de andar com as próprias pernas. E quem paga o berçário, a babá e os mimos? Nós.

Hora de parar de brincar de boneca

Está na hora de o Brasil crescer. De parar de se iludir com discursos populistas e enxergar que o Estado não é um bebê que precisa ser mimado, mas uma instituição que deve servir à população.

Precisamos de um Estado eficiente, transparente, enxuto e comprometido com resultados, e não com aparências.

A era do “bebê reborn estatal” precisa acabar. Porque, diferente de uma boneca de coleção, o Brasil tem gente de verdade.

E essas pessoas merecem um país vivo, pulsante e funcional, não um enfeite bonito que só serve para fotos.

* André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA).

Para mais informações sobre Estado brasileiro clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Todos os nossos textos são publicados também no Facebook e no X (antigo Twitter)

Quem somos

Fonte: Rodrigo Almeida



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca