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Por que as mulheres são minoria na Bolsa de Valores?

Por que as mulheres são minoria na Bolsa de Valores?

28/08/2020 Gabriele Couto

Em 2020, o número de investidores na Bolsa de Valores quase dobrou em relação ao ano de 2019.

Segundo dados da B3, o número total de investidores do tipo pessoa física na Bolsa em 2019 era de 1,68 milhão, chegando a 2,48 milhões neste ano.

Mas, apesar do crescimento do número de CPFs na Bolsa, a proporção de mulheres nesse mercado não evoluiu muito. Elas representam cerca de 25% de todos os investidores na Bolsa, enquanto homens somam 75%.

Além do menor número de mulheres na Bolsa de Valores, ainda há uma diferença no montante em que cada tipo de investidor tem aplicado. Na média, as mulheres investem valores menores, o que merece atenção.

Para falar sobre os valores que as mulheres investem, é importante considerar o tanto que elas ganham e quanto gastam.

É sabido que existe um gap entre os salários dos homens e das mulheres, e quando chegamos aos níveis mais altos, em termos de progressão de carreira, a diferença nos números é ainda maior.

Poucas vezes as mulheres ocupam cargos de diretoria, conselhos e gerência de empresas. Diante disso, é possível perceber que em termos de carreira, as mulheres progridem menos do que os homens, o que causa grande impacto em seus salários, e consequentemente, nos investimentos.

Pensando em comportamento, algo muito comum de se observar é a ideia de que o homem é o responsável pelas finanças.

Assim, quando há alguma decisão financeira a ser tomada, como um investimento, por exemplo, a responsabilidade fica concentrada na figura masculina.

Nesse sentido, é muito comum encontrar mulheres cujos recursos são geridos por seus namorados ou maridos, o que pode explicar, em parte, o fato de as mulheres serem minoria na Bolsa de Valores.

Um dos principais pontos que explicam a maior presença masculina na Bolsa de Valores é a diferença nos perfis de investimentos entre os sexos.

Estudos mostram que existem distinções relevantes entre homens e mulheres, uma das questões de maior destaque é o nível de confiança.

Um relatório da consultoria Franklin Templon mostrou que 41% das mulheres acreditam possuir menos conhecimento sobre o mercado financeiro, quando comparadas aos investidores médios.

O baixo nível de confiança das mulheres associado à falta de conteúdos adequados aos seus perfis comportamentais é um fator a mais que corrobora para a menor participação feminina na Bolsa.

Avaliando os números do mercado de renda variável é possível perceber a maior presença de homens. Mas é importante ressaltar que eles possuem maior aversão a perdas e, portanto, tendem a comprar e vender ações mais vezes.

Um estudo publicado pela Vanguard em abril de 2020, mostrou que durante o período de maior turbulência na Bolsa, gerado pela crise do novo coronavírus, cerca de 4% das mulheres movimentaram suas carteiras, enquanto 7,5% dos homens fizeram algum tipo de mudança.

De acordo com um pesquisador da Vanguard, a frequência de negociação das mulheres em períodos turbulentos é 50% menor do que a dos homens.

Em cenários de maior incerteza, os homens se desesperam, enquanto as mulheres conseguem manter a tranquilidade, observar com calma todo o contexto que se apresenta e, por fim, tomar as suas decisões.

Diante do exposto, entre homens e mulheres, quem você acredita que obteve melhores resultados como gestores entre 2007 e 2008, durante a crise do Subprime? Se você respondeu que foram as mulheres, acertou!

Segundo pesquisa da Hedge Fundo, que comparou gestores e gestoras entre 2007 e 2008, as mulheres acumularam uma queda de 9,6%, enquanto os homens amargaram, na média, um prejuízo de 19%.

A análise ainda revelou que entre janeiro de 2000 e maio 2009, as gestoras entregaram resultados de 9%, enquanto os gestores apresentaram retorno anual médio de 5,82%.

Contudo, a grande diferença entre homens e mulheres está na maneira como gerem os seus investimentos.

Para os pesquisadores, as mulheres escolhem os seus investimentos pensando em prazos maiores, o que tem impacto direto nos resultados das aplicações.

Elas investem em ações que possuem um histórico consistente de retorno e valorização, buscando ganhos constantes ao longo do tempo.

Já os homens tendem a ter um pensamento mais especulativo. Ou seja, tendem a procurar por papéis com maior “desconto” e que podem obter uma valorização mais significativa, mas que também apresentam maiores riscos.

Estudos sugerem que a maior participação das mulheres como investidoras e gestoras pode ajudar a diminuir a volatilidade do mercado, uma vez que elas possuem perfis mais analíticos e tranquilos para lidar com momentos de incertezas.

Além disso, as mulheres tendem a ser mais diligentes em suas decisões. Inclusive, por serem mais inseguras, tendem a buscar maior embasamento e pesquisar mais antes de definir suas escolhas.

Por fim, a presença das mulheres no mercado financeiro, bem como em todo cenário econômico, merece atenção pela capacidade de incremento na economia mundial.

Segundo análise do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a maior participação das mulheres na economia mundial pode impulsionar um incremento de US $ 28 trilhões até 2025.

* Gabriele Couto é assessora da Atrio Investimentos.

Fonte: Naves Coelho Comunicação



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