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Dirigir com sono é tão perigoso quanto dirigir sob efeito de álcool

Dirigir com sono é tão perigoso quanto dirigir sob efeito de álcool

27/04/2023 Alysson Coimbra

Especialista em segurança viária alerta sobre cuidados para quem vai viajar no feriado de 1º de Maio.

Dirigir com sono é tão perigoso quanto dirigir sob efeito de álcool

As principais regras para uma viagem sem acidentes de trânsito são usar os equipamentos de segurança, fazer a manutenção preventiva do veículo antes de pegar a estrada e, principalmente, só dirigir se estiver descansado e com o sono em dia. Pesquisa publicada em abril na revista Nature and Science of Sleep revelou que a falta de sono tem um efeito similar ao do álcool no cérebro do motorista. Os riscos de dirigir cansado e com sono, diz o estudo, são os mesmos para quem dirige após consumir álcool. “Quando não dormimos o suficiente, temos dificuldade de concentração, cansaço, e uma percepção visual distorcida. Isso acontece por causa de uma falha de comunicação temporária entre os neurônios. E quando dirigimos nessas condições, aumentam os riscos de um sinistro de trânsito”, afirma o médico especialista em Medicina do Tráfego e diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra.

O estudo, feito por cientistas da Central Queensland University, na Austrália, revelou que dirigir após uma noite de sono de aproximadamente 5 horas reduz o desempenho do motorista e dobra a probabilidade de um acidente quando comparado com indivíduos que têm uma boa noite de sono. Os cientistas concluíram que esse aumento da probabilidade de um sinistro de trânsito é o mesmo que ocorre com um motorista que dirige com uma concentração de álcool no sangue de 0,05%. “Ao primeiro sinal de sono e cansaço, o motorista deve procurar um lugar seguro para descansar. Em viagens longas, o ideal é que o motorista faça paradas regulares a cada hora e meia ou duas de viagem para caminhar, alongar a musculatura, hidratar, ir ao banheiro e fazer uma alimentação leve”, comenta.

Atenção ao retorno

O especialista alerta que o motorista também deve reforçar os cuidados para a volta do feriado. “Considerar somente o deslocamento de ida como sendo o momento mais importante da viagem e desconsiderar a volta pode não ser uma boa estratégia, pois feriado nem sempre é sinônimo de descanso, são dias, muitas vezes, marcados por privação do sono, alimentação inadequada e baixa hidratação”, explica Coimbra

A atenção deve ser redobrada também em relação ao consumo de álcool. “O álcool produz efeitos imediatos e tardios no nosso corpo, por isso a ingestão excessiva na noite que antecede o retorno pode prejudicar a atenção, reação e reflexo durante a condução veicular. O ideal é fazer um consumo moderado, não descuidar da hidratação e garantir uma boa noite de sono”, observa o médico.

Teste antes de sair

Além de manter o veículo com a manutenção em dia, o especialista recomenda não sair de casa sem verificar freios, faróis, lanternas, níveis de água e óleo. “Não esqueça de calibrar os pneus e verificar os itens de segurança obrigatórios, como triângulo, macaco e estepe, que também deve ser calibrado”, observa Coimbra.

O especialista reforça que não se deve pegar a estrada com pneus carecas, pois a redução do atrito com a pista aumenta a possibilidade de perda do controle e estabilidade do veículo.

Transporte coletivo

Se for viajar usando transporte coletivo, escolha empresas legalizadas, pois elas são obrigadas a seguir todas as normas de segurança da legislação. Observe a conservação dos pneus e verifique se o veículo tem o selo da ANTT e a identificação da empresa. O selo é uma garantia, pois a agência adota critérios de segurança e monitoramento para autorizar as viagens. “As empresas legalizadas oferecem seguro e são obrigadas a prestar assistência em caso de sinistros ou problemas com a viagem. Por isso é tão importante guardar o tíquete da passagem”, diz.

Cuidados específicos

As crianças nunca devem ser transportadas sem bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação. “Banco da frente ou de trás somente com cinto de segurança para crianças maiores de 10 anos. O transporte de crianças em motocicletas também só é permitido a partir dos 10 anos e em uso de capacete adequado para idade”, afirma o diretor da Ammetra.

Se você vai viajar com seus animais de companhia, se certifique de transportá-los de forma adequada. Existem equipamentos de segurança específicos para cada porte de animal.

FORMA ADEQUADA DE TRANSPORTAR CRIANÇAS

Bebê conforto: crianças de até um ano de idade e até 9kg, posicionado em sentido contrário ao painel do veículo.

Assento conversível: crianças de até um ano de idade e até 13kg posicionado no sentido contrário ao painel do veículo até a criança completar 1 ano de idade.

Cadeirinha: crianças de 1 a 4 anos de idade, que tenham entre 9 e 18 kg, posicionamos de frente para o painel do veículo.

Assento de elevação: crianças de 4 a 10 anos de idade que não tenham atingido 1,45 m de altura, com peso entre 15 e 36 kg, sempre conectado ao cinto de três pontos.

Banco traseiro e dianteiro somente com o cinto de segurança: crianças com mais de 10 anos de idade e/ou estatura superior a 1,45m.

Apenas crianças maiores de 10 anos podem ser transportadas em motocicletas, mas sempre com capacete, luvas e outros equipamentos de proteção

FORMA ADEQUADA DE TRANSPORTAR PETS

- Cadeirinhas (cestinhos): recomendadas para animais de pequeno porte que não se adaptam em viajar nas caixas de transporte. São projetadas para serem utilizadas com os animais utilizando coleiras do tipo peitoral e devem ser fixadas no encosto de cabeça do banco traseiro e retidas com o cinto de segurança do veículo.

Cinto de segurança: Indicado para cães de porte médio ou grande, na posição central do banco traseiro, com os adaptadores presos às coleiras peitorais, e fixados no encaixe do cinto de segurança do veículo.

- Grades de proteção: indicadas para animais de grande porte e têm a função de limitar a circulação do animal dentro do carro e impedir o cão de saltar pela janela.

- Capa protetora de banco traseiro: pode ser usada com o cinto de segurança, minimizando o risco do animal de sofrer ferimentos em desacelerações bruscas, por exemplo.

* Alysson Coimbra, médico especialista em Medicina do Tráfego e diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra.

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Fonte: AKM Comunicação



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