Grupo WhatsApp

O impacto do COVID-19 na alta do dólar e na variação do valor do barril de petróleo

O impacto do COVID-19 na alta do dólar e na variação do valor do barril de petróleo

31/03/2020 Marco Gonçalves

Os recentes acontecimentos relacionados à pandemia do COVID-19, Coronavírus, têm impactado diretamente na grande oscilação com relação ao valor do barril de petróleo e, como consequência, na economia mundial.

Um dos pontos críticos que alimentou a crise econômica atual foi a superprodução de petróleo pela OPEC. Os países da Arábia Saudita e Rússia, especialmente, estão injetando uma demanda exacerbada de suprimentos de petróleo e, com isso, barateando muito o valor do barril de petróleo exportado.

No próximo mês, por exemplo, a Arábia Saudita deve comercializar o barril de petróleo para a China por apenas US﹩ 6, US﹩ 7 para os EUA e US﹩ 8 para a Europa.

Para se ter uma ideia, o custo de exploração do pré-sal, apesar de relativamente baixo, de acordo com dados divulgados em março de 2020, passou de em média US﹩ 13 em 2015 para US﹩ 6 no final de 2019, contra US﹩ 2.8 da Saudi Aramco, que conta ainda com uma capacidade de produção de 10 milhões de barris por dia, podendo subir para 20 milhões de barris.

Atualmente, o Brasil produz, por dia, com a ajuda do pré-sal, em média 2 milhões de barris, ou seja, aproximadamente 10 vezes a menos do que a Saudi Aramco.

Este é um cenário que impacta diretamente na diminuição do preço do petróleo globalmente. A produção brasileira até o momento tem conseguido lidar bem com a instabilidade, considerando o custo de produção x valor do barril de petróleo.

No entanto, a tendência é que o cenário piore bastante, antes de apresentar alguma melhora.

Entendendo a variação do valor do barril de petróleo

O custo do barril de petróleo envolve hoje em torno de três variáveis: suprimento, demanda e a geopolítica (pandemia de COVID-19).

Como suprimento, entenda-se a disponibilidade de petróleo produzido. Como os países da OPEC estão produzindo petróleo desenfreadamente, os EUA estão acompanhando este ritmo de produção e o Brasil está também tentando aumentar a sua capacidade; tudo isso somado resulta em que a oferta esteja excessivamente farta, em todo o mundo.

O segundo fator é a demanda, ou seja, o quanto os países e as pessoas estão precisando do petróleo e seus derivados para aquecimento, eletricidade, transporte, entre outras necessidades.

Quanto maior o crescimento econômico, maior a demanda de petróleo. E o uso do petróleo ainda é muito significativo em todo o mundo, já que as energias renováveis ainda são caras e não possuem capacidade suficiente para atender todas as demandas mundiais.

A questão geopolítica, que envolve a pandemia do COVID-19, é o terceiro ponto que influência diretamente o valor do barril de petróleo.

Qualquer conflito no Oriente Médio ou problema nos EUA pode afetar o preço, diminuindo ou aumentando, dependendo do caso.

A pandemia tem impactado diretamente na oscilação do preço, pois há uma crise no transporte, as fronteiras estão sendo fechadas e as empresas estão orientando seus colaboradores a trabalharem remotamente, além dos trabalhadores que já contraíram o vírus estarem afastados.

A criticidade da situação tem, portanto, impactado diretamente no valor do barril de petróleo.

Impactos da oscilação no valor do barril de petróleo na economia

Para a economia brasileira, em curto prazo, o cenário não é animador. O valor em bolsa da Petrobras caiu cerca de 60%, desvalorizando muito as ações da estatal.

Como consequência, os investidores ficam receosos e acabam desfazendo-se de suas cotas, o que deixa tudo ainda mais complicado e a economia mais frágil.

É imperativo que o país se prepare para um período difícil. Nos próximos meses, assim como aconteceu na China, a situação deve piorar, para então, estabilizar-se.

A tendência é que o número total de pessoas infectadas aumente drasticamente até que sejam encontradas alternativas de combate à doença.

Apesar da China estar se recuperando, ainda existem países críticos como a Itália que estão em uma situação devastadora. Esperamos que no Brasil não cheguemos a este ponto.

É inevitável que a economia sinta e reflita negativamente este momento, tanto em termos de produto interno bruto, quanto no crescimento das empresas.

Como existem muitos projetos em andamento, é fundamental para a Petrobras, por exemplo, que o pré-sal continue sendo explorado, para não afetar a produção. Independente das altas e baixas da economia, o petróleo é necessário.

Importância do petróleo no Brasil

É preciso ter em mente que o Brasil é o país líder da América do Sul. Enquanto vemos, por exemplo, a Venezuela passando por muitas crises e também lidando com o COVID 19 e a Argentina com uma série de problemas políticos e econômicos, o Brasil deve ser o responsável por guiar a região, já que é o líder em potencial de produção e 8º maior produtor no mundo.

