Câncer de vulva e vagina: como identificar os sintomas
Câncer de vulva e vagina: como identificar os sintomas
No Dia Mundial de Combate ao Câncer, especialista explica que tumores de vulva e vagina são distintos, mas exigem diagnóstico precoce e vacinação contra o HPV.

Embora ambos surjam na mesma região anatômica, o câncer de vagina e o câncer de vulva são doenças distintas que exigem atenção e acompanhamento ginecológico regular. Segundo o Dr. Caetano da Silva Cardeal, ginecologista da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a principal diferença é anatômica. "A vulva é a parte externa do genital feminino, enquanto a vagina é o canal interno que liga a vulva ao colo do útero. Tumores externos são cânceres de vulva; no canal vaginal, são cânceres de vagina”, esclarece.
O câncer de vulva tende a ter crescimento mais lento e causar sintomas perceptíveis, como coceira persistente, o sinal mais frequente, além de manchas, nódulos ou feridas que não cicatrizam por mais de três semanas. Ardor ao urinar e dor durante a relação sexual também são indícios. Já o câncer de vagina, geralmente mais agressivo, pode evoluir silenciosamente, sendo detectado em exames de rotina. Os sinais costumam ser menos evidentes, como sangramento fora do período menstrual ou após a menopausa, corrimento anormal ou sensação de massa na região pélvica.
Em ambos os cânceres, a infecção pelo HPV (principalmente subtipos 16 e 18) é um fator de risco direto e prevenível por vacina. No câncer de vulva, o líquen escleroso, tabagismo e histórico de radioterapia também são relevantes. No câncer de vagina, o HPV é o principal fator, sobretudo em pacientes que já tiveram neoplasia intraepitelial cervical ou vaginal.
O diagnóstico de câncer de vulva é feito pela avaliação clínica e vulvoscopia, com biópsia em caso de feridas suspeitas. O câncer de vagina requer exame especular, colposcopia e biópsia. Exames de imagem complementam o estadiamento após a confirmação.
Os tratamentos variam: cirurgia é o padrão inicial para o câncer de vulva, podendo ser complementada por radioterapia e quimioterapia em estágios avançados. No câncer de vagina, a radioterapia associada à quimioterapia é mais comum, com cirurgia restrita a tumores muito pequenos.
"Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura", enfatiza Dr. Caetano. Tumores iniciais de vulva têm índices de cura entre 80% e 90%. O especialista reforça a importância da vacinação contra o HPV, do acompanhamento regular e da atenção às mudanças no corpo. “Conhecer a própria vulva e procurar atendimento diante de qualquer alteração é um passo decisivo para identificar precocemente lesões que podem salvar vidas”, conclui.
Foto: Divulgação/Freepik
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