Grupo WhatsApp

Retomada da Operação Lava Jato

Retomada da Operação Lava Jato

12/05/2025 Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

Mais de 100 envolvidos foram presos e parte deles condenados. Foram identificados 8 trilhões de reais em fraudes no país e no exterior.

A partir do momento que um suposto crime ou incorreção é denunciado e processado, a obrigação é chegar até o fim da apuração e oferecer à sociedade uma sentença honesta e convincente, que não deixe dúvidas de que a lei foi cumprida, independentemente de ter condenado ou absolvido os réus.

A prisão do ex-presidente Fernando Collor – condenado a 8 anos por corrupção e lavagem de dinheiro ocorridas há 30 anos, que acaba de receber o benefício de prisão domiciliar monitorada por tornozeleira – e a denúncia pela condenação, a 29 anos, do ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque, mais do que o significado para seus punidos, traz ao povo brasileiro a esperança de que a Operação Lava Jato não morreu, como apregoaram envolvidos e especificamente em ver varridas suas apurações para baixo do tapete.

Se Collor e Duque são condenados, e no Peru já ocorreram prisões, suicídio e morte de ex-governantes, o quadro nos leva à suposição de que ainda temos muita coisa a apurar.

No Brasil, ainda há muito o que resolver. As questões levantadas não podem simplesmente desaparecer.

Por mais poder e interesses políticos, econômicos e sociais que estão por trás das investigações e suas operações, nada pode desaparecer como um simples passe de mágica.

A partir do momento que um suposto crime ou incorreção é denunciado e processado, a obrigação é chegar até o fim da apuração e, ao final, oferecer à sociedade uma sentença honesta e convincente, que não deixe dúvidas de que a lei foi cumprida, independentemente de ter condenado ou absolvido os réus.

Nada deve permanecer engavetado; ao terminar, cada processo ou caso tem de apresentar à Nação a sua história e o quadro de disposições tomadas à sombra do apurado; penas aos insultos e proteção aos possíveis autores de denúncia caluniosa. É preciso esgotar o assunto definitivamente.

Aberta em 2014, a partir de investigações num lava-car de Brasília (daí o seu nome), a Lava Jato realizou 80 fases, onde aplicou mais de 1000 mandados de busca, apreensão e prisão.

Mais de 100 envolvidos foram presos e parte deles condenados. Foram identificados 8 trilhões de reais em fraudes no país e no exterior.

Investigou-se corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, organização criminosa, interferência da justiça, operação de câmbio fraudulenta e obtenção de vantagens indevidas.

Os investigados são ex-presidentes da República, ex-governadores de Estado, ex-parlamentares, empresários e executivos.

Com tanta gente poderosa e bem relacionada envolvida, a operação sofre todas as reviravoltas possíveis. Mas o povo, indignado, ainda aguarda para solução dos crimes apontados e espera que quem de direito cumpra suas obrigações e nada fique envolto no anonimato ou escuridão.

Os novos ventos que sopram na área incentivam à crença de que a Lava Jato pode tardar, mas jamais falhará. Oxalá todos que a ela devem sejam devidamente convocados a prestar contas. Imperativo de decência, cidadania e patriotismo…

* Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).

Para mais informações sobre Lava Jato clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Todos os nossos textos são publicados também no Facebook e no X (antigo Twitter)

Quem somos



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca