Grupo WhatsApp

Voo Simples: novos ares na aviação

Voo Simples: novos ares na aviação

23/11/2020 Fábio Augusto Jacob

O governo federal tem motivos para tentar revigorar a aviação.

Voo Simples: novos ares na aviação

Recentemente, o governo federal anunciou um novo incentivo a um setor fundamental da vida brasileira: o programa Voo Simples, destinado a destravar e estimular a aviação em nosso país. Anunciado em cerimônia no Palácio do Planalto e contando com vários ministros, o programa foi apresentado pelos seus dois principais idealizadores, o Ministério da Infraestrutura e a ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, ambos interessados em melhorar o ambiente da aviação nacional.

E o governo federal tem motivos para tentar revigorar a aviação. Não bastasse as inerentes dificuldades do setor em um país imenso e muito heterogêneo, este ano ainda tivemos a interferência da pandemia do novo coronavírus. As medidas necessárias para a redução da circulação de pessoas pegaram em cheio o setor que foi, provavelmente, o mais atingido pela crise. Os voos praticamente cessaram e as empresas da área da aviação tiveram suas atividades praticamente paralisadas, com reflexos enormes para os profissionais da área.

Assim, de forma a sinalizar um auxílio à aviação, o programa é lançado após amplos estudos dos setores envolvidos, sobre as medidas que poderiam trazer novamente vida à aeronáutica brasileira. A amplitude das medidas demonstra a gravidade da situação, mas também indica a importância do setor e a intenção de torná-lo ainda melhor do que estava antes da crise. O programa não se limita a tentar restabelecer as condições anteriores, mas mudar as regras e marcos regulatórios da aviação em geral. Gerar um novo ambiente.

Os principais objetivos do programa Voo Simples já destacam a grandeza das intenções: melhoria da satisfação e da qualidade dos serviços prestados, redução de custos, fomento à entrada de novos agentes, aumento da segurança jurídica e transparência na regulação, estímulo à indústria aeronáutica nacional e redução da assimetria no setor.

Dentre as 52 medidas lançadas, muitas ainda estão em estudos e dependentes de consulta pública, aberta pela ANAC, para a definição de prazos e parâmetros definitivos, como no caso da validade das habilitações dos tripulantes. Hoje, essa validade é anual e requer que as empresas, e mesmo os autônomos, refaçam diversas provas, simuladores e testes, todo ano, para se manterem alinhados com a legislação, o que gera custos e tempo não produtivo. Neste caso, como feito em outros países, há a proposta de que a habilitação possa ser permanente, desde que o certificado médico e alguns testes de proficiência sejam realizados periodicamente.

Outras medidas visam facilitar a operação de pequenas empresas, o que propicia o desenvolvimento da aviação também longe dos grandes centros, aumentando a capilaridade da economia e a redução das enormes diferenças regionais. Nesse sentido, regras mais flexíveis para empresas menores teriam grande impacto. Ainda, a facilitação da operação remota para a aviação aeroagrícola e um marco regulatório para a aviação anfíbia, este último hoje inexistente, mas que seria extremamente útil no Norte do país, onde faltam aeródromos, mas abundam rios e lagos.

A simplificação dos processos para autorização de fabricação, importação e registro de aeronaves poderá agilizar e reduzir os custos das empresas do ramo que hoje se sentem presas a burocracias intermináveis. Ou seja, o programa Voo Simples é ambicioso, mas necessário e, se bem conduzido, poderá trazer novamente a aviação para os caminhos do crescimento.

O mais importante é o movimento, a iniciativa do governo brasileiro em, reconhecendo a importância do setor, agir quando há necessidade. Não há como desenvolver um país como o Brasil, com sua dimensão, sem a devida infraestrutura aeronáutica, de meios e pessoas, e de aeronaves para transportar riquezas, negócios, turistas, para uso na agricultura, no salvamento e, porque não, com as aeronaves anfíbias, que podem ajudar decisivamente no combate a incêndios florestais, utilização da qual ainda carecemos, e tanto.

Pela amplitude do programa, há que se esperar resultados expressivos na flexibilização, simplificação e estímulo às atividades. E isso é importante, pois os profissionais da aviação e o Brasil não podem esperar, mas em cada medida adotada deve ser levada em conta a segurança, pois não custa lembrar que na aviação essa é a prioridade número um.