Estamos certos de que se trata de uma fase ruim e as grandes empresas terão de seguir firmes para conseguir sobreviver a este período complicado. Se a Petrobras sofre, a economia brasileira também sofre.

Entretanto, ao mesmo tempo, a tendência é de que com a alta do dólar, possa se obter maior lucro com a exportação do petróleo, até porque receber em dólar seria positivo para a balança comercial da empresa.

Precisamos confiar na recuperação da economia brasileira e na confiança dos investidores. Mesmo que leve tempo, quem investir agora vai aproveitar essas ações em baixa que devem aumentar a médio e longo prazo.

Apesar da atual infraestrutura brasileira, espera-se que as autoridades tomem as atitudes cabíveis para diminuir a propagação do vírus em um tempo menor do que a China. Desta forma, será possível que nossa economia retome aos poucos.

O preço do petróleo não deve voltar a índices muito grandes e o valor do barril de petróleo deve manter-se em uma média de US﹩ 25 nos primeiros meses, mas trafegar entre US﹩ 40 e US﹩ 50 a médio/longo prazo, o que seria positivo, já que com este valor o país consegue manter os negócios.

Porém, alerta vermelho caso o preço seja inferior a US﹩ 16 (ponto de equilíbrio atual da produção para pagar os custos, segundo informações atualizadas com os índices divulgados em 2020), pois não compensará para o Brasil exportar esse petróleo. Abaixo de US﹩ 16 será o caos e refletirá diretamente na economia brasileira.

Esperamos que o governo adote medidas de apoio às empresas brasileiras para que consigam passar por esse cenário tão desfavorável e sair com um mínimo de saúde financeira.

* Marco Gonçalves é Gerente de Contas Estratégicas de Óleo & Gás, Petroquímicas e Químicas da Fluke do Brasil, companhia líder mundial em ferramentas de teste eletrônico compactas e profissionais.

Fonte: EPR Comunicação Corporativa



Planejamento de férias coletivas vai além de funcionários

Com a chegada do fim do ano, empresas se preparam para as férias coletivas, exigindo planejamento que inclui legislação, segurança e limpeza do ambiente.

Autor: Divulgação


A morte súbita das empresas do Simples já começou

Não é exagero dizer que estamos prestes a assistir a uma morte súbita das empresas do Simples Nacional.

Autor: Carlos Alberto Pinto


Diferença entre ser empreendedor e ser empresário

Apesar de serem usados como sinônimos, empreendedor e empresário não são exatamente a mesma coisa.

Autor: Leonardo Chucrute

Diferença entre ser empreendedor e ser empresário

Vendas da Black Friday aquecem o comércio e impulsionam os resultados em Minas Gerais

67,9% do comércio de MG teve vendas iguais ou maiores na Black Friday 2025 vs. 2024. Estratégias e economia impulsionaram o resultado.

Autor: Divulgação

Vendas da Black Friday aquecem o comércio  e impulsionam os resultados em Minas Gerais

Pressão e festas de fim de ano disparam casos de assédio

Cobrança intensa por metas e eventos corporativos elevam risco de assédio moral e sexual. Ações de prevenção são questionadas.

Autor: Divulgação

Pressão e festas de fim de ano disparam casos de assédio

Etiqueta na ‘festa da empresa’ define futuro profissional

Especialistas alertam que confraternizações de fim de ano exigem limites e postura equilibrada para evitar demissões ou prejudicar a imagem na carreira.

Autor: Divulgação

Etiqueta na ‘festa da empresa’ define futuro profissional

Protecionismo global ameaça exportação do Brasil

CNC promove fórum para debater o impacto do “tarifaço” dos EUA e das barreiras comerciais no mundo, afetando a competitividade brasileira.

Autor: Divulgação


Tributação: é melhor importar ou fabricar?

A imprensa informa que diariamente entram nos Estados Unidos um bilhão de dólares de mercadorias importadas da China. Em outras nações também há um expressivo volume de importações.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Custos ocultos no quadro de funcionários próprios

Decisão entre terceirização e empregados diretos vai além da folha de pagamento, envolvendo riscos legais, gestão e treinamento da equipe.

Autor: Divulgação

Custos ocultos no quadro de funcionários próprios

Difundir conhecimento é fortalecer a empresa

Difundir conhecimento é, acima de tudo, um exercício de cultura organizacional.

Autor: Wanessa Cunha

Difundir conhecimento é fortalecer a empresa

Casos de assédio sexual crescem 35% no Brasil

Número de ações na Justiça do Trabalho evidencia urgência; especialistas alertam que nem toda cobrança é assédio, mas o tema exige políticas claras.

Autor: Divulgação

Casos de assédio sexual crescem 35% no Brasil

RH e TI: a nova parceria estratégica que está moldando o futuro do trabalho

Nos últimos anos, testemunhou-se uma aceleração tecnológica sem precedentes.

Autor: Juliana Maria