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Otimismo ou pessimismo?

Otimismo ou pessimismo?

13/02/2025 Benedicto Ismael Camargo Dutra

Não confunda o otimista com o sonhador fora da realidade. O pessimista sempre enxerga o pior em qualquer situação.

Hoje enfrentamos uma onda de pessimismo sobre guerras, crise econômica, carestia, doenças. Há pessoas que gostam de promover o pessimismo.

Ter dinheiro e poder não implica otimismo, mas gera arrogância e mania de grandeza, perda da essência humana, desumanização, enfim, pessimismo.

Mas, nas engrenagens da Criação, o ser humano é um passageiro que não passa de grão de areia, enquanto poderia fazer muito pelo beneficiamento e embelezamento da Terra, agindo com otimismo que é a confiança na atuação justa das leis universais da Criação.

O arrogante deixa o ego crescer, lhe falta humildade, repele as críticas e nada quer saber sobre empatia e necessidades dos outros, com esquisitices, sem respeito pelas opiniões alheias. É o tal. Quer ser obedecido. Cria as próprias leis sem sustentação natural impondo-as sobre os demais.

A falta de dinheiro se tornou fonte de pessimismo. A renda cai, os preços sobem. Faltou bom senso geral na América Latina.

Os governantes não foram capazes de administrar a carteira cambial, pouco fizeram, gastaram tudo, criaram dívidas pesadíssimas e as colocaram nos ombros da população.

Se tivessem agido com austeridade, sem gastos supérfluos, aplicado o dinheiro em obras essenciais e no desenvolvimento da população, poderíamos estar passando ilesos diante dos privilégios exorbitantes do dólar e sua escassez.

Como esperar que a turma do dólar não tomasse posição defensiva? Mais de 70 anos no controle, dando as cartas na finança global.

Se outra moeda desbancar o dólar, a dívida americana de mais de 30 trilhões se tornaria pesadelo global, trazendo sofrimento e miséria. Dólar próximo a seis reais seria uma represália ou descuido?

Charles de Gaulle, líder francês, se opunha aos privilégios do dólar. Depois veio o iene japonês e mais recentemente o Yuan chinês. O Brasil está entrando nisso de gaiato e poderá vir a ser o bode expiatório na história.

A humanidade precisa de uma moeda que não se preste para ficar nas mãos de tiranos que só pensam em si e em seus prazeres, nisso incluído o de ser o mandante global.

A humanidade criou muitos problemas, destruição e miséria. Uns dizem que a culpa é do capitalismo; outros, do comunismo. Mas são apenas ideias dos homens.

A Terra foi ofertada para o desenvolvimento espiritual dos seres humanos que deveriam beneficiar e embelezar a vida.

Com arrogância, se julgam donos, querem rapinar destruindo, mas não passam de hóspedes mal-agradecidos, agarrados ao dinheiro, que sujam a hospedaria. Mas o retorno de suas ações está se aproximando velozmente.

Existe o Estado-nação em que as empresas produzem e o mercado financeiro que movimenta o dinheiro. Os dirigentes estão sempre olhando para a próxima eleição.

Aqueles que produzem querem garantia de retorno; o mercado financeiro visa ganhos e controle do dinheiro. Sempre surgem divergências entre esses grupos e quem paga é a população.

Se todos estivessem sintonizados na melhora das condições gerais e no avanço da qualidade de vida, o poeta diria: "que maravilha viver".

Consideração, paz, progresso e felicidade estariam pelo ar. Mas no século 21, tudo ficou bem difícil, sem que haja remédio à vista. Faltam estadistas competentes, idôneos. Falta bom preparo para a vida para as novas gerações.

Otimismo ou pessimismo? A técnica é um processo material contínuo iniciado na idade da pedra. Nisso a Inteligência Artificial, com suas capacitações, poderá alcançar mais sucesso que o homem.

Já, as invenções são outra coisa que requerem intuição e conhecimento das leis universais da natureza. Atualmente, o homem está perdendo a capacidade espiritual intuitiva e o raciocínio lúcido; sem isso fica como um robô programável, criando um vazio no qual a IA encontra um campo aberto para criar um modo de vida mecânico, desumano.

Como escreveu Kissinger em sua obra póstuma, Genesis, otimismo seria "Criar um mundo em que a IA se torne mais parecida com o ser humano, ou um mundo em que nós nos tornemos mais parecidos com a IA", um pessimismo que está se tornando realidade.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP.

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Fonte: Sílvia Giurlani



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