* Fábio Augusto Jacob é Coronel Aviador da reserva da Força Aérea Brasileira, coordenador e professor da Academia de Ciências Aeronáuticas Positivo (ACAP) da Universidade Positivo.

Fonte: Centra Press



Brasil consolida eletrificação e se torna líder regional

O país concentra 61% da frota eletrificada regional e registra um crescimento notável, impulsionado por modelos plug-in e uma infraestrutura de recarga em rápida expansão.

Autor: Divulgação

Brasil consolida eletrificação e se torna líder regional

Carros usados: a melhor solução para comprar com qualidade e pagar menos

Comprar um automóvel é uma decisão importante, mas nem sempre precisa de ser um investimento pesado.

Autor: Divulgação

Carros usados: a melhor solução para comprar com qualidade e pagar menos

Volvo Trucks inova com sistema start/stop em “banguela” eletrônica

A tecnologia é inédita na indústria automotiva em geral.

Autor: Marcos Villela Hochreiter

Volvo Trucks inova com sistema start/stop em “banguela” eletrônica

Em meio a batalha judicial, mais rodovias passam a ter pedágio “Free Flow”

O Congresso Nacional também entrou na disputa sobre o futuro do pedágio eletrônico no país.

Autor: Marcos Villela Hochreiter

Em meio a batalha judicial, mais rodovias passam a ter pedágio “Free Flow”

Redução de tarifas de gás entra em vigor em Minas Gerais

Minas Gerais tem nova redução nas tarifas de gás natural a partir desta terça-feira (4/11), visando mais competitividade e refletindo a queda do custo de aquisição do insumo pela Gasmig.

Autor: Divulgação

Redução de tarifas de gás entra em vigor em Minas Gerais

Ferrovias: potencial para logística nacional

Mais de 150 anos após a Estrada de Ferro Mauá, a malha ferroviária representa apenas 20,7% do transporte de cargas do Brasil. Especialistas debatem a expansão do modal, destacando vantagens em eficiência e integração nacional.

Autor: Divulgação

Ferrovias: potencial para logística nacional

Roubo de caminhões cresce 6,2% e atinge pico no Brasil

O roubo e furto de caminhões no Brasil cresceu 6,2% no terceiro trimestre, segundo o Grupo Tracker.

Autor: Diana Daste

Roubo de caminhões cresce 6,2% e atinge pico no Brasil

Pesquisa inédita: descarbonização preocupa 70% das transportadoras

Um dos pontos centrais levantados pelo estudo é a dificuldade de repassar os custos da transição aos clientes.

Autor: Marcos Villela Hochreiter

Pesquisa inédita: descarbonização preocupa 70% das transportadoras

Brasil fica na oitava posição entre os maiores produtores de veículos

Enquanto Europa e Estados Unidos enfrentam retração, Brasil avança moderadamente nas vendas e ganha relevância industrial na América do Sul.

Autor: Marcos Villela Hochreiter

Brasil fica na oitava posição entre os maiores produtores de veículos

Caminhoneiros Surdos do Brasil: inclusão e luta por direitos

A inclusão de pessoas surdas no mercado de trabalho ainda é um desafio em muitos setores.

Autor: Marcos Villela Hochreiter

Caminhoneiros Surdos do Brasil: inclusão e luta por direitos

O crescimento do mercado do ‘carro por assinatura’ com a contribuição da IA

Como em outros setores da economia, as novas tecnologias e as aplicações da Inteligência Artificial (IA) já estão gerando impactos bastante positivos na Cadeia Global de Valor da indústria automobilística.

Autor: Marcio Klepacz

O crescimento do mercado do ‘carro por assinatura’ com a contribuição da IA

Projetos tentam destravar o investimento em ferrovias no Brasil

Iniciativas do PAC e do Plano Nacional de Ferrovias pretendem efetivamente tirar do papel projetos que beneficiem o transporte sobre trilhos, superando as já conhecidas barreira do modal.

Autor: Divulgação

Projetos tentam destravar o investimento em ferrovias no Brasil