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Tem criança em casa?

Tem criança em casa?

04/10/2024 Divulgação

Psicólogo explica como identificar e prevenir o abuso sexual infantil.

Tem criança em casa?

O abuso sexual na infância é uma das mais graves formas de violência contra crianças, com consequências devastadoras para o desenvolvimento emocional e psicológico das vítimas. Um boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que 202.948 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes foram notificados em sete anos, de 2015 a 2021, no Brasil. São quase 80 casos por dia no período.

Esses números, porém, podem representar apenas uma fração da realidade, já que muitos casos continuam ocultos, seja por medo ou pela falta de compreensão sobre o que constitui abuso.

Filipe Colombini, psicólogo e CEO da Equipe AT, explica que a prevenção é o primeiro passo para combater essa violência. "A educação sexual, tanto em casa como na escola, é essencial para que as crianças compreendam seus próprios limites e saibam identificar situações abusivas. Quanto mais informação elas tiverem, menor a chance de se tornarem vítimas", diz o especialista. Segundo o psicólogo, uma boa maneira de promover essa educação de forma lúdica é por meio de livros com linguagem infantil que abordam o tema, como “Não me Toca, seu Boboca”, de Andrea Taubman (ed. Aletria) e “Pipo e Fifi”, de Caroline Arcari (ed. Caqui).

Identificar o abuso sexual nem sempre é simples, já que muitas vítimas permanecem em silêncio por medo ou vergonha, especialmente quando o agressor é alguém próximo, como um parente ou amigo da família. Há ainda o fato de que os  agressores ameaçam as vítimas. Por isso, é fundamental que os pais e responsáveis fiquem atentos a sinais que podem indicar que algo está errado.

Quando ocorre o abuso sexual, os pais normalmente percebem mudanças no comportamento dos pequenos, por isso é importante manter uma rotina de  acolhimento e diálogo. "Alguns sinais de alerta incluem mudanças bruscas de atitudes, isolamento, medo excessivo, regressão em comportamentos infantis, como voltar a fazer xixi na cama, ou até mudanças repentinas na escola, como queda no rendimento”, diz Colombini. Além disso, há os sinais físicos, como marcas no corpo da criança, lesões nas regiões íntimas, entre outros. “Essas alterações precisam ser investigadas com cautela e sensibilidade”, conclui.

A importância de um espaço seguro para diálogo

Muitas crianças e adolescentes não compreendem completamente a natureza do abuso e podem sentir dificuldade em relatar o ocorrido. Portanto, para o psicólogo, criar um espaço de diálogo é essencial. "Os responsáveis precisam ser acessíveis emocionalmente, abrindo canais de comunicação nos quais as crianças se sintam à vontade para falar sobre o que está acontecendo. É importante perguntar e conversar sobre o dia a dia, incentivando o pequeno a compartilhar qualquer situação que tenha causado desconforto ou medo”, diz ele. “Acima de tudo os pais devem criar um ambiente de confiança desde a primeira infância, onde a criança tenha a segurança de que não haverá julgamentos ou punições e perceba que ali existe uma escuta com compaixão e empatia, para tudo aquilo que ela está vivendo”, conclui.

E, sempre que perceberem algo suspeito, os pais devem agir de forma acolhedora. "Nunca devemos minimizar o que a criança relata. Pelo contrário, devemos dar a ela a confiança de que será protegida e que, nós, como responsáveis, vamos garantir sua segurança”, destaca o psicólogo.

Além da prevenção, nos casos em que o abuso sexual é comprovado, o apoio emocional contínuo é crucial para a recuperação das crianças e o acompanhamento psicológico é indispensável para a elaboração e superação dos traumas. "O processo de cura é longo e as cicatrizes emocionais podem durar por toda a vida se não forem tratadas adequadamente. Por isso, terapia e suporte constante são ferramentas fundamentais para restaurar o bem-estar e a confiança das vítimas”, diz Colombini.

Foto: Divulgação/Freepik

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Fonte: Key Press Comunicação



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