Grupo WhatsApp

Cancelamento do plano de saúde por falta de pagamento

Cancelamento do plano de saúde por falta de pagamento

17/02/2024 José Santana Júnior

Nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais comum ouvir relatos de consumidores que tiveram seus planos de saúde cancelados de forma abrupta e sem aviso prévio devido à falta de pagamento.

No entanto, é importante ressaltar que, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e outras regulamentações pertinentes, as operadoras não podem simplesmente cancelar um contrato por inadimplência sem antes notificar o consumidor de forma adequada.

A legislação brasileira estabelece uma série de direitos e garantias para os consumidores, com objetivo de proteção contra práticas abusivas por parte das empresas prestadoras de serviços.

No caso dos planos de saúde, os usuários têm o direito de serem informados previamente sobre qualquer medida que afete seu contrato, incluindo o cancelamento por falta de pagamento.

O CDC, em seu artigo 6º, assegura aos consumidores o direito à informação clara e adequada sobre os produtos e serviços que estão adquirindo.

Isso implica que as operadoras de planos de saúde são obrigadas a comunicar de forma transparente e compreensível sobre qualquer alteração nas condições do contrato, incluindo o cancelamento por falta de pagamento.

Além disso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do setor de planos de saúde, estabelece diretrizes específicas para o cancelamento de contratos.

De acordo com a Resolução Normativa nº 195, de 14 de julho de 2009, as operadoras devem enviar ao consumidor uma notificação prévia, uma carta de aviso, de pelo menos 10 dias antes do cancelamento do plano de saúde por falta de pagamento.

Essa notificação deve conter informações claras e objetivas sobre o motivo do cancelamento, o prazo para regularização da pendência financeira e os meios disponíveis para o pagamento.

Além disso, o consumidor deve ser informado sobre seus direitos e opções caso deseja contestar o cancelamento ou buscar uma solução alternativa para a situação.

O não cumprimento dessas exigências legais por parte das operadoras de planos de saúde configura uma prática abusiva e passível de sanções.

Ou seja, o consumidor que tiver seu plano de saúde cancelado sem a devida notificação prévia pode recorrer aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e até mesmo ingressar com uma ação judicial para reaver seus direitos.

Na sentença de um dos processos do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados, o magistrado fundamentou a decisão de procedência dizendo que “o prazo para a referida notificação tem por fim assegurar o consumidor o prazo mínimo de dez dias para a purga da mora”.

Como o plano de saúde não demonstrou o envio tempestivo da notificação ao consumidor, tornou abusivo o cancelamento do plano de saúde do autor. 

Portanto, é fundamental que os consumidores estejam cientes de seus direitos e exijam o cumprimento das normas estabelecidas pela legislação brasileira e pela ANS.

O cancelamento de um plano de saúde é uma medida drástica que afeta diretamente a saúde e o bem-estar do cidadão e da cidadã e deve ser precedido de uma comunicação adequada e respeitosa por parte da operadora.

A carta de aviso de cancelamento por falta de pagamento é um instrumento essencial para garantir a proteção dos direitos dos usuários e a manutenção da relação de confiança entre as partes envolvidas.

* José Santana Júnior é advogado especialista em Direito Empresarial e da Saúde e sócio do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados.

Para mais informações sobre planos de saúde clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada



Imposto de Renda: quem ganha até R$5 mil realmente ficará isento?

Nova regra entra em vigor em 2026 e promete aliviar a carga tributária da classe média, mas vem acompanhada de mudanças importantes na tributação de dividendos e de altas rendas.

Autor: Divulgação


Implicações dos prazos judiciais no novo Código Civil

O regime de prazos judiciais é, indubitavelmente, um dos pilares centrais da dinâmica processual estabelecida pelo Código de Processo Civil de 2015 (Lei nº 13.105/2015).

Autor: Ellen Ketlin Machado Rocha


Isenção do IRPF: quais os benefícios e impactos?

A aprovação unânime do Projeto de Lei (PL) 1.087/2025 representa um marco histórico na política tributária brasileira.

Autor: Divulgação


Quando a estética vira dor

Entrar numa cirurgia plástica costuma ser movido por desejo de transformação. Seja corrigir um traço, recuperar a autoestima, reinventar o espelho ou até mesmo por uma condição de necessidade.

Autor: Thayan Fernando Ferreira


Trabalho temporário: direitos, limites e vantagens

Com a chegada do final do ano, época de festas, férias escolares e aumento no consumo, cresce a procura pelas empresas e lojas por trabalhadores temporários em diversos setores, como comércio, turismo, restaurantes e indústrias.

Autor: Giovanna Tawada


Fake News x Liberdade de Expressão: até onde vai o limite?

O avanço das redes sociais trouxe um dilema que desafia democracias no mundo inteiro: como equilibrar o direito fundamental à liberdade de expressão com a necessidade de combater a desinformação?

Autor: Divulgação


Banco deve indenizar cliente por furtos em conta

Criminosos levaram telefone e transferiram valores por meio de aplicativo bancário.

Autor: Divulgação


Município deve indenizar empresa por queda de árvore em imóvel

TJMG confirmou decisão da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública da Comarca de Belo Horizonte.

Autor: Divulgação


Erro de homônimo leva INSS a cancelar benefício de idoso

Casos de cancelamento indevido de benefícios previdenciários têm se multiplicado no Brasil.

Autor: Divulgação


Projeto-piloto de Secretaria unificada das Varas das Garantias em BH

A Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais (CGJ) publicou, no dia 3/09, a Portaria nº 8.547/CGJ/2025, que cria o projeto-piloto "Secretaria Unificada do Juiz das Garantias e Audiência de Custódia", na Comarca de Belo Horizonte.

Autor: Divulgação


Revisão de atividades concomitantes ainda gera erros no INSS

A revisão pode representar aumento no valor da renda mensal e até o recebimento de retroativos referentes aos últimos cinco anos.

Autor: Divulgação


STJ e a garantia tratamento contínuo de autismo nos planos de saúde

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu um passo relevante na proteção dos pacientes ao firmar o entendimento de que operadoras de planos de saúde não podem rescindir unilateralmente o contrato enquanto o beneficiário estiver em tratamento médico essencial.

Autor: José Santana dos Santos Junior