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Tecnologia para a educação

Tecnologia para a educação

25/08/2023 Carolina Brant

Não são só telas, é mudança intencional de mentalidade.

O período de pandemia que vivenciamos intensificou o uso das telas e tecnologias, pois, por medidas de saúde, se tornou o meio de contato das crianças e adolescentes com as escolas e única forma de socialização por um longo momento.

É de se entender que, a partir dessa visão, as famílias possam ter um certo receio de que a retomada às salas esteja ocorrendo exatamente como se via dentro de casa, em que estudantes ficavam 100% do tempo de aula conectados a uma tela.

Mas é importante destacar que o uso da tecnologia hoje nas escolas vai muito além da exposição a telas e de um uso intensivo do digital.

Ela aparece como uma ferramenta pedagógica de apoio e potencialização ao processo de aprendizagem e, vale ressaltar, com uma intensidade menor, em comparação ao que aconteceu naquele período.

Ao nos depararmos com receios familiares do uso da tecnologia em sala de aula, ou até refletirmos sobre a questão, vale nos provocarmos sobre o quanto a tecnologia é usada no nosso dia a dia.

O quanto as famílias a utilizam? E vale questionar, também, o quanto esse uso é feito de forma consciente, influenciando de maneira positiva as ações das crianças e adolescentes. Sabemos que esses são recursos dos quais não podemos mais dissociar da nossa vida.

E, a partir disso, vale refletir de maneira conjunta entre famílias, escolas e estudantes se a preocupação é apenas com a proibição de algo que já está inserido de uma maneira sem volta ou se diz respeito ao uso consciente e moderado da tecnologia na educação.

Acreditamos que o uso da tecnologia na educação traz inúmeros benefícios. Mas, para isso, é importante que ela seja implementada conscientemente e com intencionalidade pedagógica, de modo a potencializar a jornada de cada estudante, melhorar o processo de aprendizagem coletivo e facilitar rotinas, de forma balanceada com as relações, interações e dinâmicas em classe.

Não basta inserir a tecnologia pela tecnologia, pois tal movimento não irá causar inovação ou evolução no processo de aprendizagem e poderá surtir outros tipos de efeitos e abordagens. Tal qual em nossas vidas pessoais, é preciso um uso moderado, consciente e não prejudicial desses recursos.

Na educação, não se trata, portanto, de substituir integralmente papéis, canetas, trabalhos manuais e atividades “mão na massa” por um dispositivo.

Mas, sim, de fazer a inserção gradual e consciente de ferramentas digitais em sala de aula que possam servir de suporte a tais práticas e dosar os recursos com o propósito de promover o desenvolvimento de múltiplas linguagens, habilidades e competências.

É nesse contexto, intencional e focado no desenvolvimento personalizado de cada estudante, que se propõe um ensino híbrido.

Se bem implementado, ele pode ser um caminho viável e produtivo para a educação, pois tem como benefícios otimizar o tempo de sala de aula, potencializar o processo de ensino e aprendizagem e desenvolver a autonomia dos estudantes.

E essa integração de tecnologia e educação não partiu da experiência com a pandemia, mas já é tema debatido e estudado há muito tempo no cenário educacional.

Anos antes, docentes e pesquisadores já escreviam sobre o ensino híbrido e suas potencialidades para a educação (Lilian Bacich, Adolfo Neto e Fernando Trevisani).

Por mais que quiséssemos associar o termo ensino híbrido ao que vivemos durante a pandemia, é preciso esclarecer que o que ocorreu, na verdade, não pode ser considerado como ensino híbrido, mas, sim, uma adaptação diante do desafio que estávamos passando.

E que por uma questão de necessidade e segurança neste contexto em que não tínhamos a possibilidade de realizar interações presenciais, construções e dinâmicas em grupos nem podíamos aproximar o docente com a turma, a tecnologia foi utilizada de modo muito mais intensivo do que propomos habitualmente em sala de aula.

E mesmo no momento seguinte de retomada gradual às escolas, com uma parte da turma em casa e outra parcela na escola, o ensino híbrido foi aplicado de maneira adaptada, sem representar realmente o que ele é.

Para além da potencialização da aprendizagem, o ensino híbrido é, também, uma nova forma de pensar a educação, uma mudança de mentalidade, em que se integram tecnologia e intenção pedagógica para possibilitar que cada estudante alcance seu potencial.

E foi pensando justamente em evoluir para a aprendizagem híbrida da maneira que acreditamos ser a mais eficiente e que traz melhores resultados no ensino que nós, da Geekie, desenvolvemos o Geekie One.

Seguindo o nosso DNA de inovação e pioneirismo no uso da tecnologia para a educação, nós desenvolvemos e integramos uma plataforma digital com momentos práticos de vivências e experiências de construção do conhecimento pelos estudantes.

Aliando a intencionalidade pedagógica aos objetivos de aprendizagem planejados para serem alcançados pelos docentes, nossa tecnologia integra o processo para gerar visibilidade, conexão e uma aprendizagem ativa e personalizada.

Mas, reforçamos, que a adoção do Geekie One por uma escola não representa que as aulas serão 100% diante das telas e que estudantes estarão simplesmente trocando livros e cadernos por um dispositivo.

Pelo contrário, nossa proposta pedagógica incentiva os educadores a alcançarem uma nova era da educação promovendo uma aprendizagem ativa, conectada, visível e personalizada.

Assim, combinamos um material didático digital e físico (na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental) com o uso de dados para dar visibilidade à aprendizagem de cada estudante, com propostas de práticas ativas, diálogos, rodas de conversa, experimentos, rotinas de pensamento e atividades “mão na massa”.

Dessa forma, podemos apoiar nossos docentes e direcionar os estudantes para que eles possam trilhar seus próprios caminhos rumo ao conhecimento e preparação para o futuro.

* Carolina Brant é Diretora Pedagógica da Geekie.

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Fonte: FACES Comunicação



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