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O valor do porquê

O valor do porquê

26/09/2022 Robson Ghedini

Uma dúvida sempre abre uma porta. E a porta aberta dá acesso a várias possibilidades, antes impensáveis.

Cada pergunta pode levar a infinitas respostas e a um número ainda maior de reflexões sobre elas. Pode-se optar por ter respostas prontas e certas, aceitas por todos, ou se permitir duvidar e ir além nas reflexões. A dúvida, certamente, move nosso ser.

E, se isso vale para nós, adultos vivendo em um mundo estabelecido, muito mais valerá para as crianças, que ainda têm muitos universos de oportunidades para transformá-lo. Permitir uma educação pautada no questionar leva a criança a buscar sempre possibilidades mais amplas.

Ao contrário da maioria das pessoas, que aceitam tudo com naturalidade, achando que as coisas são como são, as crianças se dão o direito de questionar.

Neste momento de pós-modernidade, o mundo todo passa por grandes mudanças. Tudo o que era visto como distante tornou-se próximo com o uso da tecnologia.

Por outro lado, as relações estão cada vez mais complexas. Como adiantou Bauman, o mundo se tornou líquido - e isso se aplica a tudo.

Os valores, pensamentos e respostas definitivas de outrora hoje se tornam relativos. A verdade, por sua vez, tornou-se algo subjetivo. Dependendo de cada um, o certo pode ser errado e vice-versa. Tudo é descartável.

A experiência individual está acima de qualquer opinião. Viver para ser (ou parecer) feliz - e mostrar isso constantemente nas redes sociais - é motivação diária para muitos.

A Filosofia surge com a primeira pergunta. E, como se sabe, muitas perguntas surgiram ao longo da história. Entender de onde o ser humano veio, para onde vai ao final de tudo e qual seu propósito são pautas recorrentes.

À medida que aceitamos tudo como nos é passado, limitamos nossas crenças e, infelizmente, paramos de buscar por novas explicações, aceitando a resposta do outro como certa. Mas a criança, sendo um ser em construção, precisa ter em sua formação uma Educação voltada ao questionar.

No desenvolvimento infantil, o momento do perguntar muitas vezes parece cansativo e sem fundamento. A criança vê e questiona, procura dar sentido, gerar significado para o que a inquieta.

E nós, enquanto adultos, ao dar respostas prontas e rápidas, começamos a moldar a mente infantil a procurar sempre o caminho mais curto e fácil.

Quando se insere o “e se?” novas possibilidades se abrem e permitem ao imaginário infantil explorar essas possíveis respostas em conjunto com a família. Mentes questionadoras vão além.

A criança deve brincar, se relacionar com seus colegas, ter carinho e afeto de sua família. Deve ter uma boa educação pautada em valores que permitirão que sua jornada seja repleta de realizações.

A escola, assim como o lar, deve ser um local de aceitação, desafio e motivação. E tudo isso precisa estimular que, no desenvolvimento diário, as escolhas sejam feitas da melhor forma possível.

Aprender a fazer boas escolhas está diretamente relacionado a ser crítico e ter um olhar mais atento sobre o mundo. A escola tem papel importante em permitir que o estudante possa explorar essas possibilidades.

O ensino precisa estar voltado a despertar mentes inquietas, e não cativas. Ensinar é mostrar um caminho. Como diz o provérbio espanhol, “ao caminhar se fazem caminhos”.

Não há outra forma de desenvolver uma mente questionadora, senão pelo incentivo do perguntar. E isso se multiplica, vira possibilidade e, aos poucos, faz parte do ser.

Que seus dias tenham muito mais perguntas que respostas, e que isso te motive a ir além. E, se você não entender o porquê lhe desejo isso... pergunte! Assim começará a sua busca.

* Robson Ghedini é professor de Filosofia e coordenador pedagógico na Conquista Solução Educacional.

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Fonte: Central Press



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