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O poder econômico das cidades brasileiras

O poder econômico das cidades brasileiras

02/12/2009 Marcos Morita

Um estudo da consultoria Price Waterhouse, demonstra que São Paulo poderá subir quatro posições no ranking das cidades mais ricas do mundo, tornando-se a sexta metrópole até 2025.

Mais sete capitais brasileiras - Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Fortaleza e Salvador - também podem estar entre as 150 maiores. Outro índice, elaborado pela GaWC - Globalization and World Cities Study Group & Network, entidade sediada em Loughborough no Reino Unido, classifica as megalópoles em três categorias: alfa, beta e gama, de acordo com sua importância relativa. São Paulo e Rio de Janeiro são as representantes brasileiras, classificadas respectivamente no primeiro e segundo grupo. Motivo de orgulho para alguns e de desespero para outros. Prefeitos e governadores sentem-se vitoriosos pelos rankings. Já a maioria das pessoas que vivem nessas cidades se preocupa com a qualidade de vida cada vez mais escassa nestes grandes centros.

Insegurança, carência de leitos hospitalares, escolas, moradias e saneamento básico, convivendo com shoppings de luxo, hospitais de ponta, escolas de primeiro mundo e condomínios que se assemelham a fortalezas. Trânsito de gente, celulares e carros. Congestionamentos medidos em dezenas ou centenas de quilômetros, como nas infernais manhãs e fins de tarde paulistanas. Aeroportos de grande porte, bolsa de valores influente, infra-estrutura de comunicações, sedes de grandes multinacionais, milhões de habitantes, influência econômica, museus e eventos internacionais são alguns dos critérios necessários para que uma cidade seja considerada global. A economia destas cidades tem sua espinha dorsal na oferta de serviços. Instituições financeiras, agências de publicidade, operadoras de telefonia celular, provedores de internet, shoppings centers, restaurantes, escolas, universidades e centrais de telemarketing, são alguns exemplos.

Seus habitantes demandam por serviços cada vez mais customizados, em horários no mínimo inusitados. Ginástica e supermercado na madrugada, exames laboratoriais no domingo, o almoço trocado pelo salão de beleza.

Aos que desejam dar adeus à vida corporativa, o momento é propício aos empreendedores que desejam abrir um negócio no médio prazo, aproveitando o crescimento das cidades e as crescentes demandas de seus moradores. Os aspectos demográficos - mais mulheres no mercado de trabalho, casais sem filhos, pessoas morando sozinhas, profissionais de meia-idade com mais recursos e tempo disponíveis, idosos vivendo mais e melhor - abrem segmentos de mercado lucrativos e ainda mal explorados. Sustentabilidade, créditos de carbono, terceiro setor, reciclagem e terapias alternativas, por exemplo, sugerem negócios criativos, inovadores e diferenciados.

A tecnologia da informação, cada vez mais disponível, acessível e compreensível, baseada em modelos abertos e colaborativos, provê a base para estes novos empreendimentos. Oportunidades e ameaças conviverão lado a lado nos próximos quinze anos aos habitantes dessas cidades. Aos que apreciam a adrenalina, o requinte e a oferta de produtos e serviços de grandes cidades, não precisarão mais viajar à Nova York, Madri, Chicago, Tóquio, Paris, Londres ou Milão. Aqueles que preferirem uma vida mais tranqüila, podem ainda escolher a calma de uma cidade do interior. Brisa, chafariz, banco de praça e sorveteria provavelmente ainda estarão por lá em 2025.

*Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais.



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