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Selic x investimentos em startups: o risco vale para quem?

Selic x investimentos em startups: o risco vale para quem?

26/04/2025 Henrique Galvani

Em um cenário de juros elevados, como o que estamos vivendo atualmente, os impactos para as empresas são complexos e afetam diversos setores de maneiras distintas.

Isso porque a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, um dos principais instrumentos usados pelo Banco Central para controlar a inflação e incentivar ou restringir o crédito no país, está atualmente em 14,25% ao ano, o maior patamar desde 2016.

Apesar de essa ser uma medida comum para tentar controlar a inflação, ela pode ser vista como uma vilã para boa parte dos investidores, que encontram nas taxas de juros elevadas um cenário desafiador.

O custo do crédito se torna mais caro, o que dificulta a expansão de empresas e o financiamento de novos projetos.

No entanto, apesar dos desafios macroeconômicos enfrentados em 2024, o Brasil mantém uma base econômica sólida, e setores estratégicos, como o agronegócio e a indústria exportadora, que continuam desempenhando um papel fundamental no equilíbrio da balança comercial.

No mercado de startups do agronegócio, conhecidas também como agtechs, por exemplo, a realidade não é tão negativa quanto pode parecer à primeira vista.

Tanto que, segundo a mais recente edição do Radar Agtech Brasil, levantamento realizado em parceria pela Embrapa, Homo Ludens e SP Ventures, divulgado no final de março deste ano, os investimentos em agtechs na América Latina tiveram um crescimento de 25%, se comparado a 2023.

Mesmo com a taxa Selic em patamares elevados, o investimento em startups — especialmente no setor agro — permanece como uma tese robusta de longo prazo.

Isso porque o agronegócio vai muito além da produção de alimentos; ele é, cada vez mais, uma fronteira de inovação climática, biotecnológica e digital.

Diante de desafios globais como mudanças climáticas, escassez hídrica, degradação do solo e a necessidade de alimentar uma população crescente, o agro se torna um terreno fértil para soluções escaláveis que conectam produtividade com sustentabilidade.

O Brasil, com sua biodiversidade, base produtiva avançada e protagonismo global no setor, está estrategicamente posicionado para ser um hub de inovação agroalimentar.

Portanto, mesmo em um cenário macroeconômico mais restritivo, o investidor que compreende os fundamentos estruturais do agro e os movimentos de transição climática e energética verá que o risco de hoje pode ser a grande oportunidade de amanhã. 

Além disso, diante de um cenário em que o real está desvalorizado também pode ser um chamariz para o capital internacional que está de olho em clima e sustentabilidade.

Inclusive, o próprio Radar Agtech Brasil, ainda apontou que os investidores vêm priorizando startups baseadas em tecnologias que promovam eficiência, sustentabilidade e competitividade no agronegócio, especialmente nos principais mercados agrícolas da América Latina: Argentina, Brasil e México.

Ou seja, a alta da Selic não elimina as oportunidades, pelo contrário, faz com que o mercado se reequilibre, direcionando os recursos para aqueles que estão mais preparados para lidar com as adversidades econômicas e ainda assim gerar crescimento.

Para o agronegócio e suas startups, o risco pode valer a pena, especialmente se souberem posicionar seus projetos dentro de um nicho que atraia investidores dispostos a abraçar a inovação.

O que está em jogo não é apenas o custo do crédito, mas a capacidade de adaptação e de enxergar as oportunidades em meio à crise.

* Henrique Galvani é CEO da Arara Seed, primeira plataforma de investimentos coletivos do setor do Agronegócio.

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