Grupo WhatsApp

O menino do cérebro quebrado

O menino do cérebro quebrado

26/05/2023 Marco Antonio Spinelli

Durante os anos de Ensino Fundamental, o menino Jim Kwik teve um acidente grave, com um trauma de Crânio que lhe causou sequelas de dificuldades de aprendizado: não conseguia manter o foco nas aulas e nas lições, aprendia com dificuldade e sua Memória também era falha.

Ele demorou três anos a mais que seus colegas para se alfabetizar. Um dia, uma professora de sua escola se referiu a ele como “o menino com o Cérebro quebrado”.

As pessoas pensam que as crianças não entendem e esquecem. Mas elas entendem e não esquecem esse tipo de conversa. Para melhorar a sua capacidade de leitura, Jim começou a ler gibis dos X-Men.

A identificação era imediata: crianças que eram diferentes e por isso, estigmatizadas e rejeitadas, eram acolhidas na escola do professor Xavier (de onde deriva o nome X-Men, os homens do Professor Xavier) e onde as causas de sua exclusão acabavam virando seus superpoderes.

Jim Kwik leu que a escola dos X-Men ficava em sua cidade, o condado de Westchester, Nova York, e passava horas andando com sua bicicleta, tentando encontrar o professor Xavier. Isso foi mais uma decepção em sua infância. A escola só existia nos gibis.

Jim Kwik não sabia, mas no seu futuro ele iria cumprir a mesma tarefa dos X-Men: transformar a sua ferida em um superpoder. Quando estava na faculdade, continuava indo mal, pensando em desistir.

Um amigo o convidou para passar um feriado com seus pais. O pai de seu amigo percebeu sua angústia e vontade de desistir. Foi na prateleira e pegou livros de auto-desenvolvimento e mentalização.

Além desses livros, esse momento marcou um ponto de virada para o garoto: ele não era o menino do Cérebro quebrado, seu Cérebro era um supercomputador que podia e devia ser reprogramado. Só que isso leva tempo e demanda esforço e repetição.

O rapaz ficou apaixonado por uma ideia que mudou a trajetória de sua vida: as escolas ensinam o que aprender, não como aprender. Ele começou a estudar como aprender.

O principal insight que abriu muitos caminhos foi que o aprendizado é um ato ativo, não um engolir passivo de informações.

Nosso modelo de educação vem do século XVIII e visava criar força de trabalho em escala, com capacidade de repetição de tarefas e aprendizado passivo. Jim Kwik transformou seu aprendizado em um processo ativo.

Para isso, desenvolveu seus três Ms: Mindset, Método e Motivação. Quem trabalha com qualquer grupo, não só de alunos, mas grupos de trabalho ou de gestão de projetos, sabe a dificuldade que é implantar um sistema como esse.

O Mindset é a mentalidade. Acho que a mentalidade mais difícil de se implantar é a que abriu todos os caminhos para Jim: uma mentalidade de Desenvolvimento.

O seu Cérebro pode ser treinado para se desenvolver. Tem um potencial imenso e normalmente pouco utilizado. E aqui vai uma opinião desse que vos escreve: a mentalidade é de tolerar e mesmo se alimentar dos erros como forma de aprendizagem.

Temos gerações de pais apavorados e com medo de traumatizar os filhos, isso tem criado, como tenho repetido nesses artigos, gerações de jovens fragilizados, que não tem método ou entendimento da resolução de problemas.

Daí passamos para os itens mais difíceis da lista: o Método e a Motivação. Para ter um, tem que ter o outro. A motivação para Jim Kwik era deixar de ser o menino do Cérebro quebrado.

Hoje ele é um treinador das habilidades que lhe faltavam na escola: Foco, Memória, capacidade de Aprendizado. O método é aprender como se você fosse ensinar para alguém aquela matéria. Aprender a partir do compreender.

Isso pode transformar sua dificuldade em um superpoder. Foi exatamente o que transformou o menino do Cérebro quebrado no treinador de Supercérebros.

Hoje ele ganha fortunas ensinando o óbvio: para chegar em qualquer lugar, é preciso ter Motivação de enfrentar suas dificuldades.

Método para saber fazer perguntas, e as perguntas levam ao entendimento. E Mindset que você pode treinar seu Cérebro para desenvolver habilidades e abrir caminhos para seu futuro.

E você? Está pronto para virar um X-Men?

* Marco Antonio Spinelli é médico, com mestrado em psiquiatria pela Universidade São Paulo, psicoterapeuta de orientação junguiana e autor do livro Stress - o coelho de Alice tem sempre muita pressa.

Para mais informações sobre mindset clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Fonte: Vervi Assessoria



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca