Grupo WhatsApp

O suposto uso político da camisa da Seleção Brasileira

O suposto uso político da camisa da Seleção Brasileira

24/05/2025 Wilson Pedroso

As imagens de uma suposta camisa vermelha da Seleção Brasileira de Futebol apareceram na imprensa na última semana e o assunto saiu rapidamente das editorias esportivas para ganhar as principais páginas de política do país.

O tema também ganhou as redes sociais e a repercussão foi tão grande quanto negativa. Os motivos são um tanto óbvios, mas o episódio merece análise.

Inicialmente, devemos considerar que, nos últimos anos, a direita brasileira “apropriou-se” da camisa da Seleção Brasileira, utilizando-a como símbolo nacionalista dentro de sua narrativa política.

A camiseta amarela, juntamente com a bandeira do Brasil, foi levada às ruas por um mar de gente em 2018, nas ações da campanha presidencial do então candidato Jair Bolsonaro. A partir de então, ela passou a ser incorporada em diversos atos da direita em todo país.

Nesses episódios estão incluídos o dia 8 de janeiro de 2023. Nas imagens de vandalismo no Palácio do Planalto, Congresso e Supremo Tribunal Federal é possível observar um percentual significativo de pessoas usando a camisa da Seleção ou com a bandeira do Brasil envolta ao corpo.

O mesmo ocorre mais recentemente nos atos em defesa da anistia aos condenados pelos atos golpistas. Em 2026, certamente a direita sairá às ruas de amarelo novamente, durante a campanha presidencial.

Mas e a esquerda? Aparentemente, os esquerdistas também querem uma camisa oficial para chamar de sua e usar nas próximas eleições.

Ou simplesmente, querem uma opção que possam usar durante o período da Copa do Mundo, sem que pareçam estar vestidos de bolsonaristas.

Alguém parece então ter tido a ideia de fazer uma versão vermelha, mesma cor do Partido dos Trabalhadores e de movimentos socialistas.

Mas o fato é que uma camisa vermelha não encontra qualquer relação de conexão com o futebol brasileiro e com os símbolos nacionais. 

Se saísse do papel, a ideia seria absurda, quase uma afronta. E os brasileiros concordam. Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Realtime Big Data apontou que os brasileiros são contra o uso da suposta camisa vermelha da Seleção Brasileira de Futebol.

No levantamento, 92% dos entrevistados declararam não concordar e 84% consideraram que há conotação política na escolha da cor. 

Diante da repercussão altamente negativa junto aos torcedores, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou nota e negou que as imagens da camiseta vermelha fossem oficiais.

Como diz o jargão do futebol: “a regra é clara”. De acordo com o estatuto da CBF, os uniformes da Seleção Brasileira precisam ter as cores oficiais da bandeira nacional.

Felizmente, ao que parece, a polêmica foi contornada. Levar a guerra da polarização para o futebol seria um erro que contribuiria substancialmente para ampliação das brigas políticas e dos discursos de ódio. Que tenhamos paz, dentro de campo e fora dele.

* Wilson Pedroso é analista político e consultor eleitoral com MBA nas áreas de Gestão e Marketing.

Para mais informações sobre polarização clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Todos os nossos textos são publicados também no Facebook e no X (antigo Twitter)

Quem somos

Fonte: Júlia Guimarães



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca