Grupo WhatsApp

Quais são nossas apostas para 2024?

Quais são nossas apostas para 2024?

19/01/2024 Adriana Coutinho Viali

A aceleração do desenvolvimento de soluções tecnológicas é tanta que muitas vezes é difícil acompanhar.

Por isso, no início de um novo ciclo, é sempre interessante fazer uma pausa para avaliar quais são os rumos do mercado de tecnologia. Um fato é que as empresas continuarão investindo em inovação e digitalização.

Segundo o Gartner, os gastos globais com Tecnologia da Informação (TI) devem representar um aumento de 8% em 2024, chegando a US$ 5,1 trilhões.

Grande parte desse valor vai para a Inteligência Artificial e a automação, que continuam dominando a narrativa em 2024. 

Entre as várias tendências de TI apontadas para 2024, gostaria de destacar quatro que devem merecer a atenção dos CIOs: 

Aplicativos para IA: em 2023, todo mundo foi em maior ou menor grau impactado pela revolução da Inteligência Artificial Generativa (GenAI, sigla em inglês).

Com ela, foi possível automatizar tarefas e melhorar a produtividade, criando novos produtos e serviços. A previsão do Gartner é que, até 2026, cerca de 80% das empresas estejam usando APIs e modelos de GenAI e/ou implementando aplicativos habilitados em ambientes de produção. No início de 2023 eram menos de 5%.

Esse é um nicho crescente e importante de mercado, que deve ganhar cada vez mais players. A IA generativa está passando por um processo de democratização com os modelos massivamente pré-treinados, computação em nuvem e código aberto.

O aumento da acessibilidade desta tecnologia é possível pelo avanço no poder de processamento de uma quantidade imensa de dados que estão sendo coletados e armazenados continuamente.

Isso permite que os modelos apresentem saídas mais realistas e precisas. Ferramentas e bibliotecas de código aberto também tornam mais fácil para os desenvolvedores criar e usar modelos de IA generativa.

Em resumo, a combinação de recursos acessíveis, comunidades de apoio, aplicações diversificadas e uma crescente conscientização pública está impulsionando a tendência da IA generativa democratizada. 

Regulamentação do setor de IA: 2024 provavelmente verá o avanço de uma regulamentação mais rigorosa da IA.

A gestão de confiança, risco e segurança é essencial para o uso adequado da ferramenta, que pode levar à violação de privacidade, à discriminação e à manipulação de informação, entre outros problemas.

A União Europeia já externou a sua preocupação e propôs uma legislação para estabelecer limites para o seu uso. O Reino Unido criou um centro de ética e inovação de IA. Estados Unidos e China são outros exemplos de países que também já começaram a regulamentar o tema.

A principal questão é como estabelecer uma cooperação entre os diferentes atores envolvidos na IA, como governos, empresas, academia, sociedade civil e organizações internacionais, para definir padrões globais e mecanismos de governança para a tecnologia. 

Gerenciamento contínuo de exposição a ameaças: cibersegurança foi um dos grandes temas de 2023 e não deve sair dos holofotes em 2024.

O conceito de Gerenciamento Contínuo de Exposição e Ameaças (Ctem, na sigla em inglês) é um tópico que deve ganhar cada vez mais relevância, já que as organizações passaram a entender que os recursos de cibersegurança não devem ser apenas paliativos e o tema merece uma atenção dedicada e sistemática para conferir agilidade de atuação na identificação e mitigação de ameaças.

Com o Ctem, os sistemas expostos são continuamente testados abrangentemente. Os dados de ameaças e impacto nos negócios são comunicados com frequência, permitindo que as equipes tomem decisões informadas e ajam prontamente. Mas vale lembrar que, para ter sucesso, o Ctem envolve a coordenação de pessoas, processos e tecnologia.

Plataformas industriais em nuvem: a possibilidade de realizar o uso de dados de tempo real permitirá que empresas tenham insights atualizados e possam agir mais rapidamente, pois as soluções fundamentadas na nuvem já estão disponíveis para implementação no ambiente fabril e também na automação.

Assim, seus empregos são inúmeros: gestão de qualidade, manutenção preventiva, análise de produção, gestão da planta de qualquer lugar e gestão de IOTs, além de poder utilizá-las para análises com Big Data e IA.

Com isso, o ciclo da inovação pode ser acelerado, fazendo com que produtos e serviços possam ser lançados mais rapidamente no mercado.

Importante dizer que as plataformas industriais em nuvem também eliminam a necessidade de um investimento direto em arquitetura e infraestrutura de rede.

* Adriana Coutinho Viali é CEO na NAVA Technology for Business.

Para mais informações sobre inteligência artificial clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Fonte: RPMA Comunicação



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca